Divulgação da minha história: o que é legal de fazer e o que é chato?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Nick do Nyah!: Arabella McGrath

“Divulgação da minha história: o que é legal de fazer e o que é chato?” Essa, meus caros, é uma dúvida bastante comum no mundo das fanfics, apesar de também estar no mundo literário em suma. A minha pessoa, porém, ainda não se aventurou nesses mares, então vamos deixar essa para uma próxima.

Gostaria de agradecer primeiramente à MrsPorcelain, que colaborou falando o que ela também achava chato em divulgações. Peço que vocês também complementem o post nos comentários, falando o que também aborrece vocês. Enfim, vamos lá!

Imagine: você está passeando pelo Nyah! até ver que recebeu uma nova mensagem. Então, pensando ser uma coisa boa na MP, abre-a e vê que é, basicamente, “Oiii, por favor, leia a minha história. O link é esse”.

Isso é chato. De verdade, quem recebeu várias dessa sabe o quanto é chato. E, além de chato, é contra as regras de conduta do Nyah!, então, sim, se alguém mandar MP de propaganda, pode denunciar. De qualquer forma, felizmente o filtro do site acaba detectando as propagandas e nos livra, boa parte das vezes, dessa chatice.

Entretanto, eu só consigo pensar por qual razão algumas pessoas fazem isso. Certo, tem algumas pessoas que até gostam de receber propaganda e avisam isso no perfil falando dos fandoms, mas boa parte das pessoas nem leem isso, já partem logo para a MP, muitas vezes com um fandom/ship/gênero/classificação ou qualquer coisa que a pessoa não gosta. De verdade, isso é chato. Se a pessoa disse que é de boas enviar propaganda desde que esteja dentro das exigências, beleza, mas veja se está tudo ok. Em suma, tenham bom senso.

Imagine: você está passeando pelo Nyah! até que vê que tem um novo comentário na sua história. Lá vai você todx feliz e depois vê que tem aquela frase “Lê a minha história? Por favor, aqui o link”.

Dói no core, gente. Às vezes nem é um review de verdade, só propaganda mesmo. Isso, junto às MPs, entra no que você nunca deve fazer para divulgar sua fanfic. Também fere as regras de conduta do Nyah! e é... chato. Aquela é a caixinha do review, gente, é para você falar sobre o capítulo, não para divulgar!

Então vem uma pessoinha apressada “Mas, tiaaaaa, eu já sei que isso é chato, agora fala o que eu devo fazer para não ser chato!”.

Primeiramente, minha cara pessoinha, se acalme, eu estou prestes a falar sobre isso. Mas antes quero perguntar: entenderam tudo? Ok, então vamos para a próxima parte.

A quem quiser divulgar sua fanfic sem parecer chato, temos uma solução muito eficaz: grupos de divulgação (ou que a permitam) no facebook! Pois é, gente, muito legal, né? O grupo oficial do Nyah!, por exemplo, aceita de boas divulgação de fanfics, desde que você não faça flood.

“Flood? Hã? Explica isso, tia!” Segundo o dicionário de siglas do grupo do Nyah! Fanfiction, flood é “tipicamente utilizado para se referir a uma conversa que anda muito rápido e onde há muitos comentários”. Em suma, seria uma divulgação repetitiva – então não faça trezentos posts divulgando sua fanfic ou dê vários ups, isso é chato.

Em alguns grupos não é permitido divulgações e, em grupos de um fandom específico, não é permitido divulgações de fanfics de outro fandom. Respeite as regras e não faça baderna, essa é uma regra para a vida, meus caros.

Muita gente também se pergunta como achar esses tais grupos. Algumas palavras chaves são: fanfics, fanfictions, fics, nyah, divulgação, divulgações, divulgue e etc. Dando uma busca no Facebook com essas palavras você acha com facilidade algum grupo legal. Olhe as regras e depois seja feliz.

