Como escrever um bom enredo policial

Por NamelessChick ( http://fanfiction.com.br/u/576086/ ) Olá, meus queridos. Estava eu, uma simples novata da lig...



Por NamelessChick



Olá, meus queridos. Estava eu, uma simples novata da liga, a vagar por aí, quando dei de cara com uma oportunidade de ouro: escrever um artigo para o blog. *gritinhos de comemoração*

Bem, aqui estou. E dentre “n” assuntos que eu poderia falar, decidi escrever sobre um tema sugerido por vocês (sim, vocês, caros leitores), que chamou minha atenção.

Vocês perguntaram:

Como escrever um bom enredo policial?”
E ainda um adicional de:
“(...) como explorar o ponto de vista tanto dos policiais quanto dos criminosos, como demonstrar tanto o lado da ação quanto o lado mais científico das investigações (...)?”

Meus caros, não temam. Estou aqui para ajudá-los. Mas antes de mais nada... Vamos recapitular: O que é enredo?

“No contexto narrativo, enredo é o encadeamento dos fatos narrados em um texto, um dos elementos da estrutura de um romance, de uma novela ou de um conto. É o conteúdo em que a narrativa se constrói. É a trama, é a sequência dos fatos, são as situações vividas pelos personagens durante o desenrolar de uma história.
O enredo apresenta diversas características. A partir do enredo pode-se chegar ao tema, que é o motivo central de uma narrativa. O enredo apresenta situações de conflito entre os personagens, criadas para se obter dramaticidade no texto. O clímax é o momento de maior tensão dramática de um enredo, isto é, o momento em que o conflito atinge sua maior dramaticidade. O desfecho de um enredo é o momento em que os conflitos são solucionados.”

“Tia Nameless, isso daí eu aprendi na escola! Me fala logo como escrever um enredo POLICIAL para eu correr e escrever a fic dos meus sonhos!”
Calma, pequeno gafanhoto. Recordar é viver.


Sabendo o que é um enredo, ou pelo menos, recordando, vamos ao que interessa.


Como uma louca por séries e, principalmente, séries policiais, decidi abordar o assunto com base no que conheço — e um adicional de pesquisas, é claro.


O que todo escritor busca — ou deveria buscar — é uma forma de criar um enredo envolvente e interessante, fazendo com que o leitor se sintonize com a história, louco por mais e mais capítulos. Com um enredo policial não é nem um pouco diferente. Vocês vão perceber que existem algumas “formulinhas” de enredo policial que geralmente fazem sucesso — se você não gosta de clichês, provavelmente deve evitar esse tipo de construção — e que vou citar ao longo do texto.
Para começar a explicação, decidi trabalhar com duas vertentes separadas: as originais e as fanfics. Pode parecer estranho fazer tal separação, mas logo, logo, vocês vão entender o porquê.
Primeiro, as originais — já que elas vão requerer uma explicação relativamente mais complexa que as fanfics.


Antes de mais nada, você tem que estabelecer alguns objetivos para poder desenvolver da melhor maneira possível sua história. Como não vejo nenhuma outra maneira mais fácil — ou mais didática — de iniciar a explicação, vou criar um esquema de perguntas e respostas para vos orientar.
Comecemos pelo “esqueleto” da história, que será a base do tão sonhado enredo.


1) Sua história será em algum lugar real ou fictício?
Se for em algum lugar específico, como Estados Unidos ou Brasil, por exemplo, você deve fazer uma boa pesquisa sobre como funciona o sistema penal do lugar. Além do sistema penal, é interessante estudar a forma como a polícia se organiza, e se possível, dar uma olhada em jurisdições. Pode parecer trabalhoso — e por muitas vezes, é de fato —, mas o mínimo de pesquisa é primordial. Imagine uma história que se passa no Brasil, em pleno ano de 2015, onde um ladrão de galinhas vai preso e condenado à prisão perpétua? Absurdo, não? Você não quer correr o risco de cometer um erro — ou uma gafe, como essa do exemplo — na sua história, não é mesmo?

