Títulos de capítulos: 7 dicas para fisgar um leitor e evitar spoilers

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Por Electra (Liga dos Betas)

Olá, queridos! O tema de hoje é: títulos de capítulos contendo spoilers. Sim, leitores, há autores que colocam absolutamente tudo o que vai acontecer no capítulo resumido em algumas palavras do título. Chato quando acontece isso, não é? Neste tópico, eu vou abordar dois temas: dicas para criar bons títulos e dicas para não colocar spoilers nos títulos. 

Primeiramente, você sabe o que é um título? 

Título é uma designação atribuída a alguém em razão de suas qualificações, que podem ser tanto acadêmicas, de natureza nobiliárquica, religiosa, profissional, eletiva ou honorífica. [Wikipedia]

No mundo literário, também há títulos: um escritor de livros, um cronista, um autor de contos. Dentro do mundo literário, há os títulos dos livros, crônicas, contos, poemas, etc. E ainda dentro dos títulos de livros, crônicas, contos, poemas, etc., há os títulos dos capítulos desse tal livro, conto, poema e crônica. 

Veja dicas para a criação de títulos abaixo:

1) Economize palavras. Sabe quando aquele título é misterioso, intrigante e te dá vontade de ler o capítulo o mais rápido possível? Provavelmente, o título deste tal capítulo não ultrapassa as quatro palavras. Três ou quatro palavras dão conta do recado! 

2) Releia o primeiro parágrafo. Ao reler o primeiro parágrafo do seu texto, grife as palavras-chave. Assim você saberá quais são os pontos mais importantes dele e poderá tirar um título somente das palavras-chave.

3) Organize as palavras-chave. Junte-as numa frase, de modo que aborde de um modo geral o assunto que você desenvolveu no seu texto. 

4) Use verbos que sugiram ações e imagens. Os verbos de ação são muito úteis nessas horas. Observe o título deste post: a ação é fisgar. Todo mundo já foi fisgado por aquele filme maravilhoso, ou já viu como é fisgar um peixe num desses documentários por aí. É impactante, é atraente, é promissor. 

5) A pontuação está a seu favor. Diferenciações gráficas capturam o olhar. Veja um exemplo: se você estivesse no seu feed do Facebook e visse uma frase inteiramente em maiúsculo, negrito, cheia de pontos de exclamação, você certamente iria parar para ler aquele artigo "gritante". O mesmo vale para um leitor. 

6) Seja ousado. Imagine a seguinte situação: eu posto o último capítulo da minha fanfic, da qual você é leitor, e o título é um mero "Não!". Você não ficaria incomodado com esse vazio deixado de propósito? Coisas no formato "Você. Eu. E um final.", "Ele, eu e a morte", etc., chamam a atenção; instigam a curiosidade do leitor. Não tenha medo de ser curto e breve; ninguém quer saber demais, certo?

7) Última coisa a ser feita: não se estresse ao querer criar um nome para o seu capítulo antes mesmo de começar a escrevê-lo. Escreva o seu capítulo antes, sem estresse, deixe a sua escrita fluir sem restrições. Quando você tem um capítulo pronto, use as dicas números 2 e 3 a seu favor: releia o primeiro parágrafo, grife as palavras-chave e as organize numa frase que aborde, de um modo geral, o conteúdo do seu texto.

E agora, tia, você já enrolou bastante! Quero saber como não colocar spoilers nos títulos dos meus capítulos. O que eu faço?

Imagine assim: você é um convidado do Oscar. A premiação é uma das partes mais emocionantes do Oscar, porque você não sabe de quase nada. Sabe quem vai estar lá e quem vai concorrer aos prêmios, nada além disso. A graça é descobrir, prêmio por prêmio, o vencedor, e isso se aplica aos títulos dos capítulos. Qual a graça de já saber que a mocinha se apaixona pelo vilão e deixa o mocinho logo de cara? 

Outro exemplo é: imagine se o que acontece no livro inteiro estivesse estampado na capa do livro. Perderia totalmente a graça! 

Última dica de utilidade pública, preste atenção!

1) Não diga tudo no título! O título, vide regras, é o resumo do texto. Um sumário, uma palavra de impacto, uma ação bombástica que só fará sentido ao se ler o capítulo inteiro. Deixe que o leitor sinta vontade de descobrir o que acontece. Não entregue que o mocinho morre, nem que o vilão se safa, tampouco que a personagem principal desaparece! 

Espero que este post tenha lhes ajudado a melhorar suas dissertações de títulos! Não é tão difícil dar títulos bons agora, certo? Isso aí, estrelinha na testa de todo mundo!

***

Material consultado:
1. Wikipedia


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O título da sua história

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Por Naomi Manzuma

E é bem aqui que mora o perigo: O título da fanfic

Comecinho das aulas... Todos afogando lentamente naquele mar de tarefas e trabalhos, sem nem poder respirar direito. Mas eis que surge uma esperança para o alívio de todo autor: Uma nova história; uma ideia magnífica que ilumina todo o seu ser.

Bem, até aí tudo está ótimo... Planejamos, corremos, escrevemos, e enfim chega o glorioso momento... Aquele em que você irá postar seu grande projeto... Mas é exatamente nesta hora que surge o “pequeno” impasse: “Qual título eu devo dar para a minha fanfiction?”.  

E é exatamente disso que falaremos hoje...

Ele será em inglês, português, irlandês ou russo? Pode ser aquela frase ou nome de uma música? Colocarei o nome do próprio personagem? Aliás, como eu vou escolhê-lo? E o que farei caso queira mudá-lo depois?

Bem, existem aquelas fanfics que antes mesmo de começarmos a escrever já temos um título definido. Você escolheu aquele e será ele. Ponto final. Mas no fim, acaba sendo comum o fato de que a dúvida a respeito dele continue a nos perseguir sem seguir os conceitos de dó ou piedade.

Portanto, muito antes de vir a escolhê-lo, tenha em mente que será ele a conquistar em primeiro lugar os olhos de seu leitor, e que um título jamais poderá ser vago a ponto de fazer com que um leitor aperte o famoso botãozinho de ‘WTF?’ no final de tudo.

Aliás, esse assunto é muito delicado, e devemos pensar nele com muita calma e paciência, pois durante o caminho para conseguir selecioná-lo devemos ter arquitetado uma forma de fazer com que ele se relacione ‘indiretamente’ com a fanfic. Seja pelo significado das palavras em si, pela relação que ele terá com toda a fanfiction ou, de alguma forma, com uma cena de exímia importância. O título deve estar ligado à história. 

Para dificultar brevemente nossa decisão, existem várias opções para que se possa escolher um título. Então para que venham a entendê-las melhor, selecionei algumas das mais vistas e as explicarei brevemente:

Títulos empacotados para o estrangeiro:

Algo que vem se tornando cada vez mais comum no mundo das fanfictions são os famosos títulos escritos em línguas estrangeiras, sendo na grande maioria das vezes em inglês, ou até mesmo japonês. 

Não é errado usá-los, muito pelo contrário, somente não fazemos da maneira correta. 

A primeira coisa que vem à cabeça de um escritor – palavra de quem já fez muito isso –, é que o título em inglês, francês ou até mesmo latim deixará tudo mais belo aos olhos do leitor. Porém, como sempre temos um ‘mas’ interferindo em tudo, aqui não será diferente. 

Hoje em dia os títulos ‘estrangeirados’ acabaram por virar um estereótipo nem tão bonitinho assim. Isso se dá pelo fato de que usufruímos de forma exagerada desse adorno, deixando nossa própria língua de lado. Nosso idioma é tão espetacular quanto o dos outros países, e merece um pouquinho da nossa atenção.