Aliás, não abordei tudo que queria e nem sobre todas as formas de divulgação, aqui foi mais o básico mesmo, com o tempo acabamos aprendendo os “truques”, os grupos perfeitos para divulgar e etc. De qualquer forma:
Não seja chato;
Propaganda é algo complicado e precisa ser atrativa. Coloque um título, uma sinopse e uma capa legal na sua fanfic;
Siga essas dicas, as dicas dos amiguinhos, dos vizinhos e de você mesmo e seja feliz.



FONTES:
https://www.facebook.com/notes/nyah-fanfiction-oficial/dicion%C3%A1rio-de-siglas-do-grupo/115695948771057

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Resenha: O Vilarejo

domingo, 27 de setembro de 2015


Por: Rodrigo Caetano

E aí, galera, tudo bem? A resenha de hoje é de um livro novo de um autor nacional que vem chamando a atenção por aí. Conhecem o Raphael Montes? O cara é um escritor de 24 anos, formado em direito, que publicou seu terceiro livro, chamado “O Vilarejo”, na bienal deste ano. Além disso, ele tem também dois livros policiais: “Suicidas” e “Dias Perfeitos”, ambos na minha lista.
O livro que vim comentar é o último que ele lançou e o escolhi por diversos motivos, mas o principal é que ele é um livro diferente dos que normalmente costumam ganhar resenhas aqui. Um livro violento, classificado como de terror, e, além disso, um livro curto de contos. Achei que poderia dar uma variada no que normalmente vemos aqui.
Sem enrolação, vamos lá:
Título Original: O Vilarejo
Autor: Raphael Montes
Editora: Suma das Letras
Sinopse: No vilarejo, falar que o pecado mora ao lado é mais do que um dito popular: é uma verdade ameaçadora da qual os moradores se dão conta pouco a pouco. E, para alguns, é tarde demais. Como resistir ao mal? À luxúria, à ganância, à ira? Como não ceder aos pecados da carne quando a guerra chega e o inverno castiga, quando o frio e a fome tomam conta, quando uma força maior parece conspirar e rodear os moradores para que eles se entreguem a seus piores instintos?
A cada conto, conheça a história de um habitante e como todas elas se entrelaçam para formar uma narrativa perturbadora e fascinante sobre nossa infinita capacidade de crueldade e compaixão.
Resenha: O Vilarejo é um livro que me surpreendeu de muitas maneiras e pode não ter sido a melhor escolha para uma resenha, pois é um livro misterioso e eu não sou fã de spoilers. Porém, há muito o que se analisar aqui, acredito eu, sem de fato estragar a diversão para ninguém.
Contando várias histórias sobre um lugar em épocas diferentes, Raphael nos faz embarcar para um local que ele não diz o nome, no meio de um país que ele não diz qual é, numa época que ele não nos conta qual é.
O livro consiste de prefácio, posfácio (ambos importantes) e sete contos separados, cada um com um título, cada um com seus personagens principais, mas conseguimos perceber que envolvem o mesmo local em diferentes épocas, relatando bastante bem a suposta última geração a viver no lugar que desapareceu.
Claramente fazendo homenagem aos sete pecados capitais, vemos um a um os habitantes desse lugar distante e misterioso sucumbindo a seus próprios desejos, defeitos, psicoses e tentações, enquanto somos levados a explorar até que ponto uma pessoa pode ir. É triste o quão surpreendente é a resposta para essa pergunta.
Além disso, a ordem dos contos faz com que o leitor tenha de se esforçar um pouco para acompanhar a ordem dos acontecimentos no tempo, e ligar os pontos pouco a pouco até que consiga desenhar a verdadeira história por trás dos acontecimentos terríveis desse lugar.
Tudo isso, combinado a um estilo de narrativa dinâmico, com contos curtos e histórias contadas no tempo presente que fazem com que a linha entre ficção e realidade fique um pouco borrada, nos levando a crer que talvez, apenas talvez, um lugar como aquele pudesse realmente ter existido em algum momento. E é um tanto quanto inquietante perceber isso, depois de ter se surpreendido e se chocado tanto.
Tendo dito isso, apesar do livro ser classificado como um livro de terror, ele não me deixou temeroso, nem me deu grandes sustos. Mas me chocou bastante algumas vezes, e me fez refletir, como todo bom livro deve fazer, acredito eu. Um ponto extra: o livro ilustrado é bem divertido, e as ilustrações são um tanto quanto fortes, ajudando a passar a exata sensação que o livro busca gerar.
No todo, um trabalho bem feito pelo nosso escritor e uma boa leitura para qualquer um que tenha estomago.
Valeu, galera! Até a próxima.