“Nossa, que difícil. Não, tia, minha história é num lugar fictício.”

Pois então, gafanhoto. Sente-se e respire fundo. Você vai ter que bolar tudo aquilo que não quis pesquisar. Afinal, se é um enredo policial, precisa se passar em algum lugar e todo lugar tem leis, correto? E também um sistema que julga aqueles que fogem a essa lei. Então, boa sorte. Não tem que criar uma constituição nem nada disso, mas é de suma importância você criar um âmbito para que a lei possa agir e, consequentemente, a história acontecer.


2) Sua história se passará no presente, passado ou futuro?

Tão importante quanto a primeira pergunta, é essa segunda. Você tem que ter muito claro em sua cabecinha tão cheia de ideias o período em que sua trama ocorrerá. Fictícias ou não, as leis mudam ao longo dos anos, bem como a criminalística, as áreas forenses, as tecnologias e praticamente tudo aquilo que está presente num enredo policial. Escolha um período, pesquise sobre como funcionava tudo aquilo discutido na resposta da primeira pergunta e se adeque ao contexto. Nada de pistolas semiautomáticas no século dezoito, certo?
No caso da história fictícia isso pode não ser tão rígido, mas essa ideia de que as tecnologias, leis e a própria estrutura da polícia mudam com o tempo é sempre a mesma. (A não ser que você crie uma história onde tudo funcione da mesma forma desde sempre e nunca mude, o que faz com que essa segunda resposta seja completamente inútil para você.)


3) Sua história vai ter o enfoque principal no(s) policial(ais) ou no(s) bandido(s)?

Essa é uma divisão clássica nas histórias policiais. Em geral, o autor escolhe um dos “lados” e desenvolve sua história com a perspectiva desse lado em questão.
Eu particularmente sou adepta da tal divisão, mas é claro que você pode adotar os dois e contar com uma “visão dupla”. No entanto, o grau de dificuldade desse tipo de história é relativamente maior, visto que requer mais detalhes de ambas as partes.

Geralmente quando se escolhe retratar o lado policial, a parte técnica da criminalística é muito mais evidente. Também ganha destaque nessa vertente o mistério, a ação, a investigação e a resolução (ou não) de crimes. No lado criminoso, ganha destaque o crime em si, o próprio bandido, o porquê do crime, ser pego pela polícia ou não e outras variantes.
Não existe um “lado melhor”. Nem um lado “mais fácil”. Os dois são igualmente interessantes e ambos requerem certas pesquisas para aprofundar mais certos detalhes do texto.


Por ora, você deve ter tudo isso planejadinho. Tem que saber responder essas três perguntas. Elas são a base da sua história. Sem isso, nada vai se desenvolver com fluidez.

“Ok, Tia Nameless. Já sei o que quero. Mas... e agora?”

Bem, meu jovem, agora vem uma parte fundamental para toda história policial: a criminalística.
“Hãn? O que é isso? É de comer?”

Não, meu jovem. Criminalística é a disciplina que reúne os conhecimentos e técnicas necessários à elucidação dos crimes e à descoberta de seus autores, mediante coleta e interpretação dos vestígios, fatos e consequências supervenientes.

“Ainda não entendi, tia.”

É a investigação e a “parte técnica”, meu querido. Duas coisas com tantas possibilidades a serem exploradas que você pode ficar até tonto.

Falando da parte técnica — ou mais “científica” — em si, existem autores que exploram bastante essa área, dando grande destaque para ela, que por muitas vezes resolvem os crimes por si só. Um ótimo exemplo é o seriado Bones, onde a história baseia-se na parceria entre um agente especial do FBI e uma antropóloga forense. Rizzoli & Isles é um outro exemplo interessante, onde as protagonistas são uma legista e uma detetive da delegacia de homicídios.
Você pode escolher como a criminalística vai interferir na sua história e como ela vai auxiliar a investigação: com muito ou pouco destaque, com uma boa eficiência ou não e etc.
Citando somente alguns exemplos do que você poderia usar, se o contexto permitir, na sua história... Você tem: DNA, reconhecimento facial, retrato falado, balística, psicologia, especialistas em áreas específicas, legistas, banco de placas de veículos, conhecimentos médicos, conhecimentos químicos, conhecimentos físicos, banco de dados de digitais, análise de fotos, uso de luminol e etc. O céu é o limite.