Títulos em português não são mais tão raros e, embora ainda não sejam muito utilizados, eles já conquistam seu espaço no mundo das fanfictions. Por vezes dão um aspecto mais intrigante à história, chamando tanta atenção quanto um título em vários outros idiomas faria. Além de passar o exuberante aspecto de que sabemos tanto sobre nossa história a ponto de usar um título que esteja dentro de nossa própria língua. 

Portanto, pesquisar antes de usar títulos em outra língua pode ser o seu pote de ouro no fim do arco-íris. Mas não pense que me refiro ao centro de pesquisas do Google, ou aos mais variados tipos de tradutores que existem, pois é justamente confiando plenamente nestas tão comuns ferramentas que os autores cometem seu erro. 

Sabemos que nem sempre o Google Tradutor – ou o Babylon –, é capaz de traduzir um texto perfeitamente, sendo assim, se vamos usar um título em língua estrangeira, devemos nos garantir através de dicionários, professores, ou pessoas que saibam bem sobre o idioma em questão.

Spoilers no título:

Algo que também vem deixando muitos leitores com a pulga atrás da orelha é quando os autores acabam dando spoiler da história inteira no título. Isso é muito comum de acontecer e por vezes nem percebemos que fazemos tal coisa, acabando por entregar todo o clímax da fanfiction de bandeja.

Por exemplo: Eu estou atrás de uma fanfic sobre fantasia... Vejo, depois de muito procurar, uma com o título “Um anjo em minha vida”. Bem, somente daí eu já posso dizer que sei o que vai acontecer na história sem precisar lê-la por inteiro. Claro que terá algo que eu não saberei, mas é ruim como leitor eu ler algo, já sabendo o que ocorrerá como fato principal. 

Então, tomem sempre bastante cuidado ao dar um título que pode ser o spolier completo daquilo que você está escrevendo com tanto carinho e dedicação. 

Frases ou nomes de música no título:

Outra coisa que acaba sendo muito comum e que ocorre com muita frequência é o fato de várias vezes o autor usar nomes de músicas – ou frases delas – como título. No geral, títulos assim são partes das músicas preferidas dos autores, que nem ao menos se importam em saber se aquele conteúdo faz jus à história como um todo, escolhendo o nome da música porque acha que ele se encaixa como uma luva em toda a fanfic. 

Mas também não é terminantemente proibido colocar aquele título que faça referência a uma música. O ideal é usá-lo quando formos fazer uma Songfic, porém, o que devemos realmente fazer é pensar se aquela música tem mesmo a ver com o que está sendo escrito.

Dica: Caso a música não seja em português, tente procurar a real tradução dela, sempre fugindo dos tradutores.

Títulos gigantescos:

Por mais que todos nós desejemos que nossas histórias tenham o devido destaque, temos que tomar cuidado com os títulos grandes demais.  

Muitas das vezes em que vemos títulos assim, eles são tão grandes que ficamos um tanto quanto perdidos ali no meio. Não estou criticando ninguém, mas é algo que realmente nos deixa confusos em relação ao que esperar da história, e talvez mais tarde acabemos mudando-o. O que acaba sendo uma enorme desvantagem, pois assim podemos perder os leitores desinformados de tal modificação. 

Lembre-se: Um nome gigantesco nem sempre será aquele que definirá perfeitamente sua história. Afinal, para que dizer um milhão de vezes “eu te amo”, se posso declará-lo uma única vez, em grande estilo?

Esses foram alguns dos exemplos mais vistos por aí, porém existem sempre outras daquelas perguntinhas chatas que sempre parecem bater sobre a mesma tecla.

Uma delas é o fato de sempre nos questionarmos como loucos se aquele nome tem mesmo a ver com a nossa história. Parar e refletir é algo muito importante para resolver essa questão, pois somente você poderá respondê-la, já que toda a história vem da sua imaginação.

Sempre nos deparamos com muitas formas de escolher um título diferente, afinal, as opções são realmente extensas. Mas devemos sempre levar conosco o pensamento de que o título será o primeiro contato de seu leitor com a fanfiction, e que será ele o responsável por seduzir e intrigar os olhos famintos do dito cujo.

Então, antes mesmo de dizer “É este!”, temos que ter o conhecimento de que aquele título, por mais simples que seja, deve estar, de alguma forma, conectado à história. Seja pelo significado das palavras em si – ou pela relação bombástica que ele terá com toda a fanfic –, o título terá de se ligar com a fanfiction, sendo ali, através do tema que ela trás consigo, ou com uma cena de exímia importância. 

Um bom exemplo de uma autora que fez isso foi a jovem Samila Lages – escritora do livro A lenda de Fausto. Ela mostra, neste gracioso título, algo que evoca a curiosidade e atrai olhares. Ela soube resumir ali tudo que citei antes. Ela conectou o título com a história; mostrando sutilmente – em poucas palavras –, uma apresentação dessa história magnificamente bela, que já tomou seu lugar nas prateleiras de diversas livrarias.     
Ou a fanfiction O Caso de Heinnesville, escrita por Uyu, que logo de cara nos leva a querer descobrir o qual é o mistério por trás do tão instigante título. 

Enfim, nós podemos vir a concluir que um título é capaz de fazer coisas inimagináveis, quando bem bolado. Ele pode levar um leitor a se questionar internamente – com uma insana curiosidade –, o porquê de o autor ter escolhido justamente aquele título em especial, fazendo-o ler a fanfic a fim de sanar as expectativas criadas.  

Um título deve ser tão especial quanto os outros fatores que adornam sua história, pois ele não somente pode atrair leitores, como também pode mostrar toda a capacidade de um autor para envolver-nos em suas tão apaixonantes palavras.


Material Consultado:



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Clube de leitura: 8ª rodada.



Vamos às resenhas da oitava rodada do Clube de Leitura! A história sorteada nessa rodada foi A Terceira Noiva, escrita por Elyon Somniare. 


As fics que serão sorteadas para a próxima rodada são:


Boa sorte, obrigada por participarem, e nos vemos na próxima rodada!
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Desafio de férias: Mea maxima culpa

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Por: Lady Salieri


Lembro-me de que lá por mil novecentos e guaraná de rolha, na época em que o digníssimo Peixoto publicava a revista Animax, vira e mexe aparecia uma seçãozinha na revista chamada “Mea Culpa”, em que o nosso querido editor “colocava a cara a tapa” e assumia os erros cometidos em números anteriores da revista. Mea culpa é uma expressão latina que pode ser traduzida como "minha culpa" ou "minha falha". 

Então, tomando esse comportamento como referência, e o nome da seção, claro, venho eu, Lady Salieri, em nome da Liga dos Betas, discutir um fato ocorrido recentemente aqui mesmo no blog, com duas resenhas vencedoras do desafio de férias do Nyah, especificamente o quinto e sexto lugares, a saber: “Quem é Papai Noel?”, escrita por Em White, e “Supernatural Christmas”, escrita por Eileen Vongola. 

Cometemos um erro, pura e simplesmente, ao resenhá-las de forma não muito amigável, mesmo as histórias ocupando lugares tão importantes no ranking do desafio que, verdade seja dita, foi avaliado pela própria Liga. Não fez muito sentido, o que foi muito sensatamente observado por todo mundo. 

Tampouco tenho uma resposta satisfatória para isso, me desculpem mesmo. Só posso dizer que foi uma estupidez da nossa parte que, infelizmente, aconteceu. No entanto, uma atitude estúpida está muito longe de ser má intencionada, e não agimos de má-fé, jamais. 