P.S.: Sobre não ter ficado com medo, isso era verdade antes de perceber que essa resenha tinha exatas 666 palavras antes do P.S. Espero sinceramente que entendam a minha decisão de escrever um pouco mais aqui...
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National Book Awards: O Discurso da Autora Ursula K. Le Guin

segunda-feira, 21 de setembro de 2015
National Book Awards: O Discurso da Autora Ursula K. Le Guin
Tradução por: Elyon Somniare

Saudações, juventude!
Hoje vamos deixar-vos com uma pequena tradução: o discurso da autora Ursula K. Le Guin, aquando o recebimento do prémio National Book Awards. Como as palavras delas têm mais conteúdo que as minhas, vamos lá!

“Obrigada, Neil [Neil Gaiman, quem anunciou o prémio], e os meus agradecimentos do fundo do coração aos atribuidores deste lindo prémio. A minha família, o meu agente e os meus editores sabem que o facto de eu estar aqui é tanto devido a eles como a mim, e que este lindo prémio é tanto deles como meu. E regozijo-me ao aceitá-lo por, e a partilhá-lo com, todos os autores que foram excluídos da literatura por tanto tempo, os meus companheiros, os autores de Fantasia e Ficção-Científica — escritores da imaginação, que durante os últimos cinquenta anos viram os lindos prémios serem atribuídos aos tão-chamados realistas.
Penso que tempos difíceis se aproximam, tempos em que quereremos as vozes de escritores que podem ver alternativas ao modo como vivemos agora e que conseguem ver através da nossa sociedade, acometida pelo medo e pelas suas tecnologias obsessivas, até outros modos de ser, e até mesmo imaginar alguns terrenos reais de esperança. Vamos precisar de escritores que se possam lembrar de liberdade. Poetas, visionários – os realistas de uma realidade maior.
Neste momento, julgo que precisamos de escritores que saibam a diferença entre a produção de mercado e a prática de uma arte. Desenvolver material escrito para se adequar a estratégias de vendas, em ordem a maximizar o lucro corporativo e o rendimento publicitário, não é exactamente a mesma coisa que publicação e autoria responsáveis.
No entanto, vejo departamentos de vendas a terem controlo sobre o factor editorial; vejo os meus próprios editores num pânico tonto de ignorância e cobiça, cobrando a bibliotecas públicas seis ou sete vezes mais por um ebook do que aquilo que cobram a um cliente. Vimos há pouco tempo um aproveitador tentar castigar um editor por desobediência, e escritores ameaçados por leis corporativas, e vejo muitos de nós, produtores que escrevemos e fazemos os livros, a aceitar isto. Deixamos que os exploradores de mercadoria nos vendam como desodorizante, nos digam o que publicar e o que escrever.
Os livros, sabem, não são apenas mercadoria. O objectivo do lucro está frequentemente em conflito com a aspiração à arte. Vivemos no capitalismo. Parece ser impossível escapar ao seu poder. Assim também parecia o poder divino dos reis. Todo o poder humano pode ser resistido e desafiado por seres humanos. Resistência e mudança começam frequentemente na arte, e frequentemente na nossa arte – a arte da palavra.
Tenho tido uma carreira longa e boa. Em boa companhia. Agora, no final dela, não desejo ver a literatura americana a ser traída. Nós que vivemos da escrita e da publicação queremos – e devemos exigir – a nossa justa parte dos proventos. Mas o nome do nosso lindo prémio não é lucro. É liberdade.
Obrigada.”