P.S: Só tome o cuidado para não dar tanto destaque a essa parte “científica” e se esquecer da investigação. Pode não parecer, mas muitos se empolgam com essa parte e basicamente resolvem todos os crimes sem uma investigação decente. Ou então, quando a investigação empaca, vem algum dado científico do céu e resolve todos os problemas. Quem nunca assistiu um “CSI da vida” que o crime foi solucionado com um “banco de dados de impressões deixadas pelo pneu tal”?

A investigação também é uma área a ser amplamente explorada, onde você pode usar e criar técnicas de investigação. O mistério da solução de um crime está aqui. Se quer mistério na sua história, essa é a chave do sucesso. Busca de pistas, escutas, entrevistas com testemunhas e informantes, policiais trabalhando à paisana e até mesmo a tortura: tudo isso e muito mais são técnicas de investigação utilizadas, interessantíssimas, e que sempre podem ser bem trabalhadas. Também existem os “Sherlock Holmes” da vida que resolvem muitos crimes na base dos seus conhecimentos ninja-dedutivos.
Ufa! Finalmente! Vamos agora às fanfics.
Mas você que é autor das originais, não pense que o assunto acabou. Ainda temos detalhes a discutir que são a “cerejinha do bolo” da sua história, que servem tanto para originais quanto para fanfics.

Bem, se você quer escrever uma fanfic, o mínimo do mínimo é o seu domínio a respeito da obra original. Saber os locais, como descrevê-los, conhecer os personagens e suas personalidades, como se desenvolve a trama policial original, as técnicas de investigação utilizadas e todos esses pormenores um tanto complicadinhos na hora de se desenvolver a trama. Tendo isso em mente, você tem três possibilidades:

  • Criar um universo alternativo e, consequentemente, ter que utilizar as três perguntas anteriores;
  • Seguir o mesmo universo e os mesmos crimes, contudo, alterando as ações e o curso da história para evitar o temível plágio;
  • Seguir o mesmo universo, mas com crimes de sua autoria.

Escolhendo qualquer uma das três possibilidades é só desenvolver o seu enredo. Seguindo as “limitações” do seu universo e desenvolvendo sua história a partir das informações que você já tem.

“Tia Nameless, agora eu tenho todo o esqueleto da minha história pronto. E depois?”

Que bom que perguntou, gafanhoto.
Tendo tudo isso pronto, você praticamente está com sua história prontinha. É só brincar com gêneros e possibilidades para criar o enredo. Confesso que as explicações estavam mais focadas para a parte “policial” da coisa, e não do ponto de vista de um criminoso, mas essa reta final vai abranger as duas partes.


– O que é indispensável num bom enredo policial?

Sem dúvidas, o mistério e a ação. Toda a emoção está em ver um crime ser cometido, investigado, solucionado, a perseguição do criminoso e etc. Um toque de drama também é indispensável. Notem que todas as histórias policiais, por mais que tenham romance, comédia, yaoi/yuri, fantasia, ficção científica ou qualquer outro gênero, a ação e o mistério são elementos fundamentais e sempre presentes na obra.


– O que pode ser explorado na narração da história?

Visando o lado “bandido”, você pode sempre narrar o crime em questão, trabalhar todo um lado psicológico do seu criminoso, se ele é descoberto ou não, como ele encobre seus crimes, ou se não os encobre, se ele é perseguido pela polícia ou não e etc.

Falando do lado “policial”, você pode sempre narrar a descoberta do crime, o impacto que ele causa nas pessoas, conversas com as vítimas, a investigação, a frustração de um policial em sua incessante busca pelo autor de determinado crime, como seu trabalho afeta sua vida pessoal e etc.

