BetaCast #2 - Especial de Halloween

quinta-feira, 31 de outubro de 2013


Por: Salow (Liga dos betas Team)



*Lady Salieri se intrometendo no post: Gente, desculpa aí, porque eu tinha postado a entrevista com a Samila como sendo beta cast, mas não era, era a entrevista com a Samila. My bad... O beta cast 2 mesmo é este. Divirtam-se =)


Buu! Nesse segundo e aguardado (só que não) podcast, Gee (a.k.a Deadly Fortune), Ana (a.k.a Solemn Hypnotic), Gabi Petusk (a.k.a Maapha) e Igor (a.k.a Salow) fazem um especial de halloween. Nesta edição, esses medrosos discutem sobre a origem do Halloween, revelam suas obras favoritas de terror, assim como seus próprios traumas de infância e contam algumas das famosas creepypastas. 

Duração: 50 minutos

Não aconselhado para menores de 14 anos. Contém: Linguagem chula, zé-gracismo, opiniões fecais, edição porca e piadas internas.



Links comentados durante o podcast:

Coragem, o Cão Covarde: “Você não é perfeito” http://www.youtube.com/watch?v=2QU-Kf7ZIYI

Creppypastas:

Pokemon Black: http://www.youtube.com/watch?v=ktooKYecV90

Hora da Aventura: http://www.nerddogueto.com.br/a-verdade-por-tras-do-desenho-hora-de-aventura-adventure-time/

Vocaloid – Alice Human Sacrifice: http://medob.blogspot.com.br/2012/08/o-caso-alice-vocaloid-alice-human.html

ZELDA: Majora's Mask. BEN DROWNED: http://creepypastabrazil.blogspot.com.br/2011/07/zelda-majoras-mask-ben.html

Suicide Mouse: http://creepypastabrazil.blogspot.com.br/2011/05/suicide-mouse.html

Não esqueça de classificar o post e deixar um comentário. Responderemos na edição seguinte! (A sessão de comentários só estará disponível a partir do próximo podcast),



Se não conseguir acessar o player, clique aqui.
Clique em salvar link como para baixar.
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Abertura Clube de leitura 7a rodada

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Olá, meus queridos!

Hoje recebi uma mensagem no ask me perguntando quando iríamos abrir a rodada do nosso clubinho. Fiquei aqui "me sentindo" haha. Enfim, pessoinha que me mandou a mensagem: vou abrir a rodada AGORA!

Como vocês sabem, essa é a última do ano, e esperamos fechar com chave de ouro!

As fics divas participantes (por ordem de envio das resenhas) eram:



1http://fanfiction.com.br/historia/413700/Dont_Play_With_Food/Anne L
2http://fanfiction.com.br/historia/419869/Medo_De_escuro/capitulo/1/Thammi
3http://fanfiction.com.br/historia/421214/Um_Beijo_No_Passado/Carolina Fernandes
4http://fanfiction.com.br/historia/149933/O_primeiro_de_Seus_Ultimos_Dias/Rodrigo hairo
5http://fanfiction.com.br/historia/163099/A_Terceira_Noiva/Elyon Somniare
6http://fanfiction.com.br/historia/424113/Bad_Dream/Holly Robin



E a fic sorteada foi:


Parabéns, Thammi! *-*

Então, galerê, para quem não lembra como funciona, ou não sabe o que é o clube de leitura: 
clique aqui 

E não se esqueçam de que:



As resenhas deverão ser enviadas para o e-mail ligadosbetas@gmail.com, em arquivo doc ou no próprio corpo do e-mail, e deve conter os seguintes dados:

> Seu nick:

> Link do seu perfil no Nyah:

> Sua resenha:

> O link de one-shot ou short fic (concluídas e postadas no Nyah) se você quiser participar do sorteio para a 8a rodada:

(Não serão aceitas resenhas enviadas para qualquer outro lugar que não seja o email)


*E vocês podem enviar a mesma fic para o sorteio até conseguirem que ela seja sorteada, não há problema nenhum com isso =3

O prazo limite para o envio de resenhas é até: 20.11.2013


Agora vamos saber um pouco mais sobre a fic escolhida:



Sinopse: O escuro é algo que mexe com qualquer um. Às vezes nos faz imaginar coisas. Criar coisas. Às vezes não.

Com ele não foi diferente.

Classificação: +16
Categorias: Originais
Gêneros: Suspense, Terror




Boa leitura, galera <3


*E a maldição das originais continua! Juro que não é culpa nossa, gente! xD





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Em qual tempo verbal devo escrever?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Por: Shirayuuki (Liga dos betas)



Bom, sou Shirayuuki, um novo membro da Liga dos Betas e, vira e mexe, aparecerei aqui para conversar com vocês. Hoje, mais especificamente, vim falar sobre tempos verbais.

Eis uma dúvida que muitos autores têm logo que decidem escrever. “Ótimo, tenho meu enredo pronto, meus personagens, já sei como começar! Só falta... o tempo verbal.” É um detalhezinho de nada, que muitas vezes alguns escritores até deixam de lado. 

Mentira. Não é um detalhezinho de nada. O tempo verbal é superimportante. É ele quem mostra se a sua história já aconteceu, se está acontecendo, ou, quem sabe, se acontecerá. O que veremos aqui é como identificar cada um, quais suas características, como cada um deve ser usado para que você possa escolher qual melhor se encaixa para a sua fic.

Comecemos, então, conhecendo os modos verbais: Indicativo, Subjuntivo e Imperativo. 

Ø Imperativo, como dá para perceber pelo nome (imperador, imperativo... Todos entenderam), é para indicar ordem.

Façam vocês uma excelente fic!
Não escrevas tu em internetês.

Normalmente usado em diálogos (em que um personagem ordena ao outro o que fazer), o Modo Imperativo apresenta a forma positiva e negativa. Não tem passado, nem futuro (quando se pede algo, pede “agora”. Não tem como pedir no passado, ou no futuro, mas o contexto pode indicar isso). E, dependendo do contexto em que esse modo verbal está inserido, pode indicar um pedido, um conselho, ou mesmo uma ordem autoritária.



Sejamos nós gentis uns com os outros, para uma convivência mais agradável.
Não mate o colega que não entende de ortografia. 

O Modo Imperativo tem mais duas características: Não tem “eu” e, como esse tempo verbal se refere a pessoas próximas (uma ordem, pedido ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala), a 3ª pessoa, tanto no singular quanto no plural (ele(s)/ela(s)), torna-se você(s).

Não dá para o personagem dar uma ordem a si mesmo, a não ser que ele se refira si mesmo em terceira pessoa. Imagine: “Faça eu...” Parece que o ser está ordenando a uma segunda pessoa que faça o personagem, e não que o personagem está ordenando algo a si mesmo.


Clara dava tudo de si na corrida dos cem metros, na escola. Ela era a primeira, mas suas pernas pediam um descanso do esforço exaustivo. “Vamos, Clara. Só mais alguns passos. Dê somente mais alguns passos.” Ela pensava consigo mesma.

Ø Já o Subjuntivo passa a ideia de dúvida e temos tempos verbais nesse modo: o presente, o pretérito e o futuro.

Mas, Shirayuuki, pensei que os tempos verbais eram usados apenas no Modo Indicativo!



Bem, você pode ter dúvidas sobre o passado, o presente e o futuro. 