Por isso venho, em nome de toda a Liga, evidenciar nossa falha, reconhecê-la e pedir desculpas à Em White, à Eileen Vongola e também aos leitores do blog e usuários do Nyah.  


E não somente na tentativa de abrandar um pouco nosso erro, mas também para mostrar outras opiniões de igual maneira pertinentes, gostaríamos de publicar duas outras resenhas feitas por iniciativa própria das pessoas que resenharam (que fique bem claro). Com isso, podemos fazer uma reflexão muito importante, que pode nos servir de aprendizado: 

não é porque uma resenha ou comentário foi escrito por alguém da Liga, especificamente falando, ou por um crítico, geralmente falando, que o juízo sobre essa história é absoluto e consegue determinar se uma fanfic ou história é boa ou ruim. Que vocês, escritores, tenham isso em mente e não deixem se abalar por isso. Claro que receber críticas nunca é bom, todavia, que esse sentimento ruim que brotou da leitura de uma dessas críticas não dure mais que minutos. A nossa obrigação como escritores é sermos fieis à nossa história e ao que queremos passar com ela. Tudo o mais nos escapa das mãos e não são mais que opiniões passageiras e, inclusive, diversificadas, como poderemos ver com as resenhas abaixo:




Resenha de: Kori Hime
(Moderadora do Nyah! Fanfiction)


Uma história da categoria Original. A leitura é rápida e os personagens da nossa terra.
Vamos saber mais.

Um bom velhinho que passa o ano trabalhando em sua mansão, confeccionando os brinquedos com seus ajudantes, os duendes? Essa é ideia pintada na cabeça das crianças desde muito pequenas.
Mas quem realmente é o Papai Noel? Será que viver o ano todo no inverno fazendo brinquedos é algo que ele sonhou para a vida? Ou tem algo a mais nessa história que nós não sabemos?

Tudo começa quando Papai Noel desaparece no dia 23 de Dezembro. Um jornal brasileiro envia um equipe para cobrir o caso do desaparecimento do Papai Noel.

A histórias já começou me cativando por isso, a autora adicionou personagens que poderiam ser vistos no Profissão Repórter.

Joana é a repórter investigativa, ela inicia o conto entrevistando Dona Inês, a vizinha do Noel.
Tem um teor cômico nisso. As pessoas geralmente pensam no Papai Noel morando em uma mansão isolada no Polo Norte, mas aqui ele tem vizinhos. Dona Inês foi a última pessoa que viu Papai Noel, antes dele desaparecer.

Todos estão mobilizados para encontrar o Noel, inclusive o Coronel Raj Lavi da Interpol, faz uma descrição do desaparecido.

Pedimos a ajuda dos civis de todas as regiões, a vítima é gorda com barba e cabelos brancos, estava usando roupas vermelhas. Atende por: Papai Noel, Papá Noel, Babbo Natale, Santa Claus, Joulupukki...

Você consegue imaginar a cara do Papai Noel estampada naqueles cartazes deDesaparecido ou as caixinhas de leite? Eu imaginei.

A repórter Joana não se contenta com as poucas respostas da investigação. Ainda mais depois de ouvir Zé, o motorista da equipe, falar ao telefone com sua filha. Imaginar a decepção das crianças no mundo todo com o sumiço do Papai Noel, deu força para ela investigar o caso.
Sendo repórter, creio que nada mais justo que ela buscar a verdadeira versão daquela história para contar aos telespectadores. 

Recebe a ajuda de Caju, o colega de equipe. Eles vão entrevistar a Mamãe Noel na mansão e tudo fica ainda mais suspeito, a Mamãe Noel decide vender a casa, alegando que trás muitas lembranças.
Durante a entrevista, Caju insiste em ir no banheiro. Longe da mansão, ele mostra para Joana a declaração de bens do Papai Noel que pegou escondido.

Agora o que a declaração de bens do Papai Noel tem a ver com seu desaparecimento? Boa pergunta. No papel alega que ele possui uma casa na Lapônia. Daí para frente Joana e Caju precisam de ajuda para desvendar o mistério do desaparecimento do Noel. Eles conseguem a ajuda do Coronel Heinz, na Lapônia. E a trama toda vai se desenrolando até que o desaparecimento do Bom velhinho (Será mesmo tão bom assim?) é decifrado e você já está com a boca aberta pensando: Mas o que?
Joana finaliza o conto, enviando as últimas notícias para o Brasil, contando sobre o desfecho da história que parou o mundo.

A história tem um teor de comédia e mistério. Sabendo que são gêneros bem difíceis de trabalhar, o autor fez o seu melhor para desvendar o mistério do desafio. O título diz muita coisa da obra. Quem é Papai Noel? Talvez ele não seja assim como seus pais lhe contaram quando você era pequeno.



“Supernatural Christmas” escrita por Eileen Vongola 
Resenha de: Shirayuuki
(Liga dos Betas)

Os fãs de Supernatural com certeza não vão se arrepender de ler essa fanfic. Quem acompanha a série, ou apenas assistiu alguns episódios, sabe que os produtores gostam de colocar um ou outro episódio de comédia no meio da trama, para suavizar o enredo. E essa fanfic se encaixaria com perfeição entre esses episódios. E o melhor, ela vai cativar mesmo os que não acompanham a série. 

A autora, Eileen, conseguiu pegar bem o clima de Supernatural, assim como retratar a relação dos irmãos Winchesters sem perder o tema natalino em nenhum momento. E é incrível a forma como conseguiu “casar” dois temas tão distintos. 

Ela, ainda, introduziu um novo personagem que faz toda a diferença: Steven, o duende secretário do Papai Noel. Tudo bem que Steven é um serzinho mal humorado e pragmático. Ainda assim, ele é uma das diversas encarnações do natal por toda essa fic. 

Vermelho, verde e branco. As cores do natal. As cores do paletó de Steven. As cores da mansão do Senhor Nicolau. As cores do táxi do Polo Norte. As cores das meias e dos sapatos... É uma imensidão de vermelho, verde e branco. E isso apenas colabora para as risadas que não param em quase nenhum momento. 

E quanto a Rudolph? Eileen não se esqueceu da rena mais famosa de Papai Noel. Ele está muito bem, obrigada, levando uma vida bem melhor que a dos irmãos (e que a minha) e aprendendo espanhol. E ele já consegue dar alguns cumprimentos na língua latina, inclusive o “feliz natal”. 

E, brasileiros, sintam-se lisonjeados pela citação do Rio. 

De qualquer forma, a autora tocou num assunto importante: será egoísmo tirar férias? E outro ainda mais importante: qual será o valor monetário das moedas dos duendes do fim do arco-íris?! 


Só lendo para saber. 



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Como fazer descrições

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014


Por Hana (Liga dos Betas)


Descrição, de acordo com o dicio.com, é uma "caracterização detalhada, num processo, do que será analisado de maneira específica" (ou seja, quando você escreve sobre o aspecto físico de uma personagem sua, você está descrevendo-a). Há dois tipos de descrições: a objetiva e a subjetiva. Descrição objetiva é quando o observador só apresenta o que pode ser visto por todos, deixando de lado suas impressões. Exemplo:

"Sua camisa de botões está suja e prestes a rebentar, e a bermuda foi cortada logo abaixo dos joelhos. Não usa sapatos." (Craig Silvey)

Descrição subjetiva é quando o observador descreve o objeto da forma que ele vê, deixando suas impressões. É mais comum em histórias narradas em primeira pessoa. Exemplo:

"Parece um náufrago numa ilha." (Craig Silvey)

É... peguei os dois exemplos do mesmo livro.