Le Guin abordou dois dos temas que mais são discutidos entre as comunidades de escritores e leitores, não apenas americanas, mas em geral: a resistência em encarar os géneros da Fantasia e da Ficção Científica como “literatura séria”, e o dilema da “arte vs lucro” que nos é trazido aquando a chegada — ou tentativa de — dos livros ao mercado. Julgo que a opinião da afamada escritora em um e outro assunto ficou bem clara nas suas (poucas) palavras. Qual é a vossa?

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Como escrever sob o ponto de vista do sexo oposto (01/02) — Masculino

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Por: Mr Martell

Escrever no ponto de vista de um personagem que não pertence ao mesmo sexo que você pode ser bem difícil, hein? Eu, por exemplo, não consigo escrever pela visão de uma mulher porque simplesmente não conheço o seu universo muito bem — não conheço suas aflições, seus pensamentos, seu dia a dia... e isso dificulta, e muito, a criação de uma narrativa verossímil.
Já até tentei amenizar essa situação ao usar a terceira pessoa — tentando, ao máximo, me distanciar dos pensamentos da personagem —, justamente por ter medo da minha história soar estereotipada e rasa (não tive muito sucesso com esse projeto). E, acreditem, infelizmente, essa é a realidade de diversas histórias que se encontram no nosso Nyah! (sim, yaois, é com vocês que eu estou falando).
Sem perceber, é possível que a gente, ao entrar nesse universo não tão conhecido, acabe pecando em vários pontos. Cansei de ver autoras enchendo suas histórias de gírias como “mano, cara, maluco, velho” numa tentativa fracassada de trazer mais “masculinidade” às suas fics, sendo frios e insensíveis, mostrando sempre um quarto bagunçado e dando ênfase em ações tão comuns como deixar a tampa do vaso sanitário levantada; há também aquelas que colocam traços genuinamente femininos em seus personagens sem ter ideia do que estão fazendo — homens falando “obrigada” e que passam horas inteiras olhando para a foto de uma mulher, dizendo para todos o quanto ele a acha linda, perfeita e maravilhosa.
É importante ressaltar que não quero determinar como você deve ou não fazer seu personagem, qual deve ser a personalidade dele ou algo assim. Nada — nada — impede você de criar alguém com traços do outro gênero, até porque gênero não é nada absoluto. É preciso, porém, ter cuidado para não cometer falhas como as citadas anteriormente.
Homens podem ser amorosos, carinhosos, mandar flores para seu ficante? É claro! Podem também não dar a mínima para o relacionamento? Sim! Mas é necessário que você, autora, saiba dosar isso, não force a barra e não deixe seu personagem parecendo muito forçado.
Homens têm outro assunto para conversar além de futebol, assim como também não vão nem se tocar se deixarem a tampa do vaso levantada (cito esse acontecimento novamente porque a situação estava realmente precária), porque é algo natural pra gente. Não estereopatize seu personagem com palavrões e atitudes do estilo “homem não chora”. Chegou em um momento da história em que seu personagem tem que fazer uma decisão e você não sabe o que um garoto faria nessas circunstâncias? Pergunte a um amigo seu! A visão de alguém de fora é sempre importante na hora da construção da sua fic.
Tenha cuidado para não deixar seu personagem raso, para não criar apenas um reflexo de algum estereotipo. Não adianta criar o homem perfeito se ele não tem profundidade alguma. Dê uma personalidade marcante para o seu personagem! Dê-lhe conflitos, sentimentos, sucessos, fracassos!
Trate-o como uma pessoa real e lembre-se de que as pessoas, antes de ser um garoto ou garota, são humanos; e como tal, não podem ser categorizados. O ser humano é muito complexo, e é essa complexidade que nós, autores, devemos usar ao criar os nossos universos — ou ao usar universos já criados. A humanidade, no fim, é superior a qualquer gênero, a qualquer etnia, a qualquer tudo.
(P.S¹: Se seu personagem precisa tomar uma decisão importante e você não faz ideia do que um cara faria naquela situação? Pergunte ao seu pai, seu irmão, seus amigos! Nada melhor do que conversar com um rapaz para entender como um garoto pensa.)