O Modo Subjuntivo tem o “eu”. E os verbos podem vir acompanhados dos advérbios: se (passado), quando (futuro), que (presente). Vejamos alguns exemplos:

Se ele fosse depressivo, não estaria rindo à toa.
Quando tu fores um(a) escritor(a) profissional, pedirei autógrafos.
É preciso que eu vá escrever uma fic.

> O presente do subjuntivo expressa algo que pode acontecer agora.

É preciso que eu vá escrever uma fic.
Para sermos bons escritores, talvez seja necessário que nós estudemos.



Em momento algum houve a certeza. Podemos estudar, da mesma forma que não. Eu posso escrever uma fic, mas se eu mudar de ideia não o farei. 

Existe, também, a forma composta do presente do subjuntivo, formada pelos verbos auxiliares no modo subjuntivo + o verbo principal no particípio. É usado para expressar dúvida de algo que pode ou não ter ocorrido.


Talvez eu tenha ajudado com esse post.
Quem sabe tu tenhas feito a fic?

> O pretérito imperfeito pode ser usado para expressar ideia de condição ou desejo:


Se ele fosse depressivo, não estaria rindo à toa.
Eu poderia ser mais feliz, se eu tivesse mais chocolate em casa.

Esse tempo verbal também pode ser usado para expressar algo que aconteceu depois de uma primeira ação, também já ocorrida.

Shirayuuki desejava que nós abríssemos o dicionário.


Entenderam? Tudo o que aconteceu na frase anterior está no pretérito. Shirayuuki desejava – está lá atrás, já aconteceu há um bom tempo. Nós abrirmos o dicionário – também já aconteceu, mas depois de Shirayuuki ter desejado que nós abríssemos. Pelo que a frase dá a entender, nós não abrimos o dicionário, embora Shirayuuki desejasse isso.

A forma composta desse tempo verbal indica algo que poderia ter acontecido, mas não aconteceu. 


Se vós tivésseis saído ontem, não teriam tido tempo para estudar para a prova de amanhã.
Se houvessem estudado no início da semana, teriam se saído melhor na prova.


> Já o futuro do subjuntivo indica a possibilidade de algo vir a acontecer:

Quando tu fores um(a) escritor(a) profissional, pedirei autógrafos.
Quando vós terminardes de jogar, guardarás as peças.

A forma composta do futuro do subjuntivo mostra uma condição para que algo aconteça, quando essa condição já começou a ser acatada:


Quando eu houver feito o meu trabalho, terei mais tempo para ler.
Quando nós tivermos aprendido bem a escrever, nossas fics serão melhores do que já são!

Outra característica desse modo verbal é sua dependência de outro verbo. Em todos os exemplos anteriores, os verbos no modo subjuntivo vieram acompanhados de um verbo principal:



Se ele fosse depressivo, não estaria rindo à toa.
Quando tu fores um(a) escritor(a) profissional, pedirei autógrafos.
É preciso que eu vá escrever uma fic.
Para sermos bons escritores, talvez seja necessário que nós estudemos.
Shirayuuki desejava que nós abríssemos o dicionário.
Quando vós terminardes de jogar, guardarás as peças.
Quando nós tivermos aprendido bem a escrever, nossas fics serão melhores do que já são!

Perceberam como o verbo no subjuntivo concorda com o verbo principal? Se o verbo no modo subjuntivo está no presente, o verbo principal também está no presente:



É preciso que eu vá escrever uma fic.
Para sermos bons escritores, talvez seja necessário que nós estudemos.

Da mesma forma, se o verbo no modo subjuntivo está no pretérito, o verbo principal também está no pretérito:



Se ele fosse depressivo, não estaria rindo à toa.
Shirayuuki desejava que nós abríssemos o dicionário.

E, claro, o mesmo vale para o futuro:

Quando vós terminardes de jogar, guardarás as peças.
Quando eu houver feito o meu trabalho, terei mais tempo para ler.
Quando nós tivermos aprendido bem a escrever, nossas fics serão melhores do que já são!


Ø Agora vamos ao mais usado: o Modo Indicativo!

Como o próprio nome já diz, o modo indicativo indica! (Isso é bem óbvio, Shirayuuki!) É usado em quase todos os tipos de texto (narração, dissertação), em diálogos, no nosso dia-a-dia, quando falamos... Possui a maior variação de tempos verbais, e, infelizmente, muitos escritores os confundem... 

A partir daqui, faremos um rápido apanhado de todos os tempos verbais, mostrando suas funções e características. Depois, nos aprofundaremos nos tempos verbais: Presente e Pretérito Perfeito, que são os mais usados em narrações, e os mais injustiçados. 

Então, comecemos: 

> Presente do indicativo: Indica uma ação que está acontecendo no momento em que é dito:


Você lê esse post. Seu coração bate. Seus pulmões se enchem e esvaziam de ar. 
Vós escolheis comer a sobremesa primeiro. 
Nós tratamos de estudar!

Também pode ser usado como presente histórico:

Em 1945 termina a Segunda Guerra Mundial. (termina=terminou)

Ou indica um futuro próximo:

Amanhã eu escrevo isso. (escrevo=escreverei)

Ou, ainda, pode indicar um processo habitual, ininterrupto:

O autor tem uma ideia, escreve, e posta.

> Pretérito Perfeito do Indicativo: Ações que ocorreram e que foram terminadas, concluídas:


Tu ajudaste o amigo a entender aquela lição de química.

Eles fizeram um resumo da reportagem.

> Pretérito Imperfeito: Ações que ocorreram, mas que não foram terminadas:
Ele já saía quando soube que deveria ficar. 
Eu ia ouvir música, e lembrei-me de uma tarefa para fazer!

> Pretérito mais-que-perfeito: Expressa um fato que aconteceu antes de outro já ter ocorrido e terminado:

Escrevera a fic e revisou.
Estudara antes de seus pais chegarem.

Esse verbo também possui a sua forma composta, que expressa a mesma ideia:



Tinha escrito a fic e revisou.
Havia estudado antes de seus pais chegarem.

Pode também ser usado para orações optativas:

Quem me dera se eu soubesse voar!

> Futuro do Presente: Indica algo que vai acontecer depois do momento em que se fala:

Escreverás apenas narrações amanhã.
Nós faremos o nosso melhor para fazer excelentes doces para a Shirayuuki!

Também pode ser usado para exprimir incerteza:

Poderei escrever bem se eu me dedicar.

Ou para indicar ordens:

Não usarás pantufas fora de casa!

> Futuro do Pretérito: Explicita ações que iriam ocorrer, mas não vão mais:

Eu faria isso, se não tivesse que estudar.

Vós leríeis mais jornais, se não fossem tão estafantes.

Pode também ser usado com polidez num pedido, indicando presente:

Eu ficaria grata se me dessem cupcakes.
Você leria esse tópico para mim?



Agora que vimos bem por cima os verbos no modo indicativo, prestaremos mais atenção ao seu emprego em fanfics, que é o nosso objetivo. 

Narrações (que é o tipo de texto usado em fanfics) contam histórias. Quem as conta é o narrador, e quem as lê é o leitor. O narrador pode narrar algo que já aconteceu (nesse caso ele conhece TODA a história — começo, meio e fim), ou ele pode contar algo que está acontecendo (aí ele conhece apenas o que já aconteceu, mas não sabe o que acontecerá). Então, temos duas situações: a fic ambientada no passado (o narrador conta o que já aconteceu) e a fic ambientada no presente (conta o que está acontecendo). 