Bem, de qualquer forma, descrever aparências ou não é uma opção do autor, isso é fato. No entanto, você não acha que algo importante para a trama merece sua devida atenção? E assim merecendo, também receber uma boa descrição?

Quando se deve descrever

Como uma espada em uma história de ação, por exemplo. Se ela for a arma do protagonista, você pode definir se ela é longa ou não, de que material parece ter sido feito, se tem arranhões, qual é a cor do cabo, etc. Mas se ela for a arma do vilão, todas essas descrições serão meio desnecessárias – porque eu acho que o protagonista vai estar ocupado demais tentando desviar e/ou bloquear os ataques para ficar prestando atenção nos arranhões da arma que pode levá-lo à morte.

Isso também serve para quando se descreve lugares: se a personagem vai pra um bar só pra pedir um copo d'água e nunca mais volta, não é nem necessário dizer qual o nome do bar. Não é nem necessário dizer que a personagem notou uma cicatriz no rosto do balconista, porque provavelmente ela nem vai se lembrar disso depois (a não ser que seja algo muito feio e traumatizante, diga-se de passagem).

Mas se for um bar que foi recomendado por alguém para que o protagonista receba uma informação importante para o enredo, pode fazer uma descrição básica. Dizer, por exemplo, que aquele ambiente cheirava a cigarro e que tinha lixo espalhado pelo chão não é uma má ideia. Mas caso o protagonista nunca mais volte àquele lugar, não exagere na descrição, certo?

Se você descrever muita coisa desnecessária (principalmente quando no final vai dar em nada), o leitor vai pular direto para a ação, porque vai estar de saco cheio. Não é muito legal saber que uma das pernas do banco onde o protagonista nem pensa em se sentar é maior do que a outra, e que o azulejo da parede tem quatro rachaduras – tudo o que o leitor quer saber é de algo que seja relevante para a história.

Dizer coisas como "o vilão que segurava a espada cinza tinha um metro e noventa, seus olhos eram castanhos, os cabelos eram loiros, ele tinha duas espinhas no rosto e uma no braço, que só estava visível porque dias antes ele havia rasgado as mangas de sua blusa de frio azul amassada, que fora um presente de seu padrinho na véspera de Natal de dois anos atrás" é totalmente irrelevante. Principalmente num momento de vida ou morte, quando há uma arma apontada para a garganta do protagonista.

Uma vez eu li um livro onde o autor começou a narrar sobre o passado do antagonista. Na metade, já estava ficando chatinho ler sobre aquilo, mas eu definitivamente não pulei parte alguma. No final, toda aquela informação foi irrelevante pro enredo, e eu achei que foi uma benção o autor não ter começado a narrar sobre o passado do parceiro do antagonista – mas eu acho que isso não teria sido feito, de qualquer forma, já que o parceiro nunca mais apareceu.

Como fazer boas descrições [sugestão atendida]

Antes de tudo, quero que você tenha algo na cabeça: quase todo leitor gosta de usar a imaginação. Descrever demais dá ao leitor uma perfeita imagem do objeto em questão – perfeita demais, se me permite dizer. Como já dito antes, caso não seja algo relevante, as informações são desnecessárias.

Deixar parágrafos descrevendo a aparência, e narrando sobre o motivo da criança perdida que tombou com o protagonista estar ali é... chato. Muito melhor deixar um pouquinho aqui, um pouquinho ali; pronto, o leitor já tem a sua personagem em mente. Descrições dosadas são melhores do que os parágrafos enormes, porque elas fluem naturalmente no texto, de uma forma tão linda que dá vontade de abraçar!


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Bibliografia: 

Descrição. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Descri%C3%A7%C3%A3o. Acesso em 16/01/2014 
Descrição. Disponível em http://www.dicio.com.br/descricao/. Acesso em 16/01/2014 
Entrevista com os Betas da Liga.
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Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (6/6)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Menção Honrosa - O Natal de Derek Snowden, por The Escapist

Resenha por Holly Robin

O Natal de Derek Snowden, escrita por The Escapist, foi uma das histórias natalinas mais fofas que já li. 

Nunca fui fã de contos natalinos, mas devo admitir que foi impossível não gostar desta história, pois ela é tão simples e com uma mensagem tão sutil que prende o leitor. Diferente de muitos outros autores, esta história não é fundada em poderes especiais, lutas e caçadas alucinantes pelo bom velhinho, mas na crença que as pessoas têm no Natal.

O personagem principal, Derek, é o típico adulto que não acredita no espírito natalino; é mais voltado para o trabalho e por isso não possui tempo para curtir sua família, pensando que somente o dinheiro bastava para a alegria de todos. Mas tudo muda, quando o bom velhinho some na véspera de Natal. 

Ver que o Papai Noel realmente havia tirado férias na véspera de Natal foi algo que, de certa forma, gerou um clima cômico no meio da leitura. É um pouco difícil não rir ao imaginar um Noel bronzeado e com roupa de quem estava no Hawaii, mas, ao mesmo tempo, gera certa revolta em quem lê, afinal, por que ele saiu de férias? Já fica à toa o ano inteiro! E é aí que entra a parte dramática da história: o bom velhinho acreditava que ninguém mais se importava com o Natal, agora tudo não passava de algo comercial, o sentido das comemorações havia se perdido. Ele não estava errado, no fim das contas, era isso mesmo o que estava acontecendo. Exemplo disso era o personagem principal.

E foi interessante ver a mudança no pensamento de Derek ao escutar tal depoimento, não foi algo repentino, foi como se depois de processada a informação, algumas horas depois ele acordasse para a realidade e percebesse o verdadeiro valor de sua família. Algo simples, mas bem pensado. 

O final é a melhor parte, mas não vale ser citado aqui, porque assim o leitor perderia o elemento surpresa e não é essa a intenção. A forma como a história foi escrita é simples, e os detalhes são colocados na medida certa. Os personagens se empenham de forma correta em sua função, mesmo que às vezes você sinta falta de um ou outro membro da família de Derek nas cenas. 

Resumindo, é uma leitura altamente recomendada.


Menção Honrosa - Christmas Night, por Sakuranee

Resenha por Elyon Somniare

Romance, amizade e uma pitada de acção são os elementos principais deste conto, unidos tanto por um ambiente natalício, quanto por uma contextualização brasileira. Estranho? Talvez, mas não quando se lê e acompanha o evoluir da história.

Narrado na primeira pessoa pela personagem George Knight, o conto começa por apresentar a personagem em questão, dando a conhecer a sua situação de “protegido” do Pai Natal e respectiva família, e as circunstâncias que o levaram a ela. Trata-se da exposição do enredo, em que as peças são apresentadas ao leitor para que este se familiarize e tenha os conhecimentos necessários quanto ao surgimento do conflito: no caso, o desaparecimento do velho de barbas brancas. A partir daqui começa a saga de George e Miranda, neta do Pai Natal e amor ainda não confessado de George, para encontrar o senhor. Desde o início é dado a saber quem é o responsável pelo rapto, pelo que o enredo se centra mais no romance entre as personagens e nas buscas amadoras do que no mistério em si. Infelizmente, o limite de palavras e a restrição da classificação levaram a que alguns trechos fossem mais apressados, e outros mais narrados que demonstrados (show versus tell). Todavia, tratam-se de casos pontuais, e no geral o enredo encontra-se bastante bem desenvolvido, adequando-se às personagens que o protagonizam.