(P.S²: Ler livros que são narrados por garotos também podem ajudar-lhe bastante a não cair nessas ciladas. Obras conhecidas como Harry Potter (J.K Rowling) e nem tão conhecidas como Supernova — O Encantador de Flechas (Renan Carvalho) podem ser de grande ajuda. Para ser uma boa escritora, é imprescindível que você seja uma boa leitora. Procure livros com POV’s masculinos! Dessa forma, será muito mais natural a criação do seu próprio personagem.)
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Colocando sua história no gênero certo [Banco de Ideias]

quarta-feira, 9 de setembro de 2015
        

Por: Ann Vinyso

Bom dia, boa tarde, boa noite (ou boa madrugada). Como estão vocês, queridxs vampirxs jedi de Hogwarts? Deve ser a primeira vez que me veem publicando algo aqui de minha autoria, e como dizem que “a primeira impressão é a que fica”, espero que apreciem a postagem.



Publicar uma fanfic pode ser um sonho... ou um pesadelo! Sobretudo quando não sabemos qual título colocar, como fazer a sinopse e qual a capa mais adequada à nossa história. Sem contar as informações essenciais sobre a fic: classificação etária, categorias, personagens, gêneros e avisos. Depois do título e da sinopse, os gêneros devem ser a opção mais difícil para um ficwriter preencher.
Por esse motivo, hoje eu irei mostrar alguns gêneros do mundo das fanfictions e darei dicas de como escolher aqueles que abrangem a maior parte do conteúdo de suas histórias.
Mas antes de começarmos com os macetes e as malandragens, vamos ao conceito de “gênero” (género, em pt-pt):
         “Gênero, s. m. [...] classes de assuntos literários ou artísticos de mesma natureza” (BUENO, 2007). Ou seja, um gênero textual é determinado por um conjunto de características comuns a todos os textos que se enquadrem naquele gênero (PAVAN, 2014).
         Sendo assim, uma fanfic e um livro de comédia, por exemplo, serão cômicos e terão como objetivo nos fazer rir mesmo que um seja publicado por uma editora de renome e a outra seja postada num blog pessoal; apesar de diferentes, têm características em comum.



— Entendi, tia Ann! Então, se minha história de 50 capítulos tiver uma piada muito engraçada na metade do capítulo 25, eu devo marcá-la como comédia? ^^

Não, claro que não.

E, assim, chegamos ao problema de muitas fanfics: excesso de gêneros. O que quero dizer com isso? Bem, meus amores, algumas pessoas acreditam que devem marcar como gênero qualquer detalhe que apareça na história. O ratinho do personagem principal morreu, marca Deathfic. O namorado da personagem ficou todo dramático quando ela saiu com o melhor amigo, marca Drama. E por aí vai...
Contudo, não se deve agir dessa maneira, porque o leitor não ficaria nada feliz ao ler toda a sua fanfic e constatar que não há (quase) nada nela que se encaixe dentro do gênero que você marcou. Imagine comigo: você está super a fim de ler uma boa história de aventura e encontra uma que parece promissora (capa chamativa, sinopse cativante), lê dez capítulos e nota que a maior aventura que os personagens viveram foi saírem escondidos numa noite, no primeiro capítulo, para irem a uma festa. Frustrante, não?!