Além de tudo isso, você ainda tem a chance de trabalhar com conceitos de anti-heróis, protagonistas e antagonistas. Podem existir policiais, juízes, promotores, informantes corruptos, por exemplo. Ou aquele policial que virou bandido. Ou o bandido que é justiceiro. Enfim, são inúmeras as possibilidades.

  • O que deve ser evitado?

Sem dúvidas, os exageros. Como todo tipo de gênero, o policial tem seus clichês e, sobretudo, as formas não bem escritas dos seus clichês. No enredo policial, esse clichê mal escrito se chama exagero.
É algo recorrente ao gênero algumas fugas da realidade. Um exemplo clássico são os policiais que resolvem absolutamente todos os casos e em tempo recorde. Ou o laboratório que tem como extrair DNA e digitais de qualquer coisa, ou apresentar resultados de testes em minutos. Geralmente essas situações são produto de falta de pesquisa do autor, ou sua ansiedade em desenvolver o quanto antes a história.
Nas cenas de ação também ocorrem muitas falhas, como policiais que nunca erram um tiro e tem a mira perfeita. Armas que nunca são recarregadas na narrativa, lutas em que o vencedor sai praticamente ileso e sem dores corporais depois, bandidos que são descuidados de seus crimes e mesmo assim nunca são pegos. Um lugar onde todos são corruptos ou todos são 100% bonzinhos. História onde todos os crimes em qualquer lugar são resolvidos com subornos. E outras coisas do gênero.
Escrever um bom enredo policial é um processo trabalhoso, que requer muitos detalhes, onde busca-se um equilíbrio bacana entre investigação e “ciência”, e esses são alguns “mecanismos” utilizados por alguns autores para de certa forma acelerar ou agilizar alguns momentos da história. É uma questão um tanto polêmica, pois é algo recorrente nas obras do meio, e que são geralmente aceitas pelo grande público — apesar das duras críticas que essas situações recebem de uma parcela de leitores/espectadores.


E isso é tudo, meus queridos. Com todos esses ingredientes juntos, você pode criar sua história que terá tudo para ter um bom enredo policial. Mas, como prometi anteriormente, eis aqui algumas fórmulas que sempre fazem sucesso em tramas policiais:


  • O casal. Sim, para os shippers de plantão, um casal sempre deixa a história mais interessante. Quem nunca shippou dois policiais que trabalhavam juntos? Ou um policial e um bandido? Ou dois bandidos? E o interessante é que eles não precisam estar necessariamente juntos. E, sim, isso faz muito sucesso. E está presente em quase todas as obras policiais. No meu mundo de séries, por exemplo, eu poderia citar novamente Bones (com o casal Brennan e Booth) e a série Law and Order SVU (com o “não-casal” Olivia e Ellitot).

  • A comédia. Sim, a comédia é um elemento que faz certo sucesso em muita história policial por aí. Seja em um humor mais descarado e tosco, ou negro e sarcástico, o humor é algo que sempre angaria e agrada leitores e, de certa forma, dá uma leveza à história, tirando todo o peso dos dramas, dos crimes e etc. Dá um ar de descontração interessante. Poderia citar como exemplo as séries Brooklyn Nine-nine e The Mysteries of Laura.

  • “O bandido”. Sabe aquele maldito bandido que aparece e é simplesmente o mais esperto, o mais astuto, o mais foda, o mais perigoso? Pois é, esse cara. Tem sempre aquele bandido que aparece pra marcar a trama. Geralmente é um cara que comete algum crime de modo excepcional e os policiais nunca conseguem pegar. É o cara que tira as noites de sono dos investigadores e enlouquece de raiva os leitores com a sua genialidade sobrenatural. Chega até a ser irritante. Muitas vezes esse bandido aparece e fica por muito tempo na história, pode sequestrar alguém, matar um personagem secundário e tudo o mais. Na maioria dos casos, esse cara é morto — porque se for preso, com certeza vai escapar e atormentar a vida de todo mundo até ser morto. Muitos autores abusam desse bandido, prolongando dolorosamente o enredo nas mesmas coisas, deixando-o repetitivo e chato. É legal esse bandido, mas... Uma hora enche o saco.