Apesar de George ser o narrador e de ser ele quem, aparentemente, dá título à história, a personagem que mais se destacou foi Miranda. Não é alguém que chega a arrombar portas com uma metralhadora na mão, mas tem uma força de presença muito própria e subtil. Fugindo para um momento mais parcial, dá vontade de pegá-la e levar para casa. Suponho que se o Pai Natal fosse ter família, ela com certeza estaria na genealogia.

Isto não quer dizer que as demais personagens não sejam dignas de nota. Desde o duende Albert ao tio Juca da favela, todas as personagens têm uma função a cumprir, sendo capazes de se materializar ao leitor, ainda que não sejam desenvolvidas com profundidade. O mais apagado ainda é o próprio George, visto que se concentra mais na sua “tarefa” de narrador e no seu amor por Miranda do que nele mesmo.

Um outro elemento que se destaca é a escrita. Acessível, permite uma leitura agradável sem cair no básico, com diálogos, na sua maioria, naturais.

Em suma, um justo merecedor de menção honrosa no Desafio de Férias do Nyah.


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Níveis de Linguagem

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Por KILL JOYS (Liga dos Betas)
Perfil: http://fanfiction.com.br/u/89732/



Níveis de Linguagem

Ei, ei, tudo ótimo? Eu sou a KILL JOYS lá no Nyah!, e entrei outro dia aqui na Liga dos Betas. E, mesmo que tenha entrado recentemente, eu já vim aqui para conversar com vocês sobre um assunto que necessita de muita discussão: níveis de linguagem.

Bom, este é aquele assunto que eu tenho certeza de que seu professor de português já falou na sala de aula umas duas vezes, em todos os anos do Ensino Médio. Se ainda não falou, pode ter certeza de que ele vai. Professores de português amam este assunto, porque, além de trazer uma bela de uma discussão à tona, envolve interpretação de texto e é um novo tema, muito cobrado em provas. 

E por que eu estou falando de um tema como esse fora da escola? Isso, meu caro leitor, é porque a linguagem e todas as suas técnicas e ferramentas são importantíssimas para uma boa escrita, até em uma fanfiction.

Comecemos, então, pelo início: linguagem é tudo aquilo que permite comunicação entre duas ou mais pessoas. Independentemente de como, se conseguiu transmitir uma mensagem, o meio utilizado é a linguagem. Pinturas, gestos, danças, fotografia, música, cinema, fala, teatro e mais infinitos exemplos existem para ilustrar essa definição. Entretanto, nós trabalharemos com o modo de expressão mais usado no Nyah! Fanfiction, a escrita. 

Como estamos trabalhando com comunicação, a primeira coisa a se fazer é adequar a sua linguagem ao seu “público-alvo”. Nós não conversamos com nossos avôs da mesma forma que conversamos com nossos amigos, certo? Precisa-se encontrar o nível certo da linguagem, para evitar dúvidas e problemas de interpretação.

E, então, vêm todas as perguntas: 

“Como faço para descobrir em qual nível devo escrever?” 

“Como sei que estou escrevendo no nível certo de linguagem?” 

“Será que eu comecei escrevendo de um jeito e estou terminando de outro?” 

“E a fala dos personagens, como faço?” 

“Está adequado?” 

“Não sei escrever nesse nível e minha história exige isso, e agora?” 

Entre outras. 

Todas as perguntas são respondidas com um pouco de análise da história. Os fatores que alteram a língua que será utilizada são diversos. Alguns, todos nós sabemos de cor, como a faixa etária, cultura, o ambiente profissional em que se está inserido, regiões geográficas e por aí vai. Existem muitos fatores, mesmo, mas você só precisa lidar com aqueles que sua história exige.

Vamos aos exemplos. Se você está narrando na primeira pessoa do singular, e seu personagem-narrador é um adolescente, você tem a liberdade de usar a linguagem informal. Pode ser, também, que seu personagem adulto goste de falar como se estivesse no século XVIII, então, no caso, a linguagem deverá ser a culta. Se for um romance entre duas pessoas perdidamente apaixonadas, a linguagem literária é completamente aceita. E isso vai variando, de história para história.

Por isso, agora, vou te apresentar os quatro níveis de linguagem mais utilizados, e quando você deve usá-los. 

O primeiro, a linguagem culta. Não é difícil perceber que essa é a que segue a norma culta do português. É a forma de expressão que segue exatamente o que a gramática pede, obedece a todas as regras necessárias e faz uso de um vocabulário mais completo. Em outras palavras, é aquilo que sua professora de português quer que você use em suas redações de escola. A forma culta deve ser utilizada, nas fanfics, preferencialmente nas narrações em terceira pessoa. Deve ser utilizada também em situações nas quais o personagem está em ambiente de trabalho. 

Depois, temos a linguagem informal. Diferente da culta, ela segue aquilo que é mais usado na fala e no cotidiano. Possui gírias, palavras incompletas, como “tô” no lugar de “estou”, e não precisa seguir exatamente aquilo que se pede na gramática, podendo até mesmo usar o “me desculpe” em começo de frase no lugar de “desculpe-me”. Usar a linguagem informal não significa que se pode cometer erros drásticos de ortografia, pontuação, concordância, entre outros. É um caso de exceções, mas sem exageros, para não tornar a leitura difícil. É encontrada principalmente em diálogos e narrações em primeira pessoa (tanto do singular quanto do plural).

Logo em seguida, temos a menos comum, a linguagem científica. Normalmente, ela é usada em artigos científicos ou livros didáticos de alta escolaridade. Não se encontra muito dela em fanfictions, mas é importante ressaltar sua importância. A linguagem científica é aquela que usa termos específicos de um assunto. Se estivermos falando de computadores, por exemplo, os termos usados presentes apenas nesse assunto (como software e hardware) fazem parte da linguagem científica. É utilizada principalmente para dar explicações de determinado tema dentro da história.

Por último, e a minha preferida, a linguagem literária. Essa é um pouco diferente das outras três, pois é a única que tem total liberdade de misturar os outros tipos de linguagem no mesmo texto. O que importa na linguagem literária não é o que se está escrevendo especificamente, e, sim, o que se quer passar. Como tem finalidade expressiva, pode fazer uso da linguagem culta, informal e científica para conseguir passar certo sentimento para o leitor, além de fazer muito uso das figuras de linguagem. Como já disse, é empregada para representar sentimentos e emoções dos personagens.

Escolher qual é a linguagem que sua história vai precisar não é difícil se você se basear nesses conceitos básicos que te contei. Pense com calma qual será a forma da escrita que mais combina com sua história antes de começar a escrevê-la; juro que ajuda bastante a aumentar a compreensão e interpretação do leitor. Além disso, vai evitar que você comece com certo tipo de linguagem e mude para outra sem perceber.

No fim, acho que é só isso que tenho para falar mesmo. Espero ter ajudado com esse pequeno probleminha, sim? E, qualquer dúvida que surgir, é só perguntar. Estou à disposição.

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Material Consultado
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/niveis-de-linguagem
http://www.mundoeducacao.com/redacao/niveis-linguagem.html
https://sites.google.com/site/portugueschaveead/17
http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/norma-culta-ou-norma-padrao-299853-1.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Norma_culta


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Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (5/6)


9° Lugar - Caso Papai Noel, por Frida

Resenha por Carolina Herdy

“Caso Papai Noel” foi, certamente, uma leitura prazerosa. Devidamente classificada como comédia, conta com uma escrita leve; uma história sendo casualmente contada. O prazer está nesse simples ponto, justamente, além das pequenas passagens engraçadas. Não me refiro a piadas que enchem os olhos de lágrimas, tamanho o riso. Refiro-me a cenas espontâneas, que nos pegam de surpresa e nos fazem interromper a leitura para rir e pensar: "tá, né?"