— Mas, tia Ann, como eu sei quais gêneros marcar na minha fanfiction?
Oh! Não é tão difícil quanto parece. Vou dar 5 dicas de como escolher os gêneros (também vale para os avisos) da sua fic.
I) Se você precisasse resumir sua história em 5 palavras distintas e independentes, quais seriam estas palavras? (ex: guerra; vícios; morte; recomeço; esperança.) Use-as como base para decidir quais os principais gêneros que você deve marcar (no exemplo, um dos gêneros poderia ser ação, dependendo da forma como a fic fosse trabalhada).
II) De uma maneira geral, qual o principal tema trabalhado na história? Você está narrando a vida de uma guerreira mercenária num planeta Terra apocalíptico? Ou está contando como dois personagens do mesmo sexo do seu livro preferido se apaixonaram? No primeiro caso, você poderia marcar ação e aventura sem medo de errar; no segundo (dependendo do sexo dos personagens), yaoi ou yuri.
III) Há algum personagem secundário, vilão ou antagonista, que seja importante para a trama? Caso sim, procure acrescentar a principal participação dele na história como um dos gêneros (por exemplo, o melhor amigo do personagem principal vive contando piadas e contos engraçados: marque comédia, porque provavelmente seus leitores irão rir com as aparições deste personagem).
IV) Não marque vários gêneros diferentes só para ganhar mais visualizações! Afinal, de que adianta ter mil visualizações se oitocentas delas são por engano e cem comentários se cinquenta são para reclamar que sua fic não correspondeu às expectativas do leitor?



— Anotei tudinho, tia! E percebi que existem tantos gêneros... Deu até um desânimo.