  • No caso do policial ser protagonista: ele ser sequestrado por alguém, ou quase assassinado, ou quando conspiram contra ele, fazendo com que perca (ou quase perca) seu emprego e sua credibilidade, ou ser pego pelo criminoso que estava buscando e passa a correr um risco de vida. Enfim. Todos esses “quase” dão um ibope danado. Todo leitor fica agoniado com o desenvolver desse tipo de situação, temendo pela vida do policial, querendo saber se ele vai dar a volta por cima ou não. É algo que rende muita história e prende muito leitor ao texto.

  • No caso do bandido ser protagonista: ele quase ser pego. Essa é a graça. O quase. O segredo é ele nunca ser pego. Não importa o quão difícil seja a situação: ele vai escapar no final. Porque a história depende de seus crimes. Se ele for preso, acaba a história. Um exemplo é a série Dexter. Narrada do ponto de vista de um serial killer justiceiro que trabalha como consultor da polícia. Se observarem na série, ele “quase” foi pego muitas vezes, e além dos próprios dramas pessoais, passava por esses ocasionais “sufocos”.

  • A conspiração. Oh, sim. Isso aqui rende muito e agrada muita gente. É aquele crime que veio de outro crime, que foi feito por alguém, com um pretexto “x”... Enfim, são incontáveis possibilidades. Tem grandes corporações, máfias, governo, espiões, agências, agentes secretos, muita gente corrupta e todas essas coisas que as conspirações englobam.

  • Por último, mas não menos importante: a dupla de parceiros. Pois é. Dificilmente você encontra por aí um enredo que não tenha uma dupla de parceiros como protagonistas. Aquela “duplinha da pesada” que sempre resolve todos os crimes juntos. Muito usada quando o autor busca adicionar um romance à história, cria-se duplas de parceiros onde sempre rola aquele clima. Ou apenas uma dinâmica diferenciada. Os leitores geralmente shippam muitos desses casais, por vários motivos, mesmo que os parceiros não fiquem juntos (resultando em toneladas de fanfics). Muitos autores gostam de formar como casal (seja no sentido romântico ou não) um policial e um “não policial”, para dar um toque interessante, embora não abram mão da dupla de policiais também. Um exemplo divertido é o agente sênior do FBI Peter Burke e o brilhante falsificador Neal Caffrey de White Collar.


E isso é tudo, meus queridos. Fico por aqui. Espero ter ajudado vocês.





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6 comentários

  1. Excelente artigo! Essas dicas vão ser muito úteis pra dar um "tchã" na minha fic!

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  2. Que dicas preciosas! Obrigada, Nameless! \o/

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  3. adorei o post, estou escrevendo uma fic policial e tava perdida até a tia desse post me ajudar! kk Mas tia, me dá um conselho ae... estou enrolada nessa fic policial sobre Rizzoli e Isles e uma das leitoras ta me pressionando dizendo que tem que ter mais interação entre as duas e bla bla.. resumindo.. tem muita investigação e pouco romance que é o que realmente instiga. O que fazer? Continuo o meu enredo, mudo, caso ou compro uma bicicleta? kkk Ajuda aeee.

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    1. Hey! Ficamos muito contentes por saber que gostaste do post. Na minha opinião, tu deves fazer o que achas que melhor se encaixa da fic, afinal, tu deves escrever primeiramente para ti e só depois para quem quer que leia a fic. Talvez tentar colocar uma melhor interação entre as duas seja uma boa opção, mas sobretudo fazer aquilo que TU achas que fica melhor, que isso seja focar no romance, na investigação, etc.
      Não sei se era este tipo de conselho que querias, mas é o melhor que te posso dar.
      Beijos

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