O enredo em si é bem simples: Papai Noel sumiu; uma equipe de detetives deve procurá-lo. Agora, não podemos ignorar as particularidades, como a equipe responsável pela investigação, que é, no mínimo, incomum, mesmo sendo tratada pela história como a coisa mais certa e normal: um grupo de pequenas criaturas, Pumilias, com nomes de guloseimas. Algumas críticas mesclam-se com essa fantasia leve e divertida, evidenciadas na repórter gananciosa, no cara da câmera que ninguém jamais lembra o nome e, até mesmo, no próprio desfecho da história.

A construção das personagens, por sua vez, não é o forte da autora. Em minha visão particular, as personagens são as figuras mais componentes do contexto, presentes para atuar na história, obviamente, e colori-la. São, contudo, um tanto indefinidas quando o assunto é personalidade. Pouco exploradas, eu diria. Não que isso comprometa a história seriamente.

Se me fosse perguntado o que achei de “Caso Papai Noel” em um modo geral, responderia o que disse no início da resenha: uma leitura divertida e prazerosa, apesar de qualquer eventual defeito. Vale a pena conferir, decerto, e tentar desvendar o mistério junto do general rabugento e da pequenina Pumilia chamada Bengala de Açúcar.

10° lugar - Espírito de Natal, por Isa chan

Resenha por The Escapist

“Espírito de Natal” segue o padrão da maioria das histórias “natalinas”, com um enredo centrado na crença da existência ou não do Papai Noel. Eu confesso que fiquei apreensiva antes de começar a leitura, temia encontrar uma historinha extremamente clichê, mas acabei por me surpreender positivamente com o tom que a autora deu à narrativa. Sim, a história envolve muitos dos clichês característicos do Natal, mas também tem um pouco de aventura e amizade envolvidos.

Tudo começa com o súbito desaparecimento do Papai Noel às vésperas do Natal, o que abalou muitas pessoas, principalmente as crianças. Além do Natal, as comemorações de Ano Novo foram discretas, praticamente inexistentes; era como se o espirito de Natal houvesse acabado. Muitas autoridades ao redor do mundo estão mobilizadas na missão de descobrir o paradeiro do Senhor Noel, mas acredita-se que essas pessoas não estão levando o trabalho a sério. É nesse momento que um grupo de quatro adolescentes é acionado para tentar encontrar o Papai Noel, descobrir o motivo de ele ter desaparecido e salvar o espírito natalino, devolvendo assim a alegria e a esperança para o mundo.

Os quatro jovens escolhidos para a missão não são garotos comuns. Todos são adolescentes entre dezesseis e dezoito anos, gostam de música, gibis, videogames, iPods e coisas normais de adolescente. Mas, além disso, Chloe, Luke, Ryan e Mathew são dotados de poderes especiais. Infelizmente, há uma lacuna na história no que concerne à origem destes heróis. Tudo que se sabe é que eles são “protegidos” por um homem chamado George, que apresenta-se como proprietário de uma empresa milionária que “patrocina” as missões dos garotos. Mas, apesar desse deslize, os personagens foram bem construídos e cada um tem uma personalidade marcante que cumpre um papel importante no decorrer da história.

Ryan é o mais descontraído dos quatro amigos; está sempre de bom humor e leva tudo numa boa, não para quieto e é um pouco ansioso, quer resolver tudo rápido, mas nada que o impeça de ser um amigo leal e prestativo. Ser o mais velho do grupo dá a ele um ar de protetor em relação aos demais. Ryan certamente não mediria esforços para proteger os amigos.

Mathew é o mais centrado, racional; ele gosta de ir direto ao assunto e buscar uma solução lógica para os problemas. É o mais jovem, mas tem uma personalidade forte e decidida, fazendo muitas vezes o papel de mediador do grupo.

Chloe é uma linda; é claro que ser a única menina no grupo já a torna especial, mas essa não é a principal característica dela. Ela é uma garota esperta e inteligente, uma amiga para todas as horas. Eu vejo a Chloe como um porto seguro, um ponto de equilíbrio para os garotos.

E, finalmente, Luke, o garoto cético, que precisa ver para crer; Luke tem uma história mais sofrida do que os outros — isso não está explícito na história, mas a autora conseguiu mostrar através das ações dele —, é como se ele tivesse conhecido o lado mais cruel da vida cedo demais, mas isso também não muda o fato de que ele não mede esforço para ajudar os amigos, mesmo que tenha que embarcar numa missão na qual ele sequer acredita.

O arsenal desses heróis envolve uma mistura de magia — relâmpagos coloridos liberados pelo corpo — e aparatos high-tech — identificação por impressão digitais e jatos especiais. Além disso, eles contam com a mente brilhante de George.

A bordo do avião pilotado pelo seu protetor, o grupo viaja até o Polo Norte e chega à mansão do Papai Noel. Além de ter que desvendar o misterioso sumiço do bom velhinho, o grupo é confrontado com algumas de suas próprias crenças. Foi algo que eu achei particularmente interessante na história, embora seja um tema recorrente e até certo ponto clichê, deixa uma mensagem bacana sobre a importância do amor, e de como a união pode fazer a diferença.

A autora tem uma boa escrita, usa uma linguagem leve, sem recorrer a muitos floreios, tornando a leitura agradável. É uma aventura fantástica que cumpre muito bem seu papel de entreter.

Eu recomendo, especialmente para quem gosta de finais felizes.



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Gêneros Polêmicos (01/03)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Por Anne L (Liga dos Betas)


Gêneros polêmicos – Parte I

Atenção: esse post tratará de temas polêmicos, rejeitados pela sociedade como um todo por ofenderem a moral, os bons costumes, algumas religiões e, em alguns casos, até a lei vigente de um país. Se o assunto incomodar você de alguma forma, não leia.

Quem nunca se deparou com uma fic “bizarra”, não é? Ou abriu uma no navegador, viu “Necrofilia” nos avisos, fez cara feia e fechou na hora? Muita gente se pergunta por que esses gêneros e avisos até mesmo existem e várias vezes já me pediram para serem removidos do Nyah!. Mas qual é a fixação que algumas pessoas têm com eles? Neste artigo, pretendo falar um pouco dos gêneros tidos como estranhos e tentar explicar por que afinal eles são tão populares.

1. Incesto – Achei que começar com o mais “aceito” seria mais fácil. Para facilitar ainda mais, segue a definição, segundo a Wikipédia: 

“Incesto é a relação sexual ou marital entre parentes próximos ou alguma forma de restrição sexual dentro de determinada sociedade.”

Chamo a atenção para “ou alguma forma de restrição sexual dentro de determinada sociedade”. Não se enganem. Embora seja comum em fics (alguns fandoms se montam inteiramente nisso, como Thor, por exemplo), incesto é algo repudiado pela sociedade, um tabu universal, sendo ainda crime em diversos países, e considerado pecado por diversas religiões. No Brasil, não é punido se ambas as partes tiverem maioridade de consentimento (14 anos, que teoricamente também vale no caso de pedofilia, mas logo chegamos lá), no entanto, nem por isso é melhor visto. Então, por que tantos leitores e escritores exploram esse tema?
O motivo mais óbvio, creio eu, remete àquele velho ditado: tudo que é proibido é mais gostoso. Existe toda aquela tensão ao escrever uma história com envolvimento romântico entre parentes próximos. Ninguém pode saber, ou eles irão testemunhar a ira dos outros parentes e conhecidos, além de terem que lutar contra seus próprios receios em relação ao assunto. Um prato cheio para quem quer criar um enredo denso e complexo. 
Para ser sincera, dificilmente as histórias abordam o incesto de forma densa e complexa, o que talvez desencoraje novos leitores. Pelo que eu já vi, o tema fica descrito de duas maneiras: 
  • Uma putaria sem fim, incentivada e inflamada pelo simples fato de haver uma relação consanguínea entre as partes;
  • Um romance perfeitamente comum (e em geral bem clichê), como se o fato de haver a relação consanguínea fosse irrelevante.

Também acho válido apontar que o tipo de incesto mais frequente e aceito em histórias é o entre irmãos: irmão-irmã, irmã-irmã ou, a mais frequente dentro dessa, irmão-irmão. Por quê? Acredito que tenha algo a ver com irmãos terem a porcentagem “certa” de proximidade. Aquela pessoa que viveu a vida toda com a outra, que sabe tudo sobre ela, com quem dividiu inúmeras experiências... É de fato instigante. Incesto entre primos em geral traz personagens com um nível de proximidade menor, talvez por isso seja menos usado. Há quem diga ainda que “primo não é parente”, o que instiga menos os ficwriters.
Dito isso, terminemos esse gênero com sua parte mais polêmica: incesto entre pai e filho. Sim, caro leitor, essa relação também se encaixa em “incesto”, “relação sexual ou marital entre parentes próximos”, para relembrar a definição. Pessoalmente, é a parte do gênero que eu não curto, mas ela não deixa de ser interessante. 
Falando outra vez da questão da proximidade, não creio haver maior proximidade entre duas pessoas que entre um pai e um filho. E alguém já ouviu falar de Complexo de Édipo? O conceito de Freud possui várias vertentes e explicações que divergem do assunto do post, mas também ajuda a entender essa parte. É provavelmente uma das relações polêmicas mais complexas apresentadas aqui.
E para você que torce o nariz quando vê uma história que trata do assunto, chamo a atenção para a História (do mundo, não outra fic). Antigamente, em muitos países, o incesto não só era praticado como também era recomendável. Várias famílias — como a real espanhola — aprovavam casamento entre irmãos e primos para preservar a herança do trono nas mesmas mãos. Às vezes esses casamentos ultrapassavam até as fronteiras dos países, tudo com o intuito de manter as monarquias com sangue “real”. 
No Egito Antigo, como o faraó podia ter quantas e quais esposas quisesse, nada mais natural que ele desposar uma de suas filhas, se assim desejasse. O posto de rainha era determinado pela posição social de cada uma das mulheres, de modo que a hierarquia se mantivesse. Nada a se estranhar, já que até alguns deuses egípcios haviam mantido relações incestuosas entre si.

2. Shotacon/Lolicon – Okay, vamos lá. Definição:

Shota (ショタ), é um termo japonês para um complexo relativo à sexualidade (Shôtaro Complex), onde um adulto homem ou mulher sente-se atraído por um garoto mais novo e vice-versa.”

Lolicon (ロリコン) é o equivalente feminino.


Espera aí, Anne, você está falando de pedofilia?! 


Sim e não. Vendo a definição, o gênero se refere a uma atração por alguém mais novo. A pedofilia começa quando a idade desse alguém mais novo diminui demais, a ponto de ele não ter mais maioridade de consentimento. Mais uma definição?

“A pedofilia (também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou no início da puberdade.”

Crianças no início da puberdade e pré-púberes. Isso porque, no Brasil, a maioridade de consentimento é 14 anos. Em outros países, pode variar. Adolescentes menores de idade, de 16, 17 anos, também podem ser considerados pedófilos se suas preferências se estenderem a apenas menores de 14.
Mas como isso entra nas histórias? 
Talvez por terem sido tão difundidos em animes e mangás, shotacon e lolicon são bastante explorados em fanfics. E, como no incesto, tem aquela coisa de ser proibido e, portanto, mais instigante. 
Muita gente gosta de retratar a descoberta das duas partes, o personagem mais velho e o mais novo, do interesse que têm um pelo outro. Esse interesse não necessariamente precisa ser sexual, embora esse campo seja instigante também. No mangá/anime Loveless, o casal principal é formado pelo combatente, Soubi, de 19 anos, e o sacrifício, Ritsuka, que tem apenas 12 anos. No Japão, idade de consentimento é 14 anos, o que classificaria como pedofilia. O caso é que, nesse mangá em questão, as personalidades dos dois são retratadas como se estivessem em pé de igualdade de amadurecimento. O Ritsuka é um garoto inteligente e complexo, que lê Nietzsche e constantemente reflete sobre o mundo e a própria vida, enquanto o Soubi, que deveria teoricamente ser o ser perverso causador de tudo, é até certo ponto inocente e muitas vezes não prevê nem entende as investidas sutis do Ritsuka. Isso se deve pelo simples fato de, no mundo da ficção, muitas vezes essas características — idade, parentesco, etc — só estarem presentes para adicionar tensão à história, sem considerar as implicações reais. Não falei das fics com irmãos que têm um relacionamento normal, como se a ligação consanguínea nem existisse? É o mesmo esquema. 
Claro que a coisa muda de figura quando alguém retrata uma cena quente entre um cara de 20+ com uma criança de 10 anos ou menos, por exemplo. Eu defendo a ideia de que, desde que não tenha como objetivo influenciar ninguém ou estabelecer parâmetros, qualquer tipo de enredo é válido numa história. Você pode falar de racismo, homossexualidade e, por que não, pedofilia. Alguém já leu o livro Lolita, de Vladimir Nabokov? É o exemplo mais óbvio, até o que deu o nome para Lolicon e o estilo de moda Lolita.
Agora, falando do Nyah!, o gênero existe, adicionado como aviso, e são aceitas histórias com o assunto, desde que não haja cenas descritas de sexo com menores e que mostrem pedofilia como algo bom ou incitem a prática.

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Material consultado:
Wikipédia. Vários. Disponíveis em:
Acesso em: 15/12/2013
Psicoloucos. Complexo de Édipo. Disponível em:
Acesso em: 15/12/2013
O Fascínio do Antigo Egito. O Casamento dos Faraós. Disponível em:
Acesso em: 15/12/2013
Ceticismo. Uniões consanguíneas extinguiram linhagem de reis espanhóis. Disponível em:
Acesso em: 15/12/2013

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Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (04/06)


7° lugar - Destino Fez Um Bom Trabalho, por vickyroyers


Resenha por Shirayuuki


Quem disse que “Papai Noel” é um velho, barrigudo, barbudo, careca, míope e que se veste de vermelho? Aliás, esse nem é o nome dele, na fanfic “Destino fez um bom trabalho”, de vickyroyers. Uma história bem original, principalmente se considerarmos que quem narra é a personalidade que desapareceu durante o Natal. 

Claus, verdadeiro nome do homem que não tem nada de “bom”, muito menos de “velhinho”, é encarregado de levar a felicidade a todas as criaturas, não somente os humanos. E é casado com Ivone, apesar de não poder ser considerado um exemplo de fidelidade. Estressado por conta do trabalho que nunca acaba, da comercialização do Natal e da superficialidade das coisas, ele se surpreende quando vê o pedido de Naruto, agora num universo alternativo. 

É interessante notar como a autora trabalhou bem o personagem/narrador Claus, algo um tanto quanto fora do comum quanto ao que se espera do Papai Noel, que, mesmo que não goste desse “apelido”, usa-o de vez em quando. Alguém que já foi humano e é mal-humorado e tagarela — três das principais características desse personagem e algo que não se espera no “bom velhinho”. 

Você se surpreenderá com algumas falas de Claus, inclusive com os detalhes comprometedores do beijo entre o casal que é o foco da narrativa: nosso conhecido loirinho e a sua paixão de infância, Sakura. Em outros momentos, as risadas são inevitáveis com as reclamações e peripécias do narrador. 

Mesmo que o foco da narrativa seja a dupla do mangá/anime Naruto, vickyroyers introduz bem não somente Claus (nosso querido Papai Noel), mas também outros personagens, que, por mais que apenas mostrem as caras rapidamente, são bem inesperados. 

Quanto ao resto, descubra por si só! Vale a pena ler uma fanfic que fugiu completamente do clichê do Papai Noel.




8° lugar - Consciência, por Little Star


Resenha por Jean Claude


Um texto se destaca dos outros justamente pelo seu diferencial. Com a temática do Natal, é comum se ver os temas de união, confraternização, coisas mágicas, etc. Além disso, há também os que tentam surpreender colocando coisas extremamente contrárias, como catástrofes, seres demoníacos ou até mortes em série. No entanto, a história “Consciência” se destaca justamente por não se enquadrar totalmente em nenhum dos dois tipos.
O que mais se destaca: equilíbrio. Nessa fic, temos boas intenções dentro de más ações e vice-versa. O Natal está perdendo sua força, as pessoas, com o passar dos anos, vão se esquecendo da tradição familiar, pois, ao mesmo tempo que se está perto, parece se estar longe. E daí vem o tema que se destacou na história: vingança. Mas em pleno Natal? Mais surpreendente ainda é que a proposta é de uma vingança para uma boa causa, mas como funciona isso?
O conceito do valor foge muito das nossas mentes em momentos de conforto e satisfação. É aquele velho ditado: “Só valorizamos quando perdemos”. E se, numa ilusão, o Papai Noel, mascote (sim, esse termo forte) do Natal, mostrasse o que ocorreria nessa perda? Será que todos se conscientizariam? Salvar o Natal, símbolo da felicidade e confraternidade, utilizando-se de artifícios caóticos e depressivos, é uma boa ideia? Pagar com a mesma moeda é o melhor negócio?
São essas reflexões que “Consciência” nos traz. É por isso que é uma fic que merece destaque, pois envolve todas as situações de todos os extremos. O que é bom e o que é ruim, afinal? Devemos mesmo nos prender a certos conceitos? É uma pequena lição de vida, pois a história nos mostra certos limites, isto é, até onde podemos chegar até que nossa consciência aja e perceba as consequências dos nossos atos. Linguagem leve, enredo objetivo e não se desviando muito do que já se conhece sobre as festividades natalinas.
Certas coisas só existem se nós acreditarmos.

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Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (3/6)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

5º lugar - Quem é Papai Noel?, por Em White


Resenha por Last Rose of Summer

Edit.: A resenha foi modificada porque a autora não conseguiu expressar exatamente o que queria com a primeira versão, e pede desculpas. 



"Quem é Papai Noel?" é uma história simples, bastante leve. O vocabulário não é rebuscado e não requer grande reflexão para entendê-la. É perfeita para quem não gosta de perder muito tempo com detalhes desnecessários.

O enredo não é muito original, mas a história definitivamente saiu do clichê de “bom velhinho” e “salvar o mundo”. O Noel apresentado, bem como sua esposa, demonstram até alguma frieza não característica de tais figuras.

Eu só senti falta de mais ousadia por parte da autora. Com exceção do motivo do desaparecimento do Papai Noel – que se tornou bem original pelo contexto no qual foi envolvido –, o resto é um pouco previsível. Além disso, em certos momentos, senti que alguns acontecimentos foram meio forçados. Ainda assim, são detalhes que podem ser facilmente relevados, e não tornam a história ruim.

Quanto aos personagens, são todos bem comuns. Por não serem o principal da história, não há uma grande profundidade. Pouco se sabe sobre eles além do nome e da profissão: não nos são apresentados um passado, seus sonhos ou medos. Além de sabermos que Zé é pai, não temos ideia de como é a família da Joana ou do Caju. Algumas de suas motivações são, inclusive, pouco convincentes. Fiquei pouco crente no “porquê” de ela ter decidido investigar. Apesar disso, eles cumprem bem o seu papel, e são bem fáceis de se gostar. Quem não gostaria de um motorista com jeito de pai?

Por fim, vem o final. Ele faz toda a leitura valer a pena, e é – como eu já disse – bastante original para uma história natalina. Não quero entrar em detalhes, para não estragar a surpresa, mas adianto que promoveu um desfecho muito legal para um dos personagens.



6º lugar - Supernatural Christmas, por Eileen Vongola


Resenha por Takahiro Haruka


 Quando abri a fanfic Supernatural Christmas, eu não sabia o que encontraria. E foi ao começar a lê-la que eu soube que leria algo, no mínimo, exótico.

A autora não poupou o humor, recheou a história de situações que te fazem rir; desde duendes na moda até renas que falam espanhol. Quem não riria? Tudo começou quando um dos personagens principais se encontrava gripado, espirrando a todo momento e assoando o nariz no que encontrasse primeiro – na falta de um lenço vai uma meia mesmo. O ambiente da história é todo voltado para o humor, desde falas engraçadas até cenas estranhas, com direito até a piadas internas – que fazem os fãs do fandom rir. O que também se destaca na história é a fidelidade à personalidade de cada personagem. A autora não pegou os personagens e jogou no enredo, ela criou um enredo que se encaixasse no modo como cada personagem é de verdade, aproveitando do cinismo, sarcasmo e manias de cada um.

Também é necessário destacar a grande estrela de toda a história: Steven, o duende que procura a dupla para lhes pedir ajuda. Do início ao fim, ele é quem mais atrai a atenção do leitor. Seu terno vermelho, acompanhado de sapatos verdes, não é nada em comparação ao seu humor negro – um gênero muito complicado de se usar. É muito fácil fazer com que um enredo envolvendo comédia se torne chato e cansativo, mas a autora conseguiu manter o divertimento, e grande parte devido ao personagem já citado, que não só é a peça-chave para que eles cheguem até a mansão do Papai Noel, como também é quem participa das partes mais engraçadas da fanfic.

É uma história que atrairia a atenção de qualquer leitor fã de comédia. Infelizmente, por trás de todo “bem”, há um porém: a autora cria uma linha base para a história e a segue muito bem, até depois da metade, quando começa o clímax. Tal ritmo segue até ela nos dar um banho de água fria com um final tão previsível quanto de novela mexicana: a descoberta do verdadeiro motivo para o sumiço do Papai Noel e onde ele está, assim como seu resgate. Tudo acontece muito fácil e rápido, acabando com o encanto que havia até então. O seguimento da comédia estava indo muito bem, cobrindo o clichê da “busca pelo Noel sumido”, mas não seria capaz de vencer a descoberta de que o “bom velhinho” não era tão bom assim e que havia sumido por vontade própria. Um verdadeiro egoísta.

Mas há quem goste de histórias com finais clichês, e só para não acabar “do nada”, a autora colocou uma pequena cena no final, onde mostra os personagens principais aproveitando a recompensa que haviam recebido por encontrarem o Papai Noel. E, se por um lado a autora tem alguns deslizes com excesso de vírgulas, do outro nos recompensa ao citar nossa cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Nada melhor do que praia e muito sol para alguém que passa grande parte do tempo no Polo Norte, não, Senhor Noel?

Por fim, recomendamos a história, principalmente para quem curte uma comédia que realmente te faça rir.
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