De fato, há muitos gêneros para classificar as nossas fanfics. No Nyah!, temos que escolher entre 32 diferentes (pouco, se compararmos com o Social Spirit, que disponibiliza uma lista com 58 gêneros elegíveis). Mas vou facilitar um pouco a vida de vocês, principalmente a de quem posta no Nyah! Fanfiction. Listarei todos os 32 gêneros e explicarei cada um.
Ação: as histórias classificadas como ação têm cenas de batalhas e muito movimento; podem ser sobre super-heróis ou algum enredo policial, por exemplo.
Amizade: a fic foca principalmente nos laços que unem pessoas que não são da mesma família e não têm envolvimento romântico e/ou sexual.
Angst: traduzido do alemão, significa “angústia”. Focada no estado de aflição e agonia do personagem principal. Fics que retratam a fundo o suicídio podem ser classificadas como angst.
Aventura: quando os personagens da história se envolvem em grandes e arriscadas experiências, como viagens pelo mundo, combate ao mal junto com os amigos, etc.
Comédia: o leitor ri sem querer; fanfics de comédia são cômicas e engraçadas do início ao fim (e não apenas em um capítulo) com o intuito de divertir e animar.
Crossover:Como estão vocês, queridxs vampirxs jedi de Hogwarts?” — se minha saudação no início desta postagem resumisse uma fanfic, ela seria marcada como crossover (Crepúsculo + Star Wars + Harry Potter). Ou seja, crossover, que traduzido do inglês significa “cruzado”, é a junção de vários personagens, ambientes e tramas numa mesma história; é uma mistura de enredos de dois ou mais fandoms.
Darkfic: tem uma temática mais depressiva, explora o desânimo e a tristeza; as ações são sombrias e penosas.
Death Fic: histórias cujo(s) personagem(ns) principal(is) morre(m); um bom exemplo disso, se a série fosse uma fanfic, seria Game Of Thrones.
Drama: quando o autor explora as emoções dos seus personagens, tornando o que cada um sente e pensa mais importante do que o que acontece, de fato, na narrativa.
Ecchi: uma história marcada como ecchi possui cenas sensuais e sexuais implícitas, nudez e pornografia leve. A classificação mínima para ecchis, no Nyah!, é de 16 anos.
Fantasia: enredos fantásticos, com seres sobrenaturais e mitológicos, (vampiros, bruxos, fadas, lobisomens) tudo isso caracteriza uma fanfic de fantasia. Comumente, todas as regras, ambientes e personagens são originados na imaginação do autor — levando em consideração, ou não, o que ele já conhece sobre esse tipo de narrativa (não confundir com Ficção Científica).
Ficção Científica: histórias que contam a vida em um mundo com tecnologia mais avançada que a nossa, geralmente são narrações futurísticas de um planeta Terra moderno ou mesmo de um outro planeta com formas diferentes de ciência (não confundir com Fantasia).
Furry: quando um ou mais personagens possuem características animalescas, como orelhas, rabos e focinhos. Às vezes, tais características se estendem à personalidade – uma menina manhosa como uma gata ou astuta como uma raposa.
Hentai: fanfics que contém cenas de sexo heterossexual explícito, podendo ser focado unicamente na relação sexual ou conter uma trama que envolve a relação. A classificação para hentais, no Nyah!, é de 18 anos.
Horror: histórias classificadas como horror causam aversão, repulsa. As cenas narradas não são aterrorizantes, apenas incomodam imensamente o leitor; se fosse possível fechar os olhos e não ler determinadas cenas, ele faria isso.
Humor Negro: assim como as fics de comédia, as de Humor Negro objetivam divertir o leitor, contudo, as situações e os temas utilizados para gerar a comicidade são considerados inapropriados para isso, como doenças, morte e/ou assuntos de mau gosto.
Lemon: histórias que contenham cenas de sexo homossexual explícito entre homens (sem a necessidade de que existam sentimentos românticos entre eles). Assim como os hentais, lemons devem ser classificados, no Nyah!, como não recomendados para menores de 18 anos.
Lime: as cenas de sexo, em histórias classificadas como Lime, ficam subentendidas, é uma narração implícita das relações sexuais (tanto entre casais heterossexuais quanto entre casais homossexuais). Assim como os ecchis, limes devem ter classificação mínima, no Nyah!, de 16 anos.
Mistério: quando a narração esconde um segredo, e, aos poucos, o enigma vai sendo revelado/resolvido.
Orange: muito semelhante ao lemon, classifica-se como orange histórias que contenham cenas de sexo homossexual explícito entre mulheres (não necessariamente tendo romantismo entre elas). Assim como os hentais e lemons, oranges devem ser classificados, no Nyah!, como +18.
Paródia: fanfics que imitam ou narram alguma história de forma irônica e grotesca.
Poesia: histórias devem ser marcadas com este gênero apenas se forem poesias/poemas de sua autoria (escritos em prosa ou em verso). Lembrando que o mínimo que o Nyah! permite é de 100 caracteres.
Shoujo-ai: histórias que possuem cenas de romance entre mulheres de forma leve, em momento nenhum deixando implícita a pretensão de relações sexuais.
Shounen-ai: narrações com cenas leves de relação amorosa entre homens, sem cobiçar o sexo.
Songfic: histórias inspiradas na letra de alguma música ou cujo autor tenha escolhido alguma música como trilha sonora.
Suspense: fanfics que tenham alguma situação que cause apreensão e/ou expectativa no leitor. Normalmente, narrações assim deixam o leitor ansioso pelos próximos acontecimentos da trama e curioso quanto ao que vai acontecer a seguir.
Terror: diferentemente do horror, que cria um sentimento de aversão, o terror causa medo. Comumente, criaturas horrendas, como lobisomens, vampiros, zumbis, estão presentes em histórias de terror para causar pânico aos que leem.
Tragédia: um personagem passa por alguma situação de desavença com outro personagem ou com o meio em que ele está inserido, quase sempre, resultando em morte. Fanfics classificadas como tragédias são, comumente, também classificadas como dramáticas.
Universo Alternativo: quando um autor insere os personagens de uma série (saga, livro, filme, etc) num universo diferente daquele criado pelo autor da série. As fanfics U.A. narram como seria a história original se ambientada em outro lugar.
Yaoi: histórias com cenas românticas entre homens, insinuando uma possível relação sexual futura entre eles.
Yuri: fics que narram relações românticas entre duas mulheres, podendo ou não haver cenas de sexo (lembrando que, se houver cenas de relações sexuais, a fanfic deve ser marcada como +18).