Quando uma fic está no presente, todos os verbos da narrativa estarão no presente. A não ser que tenha trechos contando algo que aconteceu no passado, ou trechos em que o narrador prevê o que vai acontecer no futuro.

Vejamos um exemplo:

“Sentado aos pés de Prim, vigiando-a, está o gato mais feio do mundo. Nariz esmagado, metade de uma orelha arrancada, olhos da cor de abóbora podre. Prim o chama de Buttercup, insistindo que a coloração amarelada de seu pelo combina com a da flor de mesmo nome. Ele me odeia.”

Esse pequeno trecho dos Jogos Vorazes narra o que está acontecendo no momento em que acontece. Nesse trecho acima, descreve Buttercup, o gato de Prim.

“[...] Ele me odeia. Ou pelo menos desconfia de mim. Apesar de já ter se passado muito tempo, acho que ele ainda se lembra de como tentei afogá-lo num balde quando Prim o trouxe para casa. Gatinho raquítico, com a barriga inchada por causa dos vermes e cheio de pulgas. A última coisa que eu precisava era de outra boca para alimentar. Mas Prim implorou tanto — até chorou — que fui obrigada a deixá-lo ficar. No fim, deu tudo certo. Minha mãe o livrou dos vermes e ele se provou um excelente caçador de ratos. De vez em quando pega até uma ratazana. [...]”



Todo o trecho sublinhado está no passado, já que a narradora rememora o que aconteceu quando Buttercup entrou na família. É um trecho que conta algo que já ocorreu e acabou. 

Ou seja, fics ambientadas no presente terão sempre seus verbos no presente. Podem ter trechos no passado ou no futuro, mas não é a todo minuto.

Agora, analisemos uma história ambientada no passado:

“[...] [A Casa Verde] era na rua Nova, a mais bela rua de Itaguaí naquele tempo; tinha cinquenta janelas por lado, um pátio no centro, e numerosos cubículos para os hóspedes. Como [Dr. Simão Bacamarte] fosse grande arabista, achou no Corão que Maomé declara veneráveis os doidos, pela consideração de que Alá lhes tira o juízo para que não pequem. A ideia pareceu-lhe bonita e profunda, e ele a fez gravar no frontispício* da casa; mas como tinha medo ao vigário, e por tabela ao bispo, atribuiu o pensamento a Benedito VIII [...]”.

*Frontispício: Fronte, frente, fachada.



Esse trecho de O Alienista, de Machado de Assis, é um excelente exemplo de narração no passado. O trecho sublinhado está no presente, pois no Corão continua tendo essa declaração de Maomé, mas o verbo principal da frase (achou) está no passado. 

Perceberam? Então, narrações no presente têm sempre seus verbos no presente. Narrações no passado têm seus verbos derivados do passado (pretérito perfeito, imperfeito, mais-que-perfeito, futuro do pretérito). Podem ter trechos de narração no passado em narrativas ambientadas no presente, mas os verbos serão no presente, majoritariamente. Podemos achar trechos no presente em fics ambientadas no passado. Podem ter trechos no futuro em ambos os tipos de narrativa.


Mas, Shirayuuki, então pode tudo?!


Não, meu bem. Não pode tudo, senão esse post não teria um propósito. Então nos resta: O que não pode? 

Vejamos o seguinte exemplo: O Naruto decidiu escrever uma narrativa contando as suas aventuras como um ninja. Obviamente, sua narrativa deverá estar no passado, já que ele decide contar o que já aconteceu. Mas Naruto é um garoto que gosta de se desafiar e decidiu escrever a história no presente. Vejamos um trecho do que ele escreveu:


“[...] Aí volto para Konoha, depois que eu, Sasuke, Sakura e Kakashi-sensei conseguimos terminar a nossa missão. Mal vejo a hora de chegar logo lá, para comer um lámen de porco, e o meu estômago roncava demais! Assim que chego, vou correndo para o Ichiraku! [...]”


O que não está adequado nesse trecho?

“[...] e o meu estômago roncava demais! Assim que chego [...]” Esse comentário bagunça toda a ordem dos fatos. Afinal, o verbo roncava está no pretérito perfeito, e esse tempo verbal indica uma ação já terminada. Como o restante do trecho está no presente, parece que o estômago de Naruto roncava antes de todas as outras ações no presente.

O mais adequado seria:

“[...] Aí volto para Konoha, depois que eu, Sasuke, Sakura e Kakashi-sensei conseguimos terminar a nossa missão. Mal vejo a hora de chegar logo lá, para comer um lámen de porco, e o meu estômago ronca demais! Assim que chego, vou correndo para o Ichiraku! [...]”

O raciocínio é: não bagunçar o fluxo do que aconteceu com o que acontece. Não misture passado, com presente! Se você tem uma grande dificuldade com tempos verbais, organize uma linha do tempo para cada capítulo, e faça uma leitura atenta do que aconteceu. Procure sempre respeitar essa linha do tempo. Trabalhe principalmente com o tempo verbal em que se sentir mais confortável.

É algo muito simples, mas que exige uma grande atenção.

Agora é só escolher o tempo da sua fic, e mãos à obra!

Boa escrita!


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Fontes:

Araújo, Ana Paula. Tempo e Modo Verbal. Disponível em: http://www.infoescola.com/portugues/tempo-e-modo-verbal/ Acesso em: 16/09/2013

Assis, Machado de. O Alienista. Coleção Nossa cultura, nossos autores. Campinas, SP: Komedi, 2009.

Cabral, Marina. Tempos e Modos Verbais. Disponível em: http://www.mundoeducacao.com/gramatica/tempos-modos-verbais.htm Acesso em: 16/09/2013

Cabral, Marina. O Narrador e a Gramática da Narração. Disponível em: http://www.brasilescola.com/redacao/gramatica-da-narracao.htm Acesso em: 16/09/2013

Collins, Suzanne. The hunger games. Tradução de Alexandre D’Elia. — Primeira edição — Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010

Duarte, Vânia. Formação dos Tempos e Modos Compostos. Disponível em: http://www.brasilescola.com/gramatica/formacao-dos-tempos-modos-compostos.htm Acesso em: 16/09/2013

Schutt, Diego. Modos de Narração. Disponível em: http://ficcao.emtopicos.com/estrutura/modos-de-narracao/ Acesso em: 16/09/2013

http://www.conjuga-me.net

http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf61.php
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Curso: o futuro da narrativa

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Por: Lady Salieri


Quem é meu amigo no facebook já está vendo a minha insistência em divulgar esse curso. Tenho uma série de motivos para fazê-lo, desde os pessoais até os mais profissionais possíveis. Mas, acima de tudo, é uma proposta em que acredito e que vai muito de encontro àquilo que eu mesma faço no Nyah, ou seja, me sinto na obrigação de divulgar o trabalho de pessoas que dispuseram do seu tempo para levar adiante um curso ministrado gratuitamente, ainda mais sobre narrativa que, convenhamos, não é assunto que interessa à maioria das pessoas. Então me aguente uns minutos da sua vida e depois tire você mesmo suas próprias conclusões.

O curso se chama "The future of Storytelling", cuja tradução livre para o português seria "O futuro da narrativa" (ou "O futuro da contação de histórias" estando mais ao pé da letra e sendo mais pertinente, inclusive). Seu objetivo, em poucas palavras, é analisar, entender, contextualizar e criar histórias em seus mais diversos âmbitos (por isso eu disse que "contação de histórias" é bem mais pertinente que "narrativa"). Isso significa que não se trata apenas de escrever textos, mas entender a dinâmica de narração de seriados para televisão e internet, filmes, jogos de RPG, blogs, textos hiperficcionais, textos não-lineares em geral e um tanto mais de coisas... No meu caso, só essa introdução já me deixou emocionada.

Ainda, o curso será ministrado por professores da Universidade de Potsdam, uma cidade que fica na Alemanha, e permitirá a interação com futuros escritores do mundo inteiro, já que será ministrado pelo sistema que eles chamam de MOOC (Massive Open Online Courses). Da última vez em que olhei na página do facebook, éramos pouco mais de 3.000 inscritos. Pra mim, não tem nada mais enriquecedor que o contato com pessoas de outras culturas, porque "abre" nossa cabeça e permite olharmos várias coisas com "outros olhos", o que é extremamente importante para um escritor. 

E, como eu já disse, será 100% grátis e 100% online, ou seja, você nem vai precisar sair de casa. 

É muito raro, pra mim, ver cursos online grátis ministrados por professores universitários que já têm tanto o que fazer na vida. Vejo muitas pós-graduações sobre composição de narrativas, oficinas de escrita criativa, mas elas sempre cobram um preço absurdo e não vi nenhuma que trabalhasse com temas tão atuais, como as hiperficcões, por exemplo, que são as narrativas interativas online. 

E a dinâmica do curso será a seguinte:



Serão oferecidos semanalmente material de video, lições, entrevistas e tarefas dentro dos seguintes tópicos (não necessariamente nessa mesma ordem):


- Aspectos básicos da narrativa
- Formatos de séries (de TV, internet e outros)
- Narração em jogos de RPG;
- Narrativas interativas em video-games
- Narrativas transmídia
- Jogos de realidade alternativa
- Jogos de múltiplas realidades e narrativas "location-based"
- O papel das ferramentas, interfaces e a arquitetura das informações em uma narração.

Tem muita coisa aqui que nem sei se traduzi direito porque nem sei o que significa, mas estou louca pra saber =).

Enfim, creio que para os escritores iniciantes é uma excelente pedida, simplesmente.



Mas, tia, você vai ganhar alguma coisa com isso, por isso você está tão empolgada?

Sim, pessoinha querida, tem duas coisas que, se eu convidar muita gente, realmente quero ganhar:

1. Um blog na página oficial do instituto (que pretendo pedir autorização para postar em português para ajudar todo mundo - e porque meu inglês não é lá a 8a maravilha do planeta);
2. Uma carta de recomendação dos professores da Universidade - gente, para uma pessoa na minha área, é quase como que achar o pote de ouro no fim do arco iris, sério!

O curso começa dia 25.10.2013 e termina 20.12.2013, mas as inscrições estão abertas.


Acesse o link para assistir ao vídeo e saber mais sobre o curso: https://iversity.org/c/6?r=7096a

Quem quiser se inscrever, basta clicar em "enroll" e as demais informações virão por e-mail.

O curso será ministrado em inglês, mas, desde já, me coloco à disposição para ajudar àqueles que souberem menos inglês que eu. Podemos fazer um grande grupo de discussão e aproveitar melhor todas as aulas, seria o máximo. Basta comentarem aqui e podemos abrir uma página no facebook, por exemplo.

Bom, é isso, pessoinhas queridas. Aproveitem o curso e boa sorte para todo mundo!
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[Sugestão atendida] Como terminar uma fanfic

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Por: Anne L
(Moderadora e Liga dos betas Team)



 O terror de muitos escritores (leitores também!) é chegar a um ponto da história em que simplesmente não sabem o que fazer. Não sabem para onde vai caminhar o enredo, ou sabem, mas não conseguem colocar no papel, ou ainda sabem e já colocaram o papel mil vezes, mas cada vez que reescrevem parece ficar pior. Pois, se você é uma dessas pessoas, nada tema, escritor com bloqueio! Aqui vão algumas dicas de como terminar uma história.

1. Foco total! – Um problema que eu mesma enfrento direto é a falta de foco. Não que fique "viajando" na história ou coisa assim: dificilmente foco nela. “Focar” não se refere só a parar tudo o que você estiver fazendo (o que é uma boa e você deveria começar por aí) e escrever. O bloqueio numa história muitas vezes nos faz pensar em outras coisas e ter novas ideias, compor novas fics ou romances na cabeça. E, se você acabar cedendo e iniciar uma nova história, vai ficar tudo mais difícil. Já é complicado lembrar tudo sobre um enredo, imagine dois, três, quatro... Trabalhar em várias histórias ao mesmo tempo acaba fazendo você perder o fio da meada em cada uma, além de apagar aqueles mínimos detalhes que você tinha imaginado com todo o cuidado do mundo, simplesmente porque fica coisa demais para pensar. Nesses casos, anotar as ideias em detalhes e de maneira organizada ajuda bastante, mas é sempre mais fácil trabalhar em uma trama grande e complexa por vez.

2. Seu tempo vale ouro – Essa, em parte, complementa o primeiro item. Basicamente, para escrever uma história, você precisa de tempo. A pesquisa, o planejamento, a escrita propriamente dita, todos são processos que demandam mais do que cinco minutos do seu dia. Fica difícil se concentrar numa história se você não gasta um tempo razoável nela e, obviamente, se nunca parar para escrever, nunca vai terminar nada.

Escrever todo dia é um bom exercício. Você não precisa necessariamente produzir 10,000 palavras por dia (já vi artigos dizendo que esse é o mínimo que um escritor profissional deve escrever diariamente), mas fazer disso um hábito vai te manter constantemente conectado ao universo da história, aos diálogos, aos personagens, aos próximos acontecimentos do enredo. Isso também evita aqueles longos e torturantes minutos que passamos encarando uma página em branco no Word.


3. Vou escrever, vou escrever, vou escrever... – Apagar também faz parte do processo da escrita. Aliás, diria que é a maior parte dele. Acredito que nenhum livro seja passado para a edição sem ao menos uma modificação, um capítulo reescrito pelo autor, às vezes o livro todo. Ninguém acerta de primeira, e sempre dá para melhorar alguma coisa. Se estiver preso em um capítulo que, não importa o que você faça, não fica bom, continue tentando. Deixe os pensamentos fluírem e escreva sem compromisso. Abandone o texto por um dia ou dois e volte. Por pior que esteja, a gente sempre consegue aproveitar uma frase ali, outra aqui. Quando menos esperar, você terá o trecho inteiro que estava te travando.

Só abro espaço aqui para uma observação: um texto pode ser reescrito e melhorado eternamente, mas é preciso saber a hora de parar. Perfeição é só um contexto abstrato, e você tem mais capacidade que qualquer um para dizer quando um texto seu atingiu o nível desejado. Além do mais, se ficar sempre editando e editando, vai ser complicado terminar a história.

4. Se ninguém comentar, eu juro que não escrevo mais! – No mundo das fanfics acontece muito isso, porém, para escrita em geral, a ideia acaba sendo a mesma: escreva porque você quer, apenas isso. Nada influencia mais o andamento de uma história que um autor desinteressado. Como você vai se dedicar ao capítulo, parar por extensas horas só para pesquisar sobre um acontecimento na Inglaterra do século 18, se já perdeu o ânimo? 

Parece ruim, mas, se você já perdeu o interesse pela história e não quiser mais escrever, simplesmente não escreva. Obrigar-se a isso, no máximo, vai te encaminhar para um final decepcionante. Ou mesmo um enredo inteiro. As ideias brilhantes que você teve para essa história podem ser utilizadas numa próxima, e o mesmo vale para diálogos, personagens, descrições... 

Caso a pressão para terminar vier de fora, ignore-a. Não se deixe influenciar pelos outros, sejam leitores ou seus amigos. Quem escreve é você, quem vai ter que terminar a história é você. Não há nada de mau ou vergonhoso em abandonar uma história.

5. Feche seu caderno e faça outra coisa – Essa vale para outros tipos de bloqueio também. Parece ser só de sacanagem, mas, quanto mais pensamos em algo, menos nosso cérebro consegue realmente se concentrar naquilo. Pensar excessivamente na história só vai te trazer aquela raiva ingrata por não conseguir avançar nela. Pare de vez de escrever e assista a um filme ou seriado. Ouça alguma música. Saia de casa. Vá viver. Seu humor e experiência de vida têm um peso grande na produção de uma história. Você pode interpretar acontecimentos de forma diferente, conduzir diálogos e personagens de maneiras inusitadas, com base em situações que já viveu e em como se sentiu nelas. E se distrair e relaxar por um tempo sempre recarrega nossas forças para voltar ao trabalho.




Material consultado:

Entrevista com a moderadora Kori Hime
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Resenhas do Clube de leitura #6

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Por: Lady Salieri

Olá, meus queridos!

Como prometido, aqui as resenhas da sexta edição do nosso clube. Foi uma excelente rodada, tanto em relação ao nível das resenhas, quanto em relação à variedade de opiniões sobre a história analisada. O principal objetivo do Clube de leitura com certeza é estimular a leitura crítica, e vejo que estamos cada vez mais perto dele. 

Tivemos um recorde de resenhas, o que foi muito legal, pois nos sentimos apoiados no nosso projeto - que começou apenas com os betas da Liga e agora "ganhou o mundo" xD. Espero que continuem escrevendo, participando, dando sugestões, se for o caso, e até mesmo criticando. É muito bom ter vocês aqui conosco =3


Também quero agradecer aos meus betas lindos por terem escrito várias resenhas. Ficaram ótimas, dignas desse ofício tão lindo e tão difícil.

Mas não nos demoremos mais. As resenhas podem ser conferidas aqui. Espero que a Miss Paige tenha ficado satisfeita e que as opiniões possam ajudá-la a melhorar mais e mais:


Leia as resenhas: AQUI


E, seguindo o protocolo, as fanfics que serão sorteadas em breve, assim como seus respectivos números, são as seguintes:


1http://fanfiction.com.br/historia/413700/Dont_Play_With_Food/Anne L
2http://fanfiction.com.br/historia/419869/Medo_De_escuro/capitulo/1/Thammi
3http://fanfiction.com.br/historia/421214/Um_Beijo_No_Passado/Carolina Fernandes
4http://fanfiction.com.br/historia/149933/O_primeiro_de_Seus_Ultimos_Dias/Rodrigo hairo
5http://fanfiction.com.br/historia/163099/A_Terceira_Noiva/Elyon Somniare
6http://fanfiction.com.br/historia/424113/Bad_Dream/Holly Robin


E enquanto a fic não é escolhida, corram lá e confiram cada uma das histórias participantes. Arrepender, tenho certeza de que vocês não vão. 

Nos vemos dia 30/10 com a abertura da seguinte rodada (a última do ano!)


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[Sugestão atendida] Como narrar cenas de luta

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Por: Jean Claude 
(Beta reader Liga dos Betas)




O que se fazer quando não se sabe o que pôr numa cena de luta?

A cena de luta, dependendo do tipo de fic, pode ser sua parte mais importante. No entanto, é notável que descrever essas situações pode ser, de forma ou outra, um verdadeiro desafio, pois é preciso transmitir diversos aspectos nessa parte da narração. Contudo, já adianto que dois conceitos já devem estar em sua mente: Atenção e Administração (falarei sobre esses conceitos mais adiante, no item C).

Com base nisso, apresentarei diversos elementos que devem ser notados quando uma cena de luta precisa ser escrita.

A) Personagens

Os personagens fazem toda a diferença! Existem personagens com inúmeras habilidades distintas e que, em alguns casos, podem trazer vantagens, desvantagens ou um conflito. 

Seguiremos com alguns exemplos:
  • Personagens com armas normais – Com esse tipo de personagens, temos aqueles que usam armas comuns, geralmente brancas, tais como espadas, arcos, adagas ou até as próprias mãos. Como exemplo, podemos citar Katniss Everdeen (Jogos Vorazes) ou Ezio Auditore (Assassin’s Creed). Personagens assim, de forma geral, são aqueles que conseguem fazer o que qualquer ser humano normal (com muito treino ou não) consiga fazer. Em contrapartida, é preciso lembrar que eles também se cansam.
  • Personagens com poderes especiais – Já com esse tipo, temos aqueles que possuem poderes inexistentes em nosso mundo, e geralmente fazem uso de magias ou poderes psíquicos. Além disso, eles possuem uma fonte alternativa de energia. Como exemplo, podemos citar Naruto (que usa o Chakra como fonte de energia) e Ichigo (Bleach. Além disso, por mais que ele use espada como arma, ele possui seus poderes anormais). Personagens assim costumam causar algumas catástrofes ao ambiente ao realizar seus golpes e também possuem maior resistência.
  • Personagens com características especiais – Eles são bem semelhantes aos de “poderes especiais”, mas existe uma característica que os diferem: a fonte de energia alternativa, que é ausente nesse tipo. Esses personagens geralmente possuem algum poder especial, são resistentes, mas preservam diversas características dos que usam “armas normais”. Como exemplo, podemos destacar Edward Cullen (Saga Crepúsculo) e diversos super-heróis, como o Batman ou o Hulk.

B) Ambiente

O local da batalha é essencial para uma boa descrição. Todos os detalhes precisam ser bem especificados. Por exemplo, não podemos citar só uma floresta, pois ela pode ser uma floresta aberta ou fechada, pode estar de dia ou noite (em determinadas fics, isso pode fazer toda a diferença. Por exemplo, se tivermos algum personagem que é mais poderoso à noite), pode ter uma lagoa ou não (pode ser que exista um ser capaz de usar a água como arma). 

Usando isso como base, podemos diferenciar se:

  • O lugar é aberto ou fechado – Nesse caso, temos, por consequência, a presença do céu. Num lugar fechado, as condições climáticas são ignoradas. Logo, se existe algum personagem que, por exemplo, seja um lobisomem e dependa da lua para ampliar seus poderes, fica bem claro que ele estará enfraquecido. A mesma coisa ocorre se temos um vampiro que fique em desvantagem por estar exposto ao sol.
  • As condições climáticas do local são favoráveis – Se está nevando, chovendo ou apenas um céu nublado. Essas condições possuem as mesmas influências que o tópico anterior. Podemos citar, por exemplo, os Nórdicos de Skyrim, que são resistentes ao gelo e, por consequência, resistentes a lugares nevados. Utilizar o ambiente como vantagem é uma tática usada desde sempre, pode-se citar o filme 300 como exemplo, pois eles, por estarem em menor quantidade num exército, precisam elaborar essas estratégias para garantir a vitória, isto é, eles estão trabalhando com as desvantagens, buscando reverter as circunstâncias com que o âmbito favorece.
  • A área do local é favorável – Podemos ter uma região íngreme, uma grande cratera no meio do nada, ou uma batalha em pleno ar. Para essas condições, as descrições já devem ser outras. Como no último exemplo, a força do vento pode ou não influenciar.
  • Existem detalhes adicionais – Pode ser que em uma determinada situação, algum elemento terceiro pode trazer uma vantagem ou desvantagem para algum personagem. Isso é muito comum acontecer com personagens de “poderes especiais”. Por exemplo, temos uma luta do anime Naruto e que, por algum motivo, o lugar da batalha possui uma espécie de barreira que impede a circulação de chakra (a energia alternativa deles), então eles ficam incapazes de realizar os estilos de Ninjutsu e Genjutsu (estilo de luta que exige o uso de Chakra). No entanto, os usuários de Taijutsu (o estilo corpo-a-corpo) terão vantagem, pois esse estilo não consome a energia alternativa.

C) Montando sua cena

Os dois últimos itens serviram para demonstrar a atenção na hora de escrever uma cena de luta. Vamos agora prestar atenção na parte da administração, que é quando começamos a juntar nossos fatores. No que foi dito até então, ficou claro que as lutas sempre trabalham com Vantagem x Desvantagem, o que segue mais ou menos esse caminho:

Personagens > Cenário > Vantagens > Resultado da Luta


Ao visualizarmos nosso tipo de personagem, precisamos ver como ele se encaixa na cena. Então, antes de uma cena, é recomendável que você separe algumas características dos seus personagens que estarão na luta, como será feito a seguir, numa suposta luta entre Naruto e Sasuke:



.Naruto
Estilo de Luta: Ninjutsu
Elemento: Vento (Fuuton)
Informação Adicional: Raposa de Nove Caudas (Kyuubi)
Estratégia principal: Usar clones
Fraqueza: Emocional (É notável que o ninja loiro se leva muito para emoção. Em vários casos isso o ajudou nas lutas, porém também pode ser usado como uma fraqueza).


.Sasuke
Estilo de Luta: Ninjutsu (Ambos possuem o mesmo estilo de luta, então eles estarão equilibrados nesse tópico).
Elemento: Fogo (Katon); Trovão (Raiton) (Esse caso é bem interessante, pois, nos elementos do anime, o Fogo tem vantagem sobre o Vento, enquanto o Vento tem vantagem sobre o Trovão, isto é, numa luta entre os dois, seria mais fácil o Sasuke usar jutsus de Fogo).
Informação Adicional: Sharingan (Por mais que o Sharingan copie bastante jutsus, o Naruto utiliza muito do seu Chakra da Raposa, no qual o olho não pode copiar. No entanto, ele ainda pode usá-lo para uma maior mobilidade).
Estratégia principal: O uso do Sharingan. (No caso de Sasuke, existe uma aprimoração desse poder, isto é, ele não só copia como faz uso de artifícios de defesa e também de ataque).
Fraqueza: O Sharingan. (O exemplo do Sasuke é bem interessante, pois o poder que ele mais usa trás vantagens e desvantagens ao mesmo tempo, pois a utilização contínua trás alguns problemas de visão, tais como sangramentos).


Separar ajuda bastante. No exemplo acima, foi possível fazer uma satisfatória comparação para ver como funcionariam os benefícios e os malefícios de cada um. Feito isso, agora temos que encaixá-los num cenário e, para o exemplo, vamos usar o Vale do Fim, lugar que marcou o fim da saga clássica. No entanto, vamos acrescentar que está tendo uma chuva muito forte, com ventos fortes também. Temos então:


.Vale do Fim

Local aberto. Forte chuva com ventos poderosos. Terreno com uma extensa cachoeira. Local não plano.
Analisando, vemos que a condição climática impede Sasuke de utilizar jutsus de Fogo, logo, ele terá que optar pela sua segunda opção, o Trovão, porém, como já foi visto, Trovão é fraco contra Vento, que é o elemento de Naruto e, por causa do ambiente, Naruto ganhou uma vantagem. Sendo assim, Sasuke terá que arrumar formas alternativas de se equiparar com ele e não perder a batalha, podendo usar a cachoeira como opção, visto que é uma ótima condutora de eletricidade.


Pronto, já foram encaixados os personagens no cenário.

D) Narração

Agora que temos pessoas e cenários, temos que introduzi-los numa narração. Vamos separar assim:

Motivo (Conflito) > Luta > Resultado


Comece revelando o que os trouxe ali, se foi uma briga amistosa ou um conflito sério (aproveite para descrever o cenário nessa parte). Com isso, é bom reproduzir um bom diálogo de introdução para a luta e, depois disso, que ela comece. Para esse início, veja um exemplo:


“Eles se entreolharam. O Vale do Fim estava carregado de lembranças, de uma luta que ficou no passado, mas ainda marcava o presente. A intensa tempestade fazia com que eles não se enxergassem muito bem, visto que estavam sobre uma distância considerável. Cada um estava sobre uma das estátuas, Naruto sobre a de Senju Hashirama e Sasuke sobre a de Uchiha Madara. A cachoeira em meio a eles quebrava o silêncio, até que Sasuke resolveu se pronunciar:

-Vamos resolver isso de uma vez por todas. – O Uchiha, já com seu Sharingan preparado, mantinha a mesma voz fria de sempre – E lembre-se: A luta só terminará quando um de nós sucumbir.

-Eu sei... – Naruto respondeu rapidamente. Ele não queria deixar suas emoções o atrapalhar. – Mas você é o responsável por ter escolhido essa opção. Você sabe que poderia ter sido diferente.

-Que seja! – Após a exclamação, Sasuke sacou sua arma e avançou contra seu oponente.”


Como foi visto acima, o ambiente foi descrito enquanto se mostrava o motivo de eles estarem ali e, após um breve diálogo, o combate teve início.

Agora que já foi fixada a atenção e a administração, a cena de luta pode se iniciar. É importante perceber que ambos os lados precisam estar bem ativos, isto é, se um ataca, o outro precisa defender e tem que ser no mesmo instante. Logo, a narração precisa estar dinamizada e focada na luta entre os dois e existem alguns elementos que podem colaborar com isso:

  • Gerúndio – É aquele conhecido verbo terminado em “ndo”. Ele expressa ação que está sendo feita naquele exato momento, facilitando a descrição de determinadas ações. Exemplo: “Naruto desviou do ataque surpresa, contra atacando em seguida.”. Perceba que com o uso do gerúndio, deu para descrever a evasiva e o contra ataque, tudo de forma momentânea.
  • Narração em terceira pessoa – Não é uma obrigação, porém, quando se usa esse tipo de narração, fica bem mais fácil relatar os acontecimentos, justamente porque o narrador não está participando daquilo. Esse estilo de narração ajuda ainda mais quando a luta possui três ou mais personagens.
  • Caso de luta coletiva – Quando a cena exigir três ou mais personagens em uma luta, é muito importante colocá-los em ação o tempo inteiro, para que, em um determinado personagem, não fique parado por muito tempo. Quando for uma batalha de times, a dica é sempre utilizar um como atacante e o outro como suporte, pois ambos estarão em ação e não causará confusão ao leitor, coisa que ocorreria se todos fossem atacantes. Agora, se for uma luta com mais de três e for cada um por si, tente evitar que todos se confrontem ao mesmo tempo e, mesmo que isso aconteça, ainda pense numa forma de separá-los, pois quanto mais gente lutar ao mesmo tempo, mais difícil fica de organizar a narração.

E) Conclusão

Com isso, ficou mais fácil de compreender o que constitui a criação de uma cena de luta. Por incrível que pareça, tudo é focado na organização em vez da ação. Sua cena não precisa ser uma luta milenar que dura dez capítulos e nunca tem um fim. Para uma boa cena, basta ter essa organização e respeitar os limites estabelecidos por cada personagem e ambiente, isto é, não vamos fazer com que os personagens destruam o mundo com suas batalhas nem que eles ganhem ou percam uma batalha injustamente.

Uma boa dica é acompanhar alguns animes, filmes ou até mesmo fics que sigam o gênero. Dessa forma, é possível ter uma melhor visão desse tipo de cena na própria mente, pois você passa a tentar querer reproduzir o que você viu e acrescenta o seu estilo, criando tais combates com muito mais facilidade.

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Fonte de pesquisa:

http://battlenerds.wordpress.com/2008/09/15/top-5-melhores-cenas-de-luta-de-todos-os-tempos/ - As 5 melhores lutas de todos os tempos.
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Erros comuns em cenas de sexo – Parte 2: biologia

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Por: Coward Montblanc 
(Liga dos betas team)

<< Esse post é proibido para menores de 18 anos, por conter linguagem imprópria de cunho sexual.>>

Olá, queridos! Já faz um tempo que a gente não se vê, né? Ouvi dizer que vocês sentiram saudades de mim e estavam ansiosos para a continuação do meu post anterior!

Então podem relaxar, aqui estou com os erros mais cometidos em cenas de sexo em fanfics. E desta vez vamos falar de biologia, porque parece que muita gente por aí não prestou muita atenção nas aulas dessa matéria na escola.

Não se preocupem, vocês não vão precisar pegar seus livros de biologia para compreenderem o que eu vou falar aqui. Vou explicar do jeito mais simples possível para que todos aqui possam entender. E não é nada difícil, eu prometo!

Vamos lá?

<< Esse post é proibido para menores de 18 anos, por conter linguagem imprópria de cunho sexual.>>


1) Achar que o ânus se lubrifica sozinho

Esse erro é mais comum em fanfics yaoi, mas não pense que escritores de casais hétero e até yuri escapem disso! Muita gente acha que só porque garotas se lubrificam quando excitadas e os garotos produzem líquido pré­-seminal, o ânus também faz isso.

A lubrificação serve para facilitar a penetração. A vagina foi feita para ser penetrada e portanto se lubrifica naturalmente. O pênis foi feito para penetrar, e por isso também se lubrifica, mas é bem menos que uma vagina, até. E o buraquinho que todo mundo tem lá atrás não é feito para isso, em teoria. Por causa disso, ninguém fica com o bumbum molhadinho quando vai fazer sexo.

E se ficar, não vai ser por lubrificação natural, tenha certeza.

Seu personagem pode ser o homem mais másculo e forte do mundo, mas se ainda tentar colocar alguma coisa ali dentro sem lubrificar antes, nem que seja só um dedo, vai doer, e talvez nem mesmo entre. E é para isso que lubrificante é fabricado, vendido e usado. Portanto, se o seu personagem pretende inserir algo nesse local, sozinho ou acompanhado, não se esqueça do lubrificante!

Aliás, coisas como sangue, esperma, saliva, lágrimas, água, manteiga, hidratante, vodka, vinho, sorvete, nutella, mel e derivados não servem como substitutos. E alguns desses itens que eu acabei de citar anteriormente não são nada higiênicos para se colocar em um local tão sensível.

E mesmo se houver lubrificante na hora, vá devagar! Deixe quem for receber preparado física e psicologicamente antes, porque se ele estiver muito tenso ou sem muita preparação, ainda vai doer bastante. Isso vale especialmente para personagens que possuem pouca ou nenhuma experiência com penetração anal. Porém, com as devidas precauções, todos podem se divertir sem correr risco algum!


2) Pensar que é fácil colocar um pênis inteiro na boca

O sexo oral é considerado como uma prática bastante prazerosa, ainda mais quando bem feita. Para muitos homens, então, se a pessoa que o fizer for capaz de colocar seu membro inteiro na boca, é algo incrível. Mas fazer isso não é tão fácil quanto parece!

As pessoas possuem uma coisa conhecida como “reflexos”, que são respostas involuntárias ao nosso corpo diante de certos estímulos. Se alguma coisa ficar tocando na nossa garganta, vamos querer vomitar. É por isso que muitas pessoas forçam o vômito colocando os dedos ali. 

Normalmente, um pênis ereto tem tamanho o bastante para tocar no fundo da garganta e ativar esse reflexo. E vomitar no seu parceiro no meio do ato não soa lá muito sexy. Para isso, as pessoas costumam treinar bastante para que isso não aconteça, pois essa técnica exige justamente muito controle dos reflexos naturais. E, na verdade, tem gente que não consegue fazer isso mesmo com anos de treino, então como alguém virgem ou não muito experiente poderia ser capaz disso com tamanha facilidade?

Uma cena de sexo oral pode ser bem quente, prazerosa e sensual sem precisar que o personagem faça peripécias. Só é necessário um bom uso da imaginação, mãos, boca… E tomar muito cuidado com os dentes. Fora isso, é apenas uma questão de ter entusiasmo e uma boa criatividade!


3) Dizer que esperma tem gosto delicioso

Mais um erro super comum em cenas desse tipo. Quem aqui nunca viu um personagem engolindo o “gozo” de outro todo contente como se fosse algum tipo de néctar dos deuses? Infelizmente, não é bem assim.

Não é necessário que ninguém aqui experimente para saber como é o gosto. Simplesmente é fato universal. A grande maioria da população mundial não gosta do sabor de sêmen e acha difícil de engolir não apenas por causa disso como também por sua consistência mais viscosa. Se fosse gostoso, não existiria o dilema de cuspir ou engolir, ou até mesmo de deixar ou não o parceiro ejacular dentro da boca. Pode não ser muito sensual, mas colocar que o personagem engoliu tudo com uma certa dificuldade e não apreciando muito o sabor já deixa você totalmente livre dessa gafe.

No entanto, existem exceções. Algumas pessoas apreciam o gosto de esperma, ou então possuem um certo fetiche com isso. Se o seu personagem se encaixa em algum desses casos, então ele pode engolir como se fosse mesmo algo divino.


4) “E então nós gozamos juntinhos...”

Imagine só: seu casal favorito naquele momento íntimo, mostrando o quanto se amam entre beijos, abraços e carícias cada vez mais ousadas... Em um certo momento, eles com certeza vão ter seus respectivos orgasmos. E não seria lindo e romântico se os dois chegassem lá juntos para mostrar o quanto se amam e se completam?

Realmente, é algo muito bonito tanto de se imaginar quanto de se escrever. Mas, na realidade, isso é quase impossível de acontecer. Para um casal vivenciar um momento assim, os dois lados precisam não apenas se conhecer bastante como também possuírem muito autocontrole. E mesmo que eles cumpram esses “requisitos”, gozar juntos não é algo que acontece o tempo todo, porque por mais que uma pessoa saiba quando está perto de ter um orgasmo, ela nunca vai ser capaz de adivinhar o momento exato. E se até para um casal que já se conhece há anos esse é um feito que exige muito esforço – e que pode até mesmo nunca acontecer –, isso é algo literalmente impossível para virgens e pessoas inexperientes.

É claro, pode acontecer. Mas isso é algo tão escrito em fanfics por aí que acaba sendo melhor fazer com que os participantes da cena tenham orgasmos separados. Ainda assim, se você quer usar esse recurso na sua cena, use, mas saiba que isso é algo raríssimo de acontecer e que fica melhor sendo usado uma única vez do que em todas as cenas de sexo da sua fanfic.

5) Bater no colo do útero dói e atingir a próstata o tempo todo é impossível

Coloquei esses dois juntos porque eles se resumem no mesmo princípio. Muita gente adora fazer o rapaz ficar atingindo o colo do útero da parceira para mostrar como ele é grande e capaz de satisfazê-la ou então fazem com que um dos garotos em um yaoi fique sempre tocando a próstata do parceiro após “encontrá-la” para que ele possa ter prazer durante o sexo anal, e não apenas dor. Essas duas coisas acontecem muitas vezes por causa da falta de informação por parte do escritor, e agora nós vamos ver porque essas duas coisas estão erradas.

Comecemos pelas meninas. A vagina não é um buraco negro sem fim, e por isso ela tem uma certa profundidade. E lá no final, temos o colo do útero, que “separa” a vagina e o útero, como se fosse uma porta. Para chegar lá, um homem precisaria ter um pênis bem grande, pois os de tamanho médio naturalmente não vão até lá. Isso acontece para que o sexo seja confortável.

O colo do útero é um lugar muito sensível. Não como o clitóris, onde se tem prazer quando se toca, mas sim de uma forma realmente mais frágil. É claro, não vai “quebrar” e nem “se abrir” fácil, mas ainda vai sentir o “impacto”. E dependendo de como for o ritmo do parceiro, pode doer bastante. Por isso que homens mais bem dotados precisam ser mais gentis com suas parceiras, para que isso não aconteça e também para não machucá-las. 

Quanto ao prazer, saiba que as maiores concentrações de nervos se encontram nos primeiros centímetros da vagina, no ponto G (que é mais fácil de ser encontrado com um dedo do que com um pênis) e, obviamente, no clitóris. Então seu personagem não precisa ter um membro gigante para deixar o amor da sua vida feliz.

Agora, vamos falar da próstata. Ela existe apenas nos homens, e pode ser estimulada por dentro do ânus. Fazer isso com um pênis propriamente dito é possível, mas não tem como se repetir sempre simplesmente porque no sexo tem muita movimentação por parte dos participantes para que isso aconteça. Além disso, como no caso do ponto G feminino, ela é mais fácil de ser encontrado com um dedo.

E assim como o colo do útero, lá também é um local muito sensível! Por mais que massagear seja prazeroso, também tem seus riscos. Ficar fazendo isso com intensidade pode levar a danos sérios no local, capazes de levar o homem a uma visita séria ao hospital por hemorragia interna, lesões, e outras coisas nada bonitas que você com certeza não quer que seu personagem sofra. Faça-o ter prazer com isso, mas sem exagerar.

6) Pessoas não fazem poças gigantes com seus líquidos

O sexo é algo naturalmente úmido. Tem beijos, suor, saliva, lubrificação... E em alguns casos o negócio é molhado até demais. Em muitas fanfics por aí tem meninas que literalmente encharcam a calcinha quando ficam excitadas, sem falar dos homens que ejaculam verdadeiros litros de esperma, quando na verdade nenhum dos dois sexos é capaz de tamanha produção.

Enquanto que em desenhos e filmes pornôs isso acontece por uma questão de efeito visual e também para atiçar quem está vendo, no mundo da literatura isso não funciona, pois tudo depende da imaginação do seu leitor.

Pedir para quem está lendo imaginar verdadeiros rios de “gozo” só irá fazer quem está lendo rir ou sentir nojo. Sem falar que daria muito trabalho para limpar. Numa fic, é melhor deixar todo mundo produzir essas coisas do mesmo modo que na vida real, que já é o suficiente.

7) Homens não podem ter orgasmos múltiplos a cada cinco segundos

Se um orgasmo já é bom, que tal agraciar aquele personagem que você tanto gosta com dois ou três numa única cena? Dependendo da sua duração, isso pode muito bem acontecer, mas no caso de nosso sortudo ser um homem, preste bastante atenção com o tempo entre cada um.

Ao contrário das mulheres, que podem ter orgasmos múltiplos em questão de poucos minutos, os homens precisam de uma “pausa”, chamada de “período refratório”. Nesse momento, ele perde a ereção e mesmo que continue com o ato sexual, e só vai poder voltar a ter uma depois de um certo período de tempo, que pode variar desde alguns minutos a algumas horas, dependendo da idade do indivíduo – que obviamente, será menor quanto mais jovem ele for.

Tentar evitar que isso aconteça estimulando o pênis logo depois do orgasmo também não é uma boa ideia, já que o local fica sensível aos toques ao ponto de irritar. Logo, é melhor deixar ele em paz e continuar a cena com outras coisas para deixar o personagem “descansar”.

8) Não é normal passar horas numa mesma posição ou ato

E assim como é impossível para um homem ter milhares de orgasmos em menos de dez minutos, também não é saudável para ele, e nem para uma mulher, ficar excitado por muito tempo sem que nada aconteça.

Existem fanfics em que o casal faz sexo por horas antes dos dois chegarem ao orgasmo. Ou então onde alguém recebe um oral por uma hora completa sem pausas. É bom, mas cansa, além de ser algo que com certeza deve irritar. Uma coisa é ter um bom controle para se segurar, mas todas as pessoas têm limites. Em algum momento, não vai ser possível adiar o orgasmo. E com certeza esse momento não vai demorar mais de três horas para chegar, seja com uma masturbação ou em sexo penetrativo.

Se alguém demora tempo demais para ter um orgasmo, ela precisa de ajuda médica, e não continuar vivendo desse modo achando que é normal.

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Minha nossa, mas que post grande! Acho que compensou bastante a espera, não é? Curiosamente, a maior parte desses erros são relacionados ao sexo masculino, mas deu pra ver que as meninas também não escapam de terem certas atrocidades "ditas" com o seu corpo.

Por isso, seja o personagem do sexo oposto ao seu ou não, é muito importante pesquisar quando se tem dúvidas! Acredite, não custa nada e você só vai sair ganhando.

O próximo post será sobre erros conceituais que vemos nessas cenas sempre tão polêmicas. São, literalmente, coisas que não deveriam estar na cabeça de um autor na hora de escrever sobre esse assunto.

Vejo todos vocês lá!

Material consultado:
Acervo de fanfictions do Nyah!Fanfiction
Entrevista aos membros das Liga dos Betas


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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana