Deuses Americanos: Resenha

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Por: Rodrigo Caetano

E aí, galera? Pois é, estive sumido, não é? Desculpem-me por isso. Agora estou de volta com novidades e uma resenha fresquinha, de um dos melhores livros que li nos últimos dois anos.
Primeiro, à novidade. A linda e maravilhosa Raven Hraesvelg aceitou me ajudar nessa linda missão que é continuar trazendo resenhas legais para vocês. Como vocês perceberam nos últimos meses, nem sempre essa missão é fácil. Assim, a partir de agora, eu e ela vamos revezar para conseguir trazer para vocês resenhas cada vez melhores e mais interessantes. Mês que vem ela já vem aqui e se apresenta para vocês! Tratem-na bem, ok?
Agora, ao que interessa. Vocês conhecem o Neil Gaiman? Eu já falei dele aqui antes. O cara é um Gênio. E essa é uma das suas principais obras literárias. E está virando uma série para TV que estreia lá nos EUA no dia 30 desse mês! A série promete e tem tudo para ser uma grande produção, porque, amigos, devo adiantar que o livro é o máximo. Deixarei aqui o link para o trailer oficial da série, para quem se interessar, e vamos direto ao assunto!

Autor: Neil Gaiman
Título Original: American Gods
Tradução: 576
Editora: Intrínseca
Sinopse: Uma tempestade está a caminho…
Na cadeia por três anos, Shadow (Sombra) cumpriu sua pena, esperando silenciosamente pelo mágico dia em que poderia voltar a Eagle Point, Indiana. Agora um homem sem medo do que o amanhã traria, tudo o que ele queria era estar com Laura, a mulher que ele amava profundamente, e começar uma nova vida.
Porém, dias antes de sua libertação, Laura e o melhor amigo de Shadow são mortos em um acidente. Com sua vida em pedaços e nada para prendê-lo, Shadow aceita um emprego de um intrigante estranho que ele conhece a caminho de casa, um homem enigmático que chama a si mesmo de Sr. Quarta-Feira. Um vigarista e trapaceiro, Quarta-Feira parece saber mais sobre Shadow do que ele mesmo.
A vida como guarda-costas, motorista e garoto dos recados de Quarta-Feira é bem mais interessante e perigosa do que Shadow poderia ter imaginado — é um trabalho que o leva em uma viagem sombria e estranha e o apresenta a uma lista de personagens excêntricos cujos destinos são misteriosamente ligados ao seu próprio. Pelo caminho, Shadow aprenderá que o passado não morre; que todos, inclusive sua amada Laura, guarda segredos, totens, lendas e mitos são mais reais do que sabemos. Ele irá descobrir que por baixo da superfície frágil do dia-a-dia uma tempestade está se formando — uma guerra épica pela alma dos Estados Unidos — e que ele está parado bem no meio do caminho.
Resenha:
Neil Gaiman é um gênio. Tendo isso estabelecido, o resto é fácil de falar.
Deuses Americanos nada mais é do que mais uma prova de sua genialidade. Outra prova de sua genialidade é que, como todo bom gênio, ele não é universalmente aceito como tal. Algumas pessoas não gostam tanto assim de seus trabalhos, incluindo este. Dizem que é uma leitura pesada, às vezes confusa, às vezes vaga. Eu respeito essas pessoas.
Por vezes a leitura seria mesmo pesada, não fosse a habilidade de Gaiman brincar com as palavras e utilizá-las, cada uma, com seu propósito específico, muitas vezes inesperado. Por vezes, a leitura poderia mesmo ser vaga, não fosse a habilidade de Gaiman fantasiar e criar universos paralelos tão vagos quanto a nossa vida real. Fato é que a obra é tão vasta que de um livro pode-se facilmente fazer várias temporadas de uma série de TV – como o pessoal não tardou a perceber.
Toda a premissa dessa história é meio maluca. Ela parte do princípio de que as crenças dos seres humanos são mais poderosas do que nós tomamos ciência. De que, ao acreditarmos em uma entidade, essa entidade passa assim a existir. E quanto mais acreditamos nelas, mais poderosas elas se tornam.
Por isso, os Deuses que todos os imigrantes levaram à América na sua eterna migração para a terra desconhecida lá vivem até hoje, sejam eles nórdicos, hindus, católicos ou africanos. Porém todos eles vem perdendo força, poder, a medida que o povo perde a fé que os deu a vida. Surgem, então, novos deuses, os deuses da tecnologia, os deuses americanos. Entidades como a Mídia e a Internet são apenas alguns desses novos deuses que entram em guerra contra os Deuses antigos, brigando não apenas por espaço, mas pelo poder das crenças das pessoas.
Seguindo o personagem Shadow (Sombra), viajamos por todos os Estados Unidos, explorando sua geografia e sua história, conhecendo diversas entidades religiosas que vivem escondidas em plena vista na nossa sociedade, além dos novos deuses que, cada vez mais, crescem no mundo moderno.
Gaiman dá uma nova cor à nossa realidade ao criar todo um universo novo e vasto, dando uma aula de criatividade e de literatura. Quando você pensa que não está entendendo nada, ele vai lá e joga tudo na sua cada de uma só vez, lhe mostrando como tudo estava claro o tempo inteiro.
Um grande livro de um grande autor. Uma leitura obrigatória para os fãs da fantasia moderna. Não poderia deixar de recomendar. Tomara que a série consiga capturar toda a escuridão e mágica que os livros transmitem. Se tudo correr bem, teremos uma tempestade à caminho...

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