Como vocês devem ter reparado ou não, na listinha acima faltou o gênero “Romance”. Fiquem calmos, não joguem tomates em mim, deixem-me falar.
No site do Nyah!, num dos tópicos de ajuda, há o seguinte trecho:
Romance – Diferentemente da televisão e do cinema, a história que possui como gênero o romance não se trata de um relacionamento amoroso entre dois personagens. Na literatura, romance é designado a uma história com diversos núcleos diferentes, cada um envolvendo um diferente mistério e personagens únicos. Um bom exemplo para este gênero é a coleção de livros Harry Potter”.
Eu poderia ter dado esta explicação para vocês e ponto final. Mas e se alguém tiver uma fanfic que narre unicamente um relacionamento amoroso entre dois personagens heterossexuais? (se fossem homossexuais yaoi/shounen-ai ou yuri/shoujo-ai poderiam contornar este problema).
Depois de um pedido de ajuda à Liga, posso afirmar a vocês que: a definição de romance, na literatura, realmente é esta que foi apresentada pelo Nyah!; contudo, estamos habituados a associar romance a relações amorosas. E por este motivo, não há problemas se você marcar sua fanfic como “Romance”, ninguém vai lhe julgar, pois os leitores entenderão que se trata de uma história de amor¹.

 

Recapitulando o que foi falado neste post: 1) Não marque todos os gêneros disponíveis a não ser que sua fanfic aborde todos eles; 2) Pare, pense e reflita sobre o que se trata sua história, assim ficará mais fácil decidir quais os gêneros a que ela pertence; 3) Se não sabe o significado de algum gênero pesquise na internet ou (se não encontrar em lugar nenhum) pergunte nos grupos de fanfics (alguém saberá lhe dizer).
E é isso! Espero ter sido útil, queridxs leitorxs. Qualquer dúvida, o espaço para comentários está aberto; perguntem, sugiram temas para futuras postagens do blog, pintem e bordem. Até a próxima!



[1]: Agradecimento especial à Dana Medeiros  e à Ana Coelho  que me ajudaram tirando dúvidas a respeito do gênero Romance.

Referências Bibliográficas

- BRUNA CORRÊA. Dia #23: Como classificar os gêneros da sua fanfic. Disponível em: http://www.diariodeumaescritora.com/#!Dia-23-Como-classificar-os-gêneros-da-sua-fanfic/c1a1n/5523037a0cf21933cd3f40f6. Acesso em: 29 de ago. 2015.

- BUENO, F. S. Minidicionário da Língua Portuguesa. 2. Ed. São Paulo: FTD, 2007.

- GABRIELA PETUSK. Dicionário de termos e siglas do mundo das fanfics. Disponível em: http://ligadosbetas.blogspot.com.br/2013/08/dicionario-de-termos-e-siglas-do-mundo.html. Acesso em: 29 de ago. 2015.

- G. R. MACHADO. O Horror, o Terror e o Suspense. Disponível em: http://cinemaarregacado.blogspot.com.br/2012/03/o-horror-o-terror-e-o-suspense.html.  Acesso em: 28 de ago. 2015.

- LITA. A Diferença entre Fantasia e Ficção Científica. Disponível em: http://maniasdeescritores.com/2015/08/a-diferenca-entre-fantasia-e-ficcao-cientifica/. Acesso em: 26 de ago. 2015.

- MAYRA GABRIELLA DE REZENDE PAVAN. Gêneros textuais. Disponível em: http://www.mundoeducacao.com/redacao/genero-textual.htm. Acesso em: 29 de ago. 2015.

- NYAH! FANFICTION. Ajuda: Como classificar corretamente o gênero da minha história? Disponível em: https://fanfiction.com.br/ajuda/5248/. Acesso em: 29 de ago. 2015.

- WESLEY CODÁ. Diferença entre Horror, Terror e Suspense. Disponível em: http://cinemacomvoce.blogspot.com.br/2011/10/diferenca-entre-horror-terror-e.html. Acesso em: 28 de ago. 2015.
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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana