Como escrever um bom review

quarta-feira, 27 de março de 2013

Por: Duda S.




Ao postar uma fanfic, o que cada autor mais aguarda são os comentários especulando sobre sua história. Na maioria das vezes, ele se depara com algo semelhante a: “Adoreeeei! Mega perfeito. Posta mais!!!”. Entretanto, pensando um pouco, é perceptível que esse tipo de review não acrescenta em nada a quem escreve. Que tal aprender como fazer uma análise simples e escrever bons reviews?

É possível definir review como uma espécie de resenha, que é semelhante a um texto em forma de síntese que expressa a opinião do leitor sobre algum filme, teatro, livro e,neste caso, uma fanfic. Se uma resenha é uma síntese, deve apontar diretamente a crítica, porém argumentado, e nunca se baseando em “gostei, tá legal” ou “achei ridículo, chato demais”.

A partir dessas informações, adequei a construção de uma resenha para a forma de construção de um review. Segue, então, uma proposta de como analisar um texto, em quatro pontos:

1º - Deve-se atentar para os pontos ortográficos e gramaticais. Caso haja poucos erros, aponte os que você identificou e explique ao formato correto, orientando o autor a tirar suas dúvidas na seção “Português” do Nyah! ou a procurar alguém que possa explicar-lhe seus questionamentos. Se for uma situação crítica, instrua o escritor a usar um corretor ortográfico, como o do Word.

2º - Fale sobre a formatação do texto. Indique se os parágrafos estão alinhados e o texto justificado. Aponte se visualmente o texto causa um agrado aos olhos do leitor, produzindo a vontade de ler. 

3º - Após verificar os dois primeiros tópicos, verifique se o texto está coeso e coerente, ou seja, se as frases estão bem-escritas, encaixam-se uma na outra e fazem sentido.

Ex: Há um fanfic que fala sobre duas abelhas que odeiam chocolate quente, porém sem explicação alguma, elas aparecem em Paris bebendo chocolate quente. Tem coerência? Não.
Coesão – Qualidade de uma coisa cujas partes estão todas ligadas entre si, fazendo com que um texto se apresente de forma clara.
Coerência – Ligação, conexão, de um conjunto de ideias ou de fatos, formando um todo lógico.

4º - Por fim, observe a construção dos personagens, espaço e cenas. Analise se quem escreve planejou esses temas de forma organizada. Verifique o enredo considerando os possíveis aspectos:
§ Se a narrativa for cronológica, veja se há um início, um desenrolar e um desfecho.
§ Nas narrativas mais longas, avalie o desenvolvimento do tempo e do espaço (cenários, ambientes).
§ Considere analisar os diferentes núcleos que uma história pode ter, e os conflitos causados entre eles ou dentro deles.
§ Procure ver se o enredo não deixa dúvidas, respondendo perguntas como “Onde a cena se passou?”, “O que tal personagem fez?” ou “Quem é o protagonista e o antagonista?”.



Esses quatro pontos servem como base para a construção de um bom review, todavia é importante lembrar que toda a crítica construtiva é feita com educação, respeitando a cada um.

Considere como elogiar o escritor. Mesmo que não haja salvação para o texto, parabenize a coragem do autor de postar algo na internet, expondo-se, consequentemente, a críticas – positivas ou negativas.

Se achar que tudo está perfeito, não se contente em deixar um mero review de duas linhas. Dê palpites sobre o rumo da história, comente sobre a ação dos personagens, se concorda com as decisões tomadas por eles. Diga como se sente em relação à fanfic, fale sobre as sensações que teve diante das situações apresentadas.

Não é necessário fazer uma dissertação digna de nota máxima no ENEM, basta escrever algo decente e honesto ao autor. O objetivo final é argumentar fazendo uma crítica direta, e, seguindo as instruções apontadas, com certeza você saberá como escrever um bom review.


Pesquisa:
http://www.lendo.org/como-fazer-uma-resenha/
http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1643713
http://www.tudosobreconcursos.com/os-dez-mandamentos-para-analise-de-textos
http://estaodoaprender.blogspot.com.br/2011/11/analise-literaria-elementos-da.html
http://www.brasilescola.com/redacao/construcao-personagem.htm


Duda S é estudante de eletroeletrônica, futura engenheira e beta reader. Pianista amadora. Apaixonada por Jane Austen.

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Grammar Nazi 1

segunda-feira, 25 de março de 2013

Por: Gabriela Petusk

  

Senhoras e senhores, adultos e crianças, humanos e criaturas, sintam-se em casa na ~fantástica~ nova seção do blog. Para começar, você sabe o que é um Grammar Nazi? Caso não saiba, aqui vou eu.

Grammar Nazi é uma gíria surgida em algum lugar obscuro da internet. Traduzida literalmente para o português, significa “Nazista Gramatical”. Não preciso dizer o que é um nazista, certo? Mas fiquem calmos, não queremos o extermínio de ninguém. Só de coisas horripilantes chamadas erros gramaticais. Ao pensar em um grammar nazi, lembre-se daquele cara chato que você costumava chamar de Pasquale. O enjoado que corrige o português de todo mundo, que vive dizendo, mesmo em SMS, que o certo é “para EU fazer”, que reclama dos escritores de fanfic o tempo todo... Ele pode ser chato, mas quer o seu bem apesar de incomodar de vez em quando.

Entendam que, nesta seção, eu não tenho a intenção de ofender ninguém. Todos os trechos aqui foram tirados de fanfics reais, encontradas por mim no Nyah, e a identidade de nenhum autor foi exposta, nem mesmo o título. Caso a sua fanfic tenha sido usada, você conheça o autor ou até mesmo goste da história, não façam escândalo e não falem mal da minha mãe. Se possível, não se orgulhem. De preferência, levem numa boa. Melhor ainda, corrijam suas histórias ou deem um toque ao autor. O objetivo aqui é ajudar a perceber como a coisa anda realmente feia na ortografia dos autores; por isso, temos como meta ajudá-los a compreender o certo através dos erros que nós mesmos cometemos diariamente.

Para facilitar a leitura, separei os trechos de fanfics em Easy (fácil), Medium (médio) e Hard (difícil), de acordo com a quantidade e a gravidade dos erros. Preparem-se.


Nível de erros ortográficos: Easy (Hmm... Tem alguma coisa errada aqui.)

“Jin o BadBoy de sua cidade oque aconteceria se um dia tudo isso acabasse?”


Não é muito sério, mas, ainda assim, é errado. Vejamos:

BadBoy: Por que não colocar um espaço? São duas palavras separadas, e o termo ainda vem do inglês (ou seja, é um estrangeirismo, que deve ser assinalado através das aspas ou do uso do itálico). Por isso, no computador, usem itálico nas letras, implicando: bad boy.

Oque: Dois erros em um só. Devia ter uma vírgula ou um ponto antes. E de uma vez por todas... “o que” é separado.

Como deveria ser: Jin é o bad boy de sua cidade. O que aconteceria se um dia tudo isso acabasse?


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“Naruto estava com tédio... no que isso vai dar??? leia para descobrir”



Atenção, pessoas, detectamos falhas.

no: Depois de sinais que marcam o final da frase (ponto final, exclamação, interrogação e reticências), há letra maiúscula sempre.

???: Eu sei que você quer dar ênfase, mas... Assim, não. Usem só uma.

leia: Mesma regra do “no”. Comecem frases com maiúscula. Alguém não captou? Frases-sempre-começam-com-letra-maiúscula.

Como deveria ser: Naruto estava com tédio... No que isso vai dar? Leia para descobrir.


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“Quatro amigas que terminaram o colegial e vão começar suas vidas mais um show tornam os seus sonhos realidade e suas vidas nunca mais serão as mesmas”


*roxa e respirando com dificuldade* *cof cof cof cof* *respira fundo* A falta de vírgulas nesta frase quase roubou meu fôlego... *cai inconsciente*

mais: “mais” é o oposto de “menos”. Só pra garantir, não existe “menas”, é sempre “menos”. Nessa frase, o certo é “mas”, que significa “porém”.

Tornam: O correto aqui é “torna”. Vamos analisar: Se o sujeito da frase (o show) está no singular (foi só um show), o verbo também vai estar. Isso se chama concordância. Para mais detalhes, as aulas de português da Salieri e da Letícia podem ajudar.

Como deveria ser: Quatro amigas que terminaram o colegial vão começar suas vidas, mas um show torna seus sonhos realidade. Suas vidas nunca mais serão as mesmas.


Aliçe acaba de chegar em uma nova escola mas...ela tem um grave problema no coração e por isso ele prometeu para si mesma que nunca iria se apaxionar mas quando ela conheçe Castiel tudo muda...”


Doutor House, parece que os sintomas se agravaram.


Aliçe: Eu entendo que seja um nome próprio, e nomes não costumam seguir regras ortográficas, mas tenho quase certeza que você quis dizer “Alice”. Não se usa cedilha antes de “E” e “I”. “çe” e “çi” estão errados. Não quero ver ninguém escrevendo “voçê”, hein?

Chegar em: Segundo o português formal, o correto é “chegar a”, não é “chegar em” algum lugar. No dia a dia, conversando, não se preocupem com isso. Na hora de escrever, tomem cuidado.

Mas...: Alguns especialistas andam mudando de ideia, eu prefiro a regra antiga: vírgula antes de “mas”. Essas reticências aí também estão fora de lugar. Tem um “mas” lá na frente, na frase seguinte, então, é bom substituir pra evitar repetir. Repetições em excesso são chatas.

E por isso: Faltam vírgulas ou pontos finais aí.

Ele: ...Não era uma menina?

Apaxionar: Erro de digitação. Perdoável, acontece com todo mundo.

Conheçe: Mesma regra do “Alice”.

Tudo: Falta de vírgulas de novo.

Como deveria ser: Alice acaba de chegar a uma nova escola, porém... Ela tem um grave problema no coração, por isso prometeu a si mesma que nunca iria se apaixonar. Mas, quando conhece Castiel, tudo muda...

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Nível de erros ortográficos: Medium (Moço, o que houve com seu teclado?)



apos a tração de edward bella resolve se mudar para mystic falls com sua filha para passar um tempo com sua prima e sua tia la isbella agora chamada de Isy reencontra seus amigos de infanci e faz novas amizades podendo encontrar ate mesmo um novo amor sera mesmo que a poderosa isy sucumbira aos encantos de damon salvatore ou sera que acontecera o contrario? e edward sera que ainda tera espaço para ele na nova isabella? e bella sera capaz de perdoar edward ou seguira em frente ?”

Temos um caso sério de Caps Lock falhando.


Apos, edward, bela, mystic falls, la, isbella, sera, isy, damon salvatore, e: TODOS esses casos estão sem maiúsculas na primeira letra. Nomes próprios (nomes de pessoas e lugares, geralmente) têm letra maiúscula (também conhecida como caixa alta) na primeira letra, assim como início de frase. Essa é pra anotar, carregar no estojo e recitar antes de dormir.

Tração: “tração” é uma palavra que existe e quer dizer “força aplicada sobre uma corda” (saudade das aulas de Física). Nesse caso, acho que você quis dizer “traição”... Não vi cordas na sinopse.

Sucumbira: Assim como “tração”, “sucumbira” é uma das conjugações do verbo sucumbir, e significa o mesmo que “tinha sucumbido”. Pelo contexto da frase, o correto é “sucumbirá”, que indica futuro.

Seguira: Mesmo caso do “sucumbira”. É, um acento faz diferença.

Agora chamada de Isy: Este trecho é o que nós chamamos de aposto. Isso significa que ele foi incluído na frase para especificar, fazer uma lista ou explicar alguma coisa, vindo sempre acompanhado por vírgulas. Chequem os exemplos abaixo:

“Eu, a garota sempre correta e comportada, tinha feito uma coisa tão horrível.”

“Tudo estava no lugar finalmente: roupas sujas no cesto, papéis empilhados e embalagens no lixo.

“Nasci aqui nesta cidade, a Juno flutuante nos céus da República.”

Deu pra captar mais ou menos a mensagem? Espero que sim.

Como deveria ser: Após a traição de Edward, Bella resolve se mudar para Mystic Falls com sua filha para passar um tempo com sua prima e sua tia. Lá, Isabella, agora chamada de Isy, reencontra seus amigos de infância e faz novas amizades, podendo encontrar até mesmo um novo amor. Será mesmo que a poderosa Isy sucumbirá aos encantos de Damon Salvatore, ou será que acontecerá o contrário? E Edward, será que ainda terá espaço para ele na nova Isabella? E Bella será capaz de perdoar Edward ou seguirá em frente?


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“Vamos ver no q da com nossos herois da grand chase na escola tenham uma boa leitura,vamos ter romances(vou tentar)comedias etc
entaum vamos ver esses meninos tarados arranjando encrenca kkk
leiam com muita atençao eim!!(tranformei minha fic pra uma fic interativa,sem vagas)”

Too... Much... Internetês...


Q, entaum, kkk, eim: Não usem internetês na sua história. Não é legal, não é bonito, não vai lhes dar mais leitores. Eles podem até os afastar. É sério.

Herois, atençao: Em um, falta o acento; no outro, o til. Til não é um acento! Surpresa! Mesmo assim, usem-no do jeito certo.

Trechos entre parênteses: Deem espaços antes e depois de parênteses, só não deem espaço depois caso exista um ponto final. (Isso inclui os de interrogação e exclamação. Façam exatamente como eu fiz agora).

Trechos que não ficam bem na sinopse: Desejar uma boa leitura e fazer avisos não são legais pra se colocar em sinopse. Coloque isso nas notas da história ou do capítulo.

Como deveria ser: Vamos ver no que dá: nossos heróis da Grand Chase na escola. Vamos ter romances (vou tentar), comédias, etc. Então, vamos ver esses meninos tarados arranjando encrenca!


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Haruna Sakura uma menina escandalosa,irritante(para um certo moreno),uma boa pesso amiga para todas as horas,mais se pizar no calo dela ai o negocio fica feio. Ela odeia um certo moreno chamado Sasuke Uchiha metido,pervertido,frio,pegador(como sakura o denomina). Mais simples assim o destino faz uma revira volta na vida deste dois oque sera que irá aconteser ? Sei que a sinopse esta orrivel mais garanto que a historia esta boa.”


Gente... Peguem leve, gente.

Haruna: Oi, esse é o sobrenome da Sakura? Haruno, por favor.

Mais, pizar, aconteser, revira volta: Nesse caso é “mas”, não “mais”. Pisar é com S. Acontecer é com C. E “reviravolta” é uma palavra só.

Sera, historia, esta, orrivel, ai: Parece que não, mas acentos fazem uma diferença enorme. “Sera” não existe, é “será”. “Historia” vem do verbo “historiar”, o substantivo é “história”. “Esta” é um pronome, “está” é um verbo. “orrivel”? Esse erro foi “horrível”! “Ai” é uma interjeição de quando você sente dor. O certo “aí” é “aí”.

Um certo: antes de “certo” ou “certa”, não pode haver “um” ou “uma”. Os dois últimos já indicam incerteza, e “certo” e seus derivados faz o mesmo. É redundante.

Escandalosa,irritante,metido,pervertido,frio,pegador: Até agora, você ganhou meia estrelinha por pelo menos usar vírgulas. Para ganhar uma estrelinha inteira, usem espaços depois delas. Aliás, sem os espaços fica tudo feio, confuso. Não façam isso. É chato de ler.

Dica adicional: Não diga que a sinopse está ruim e que a história está boa. Também não diga na sinopse que você não sabe fazer sinopse. Isso não vai fazer o leitor ignorar a sinopse. Sinopses são feitas para despertar curiosidade em possíveis leitores, não só pra ocupar espaço. Dizendo essas coisas, o máximo que você vai conseguir... É que eles não leiam. E vai passar uma imagem de que você escreveu a fanfic de qualquer jeito.

Como deveria ser: Haruno Sakura, uma menina escandalosa, irritante (para certo moreno), uma boa pessoa, amiga para todas as horas, mas se pisar no calo dela, aí o negócio fica feio! Ela odeia um garoto chamado Sasuke Uchiha. Metido, pervertido, frio e pegador (como Sakura o denomina). Mas, simples assim, o destino faz uma reviravolta na vida destes dois. O que será que irá acontecer?


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Nível de erros ortográficos: Hard (É DE MAIS DE OITO MIL! *corre para as colinas*)



“Edward Deixou Bella,Na Floresta,Sozinha,Perdida & Deprimida. Bella encontra a Felicidade De Novo Nos braços de Seu Melhor Amigo Jacob,que por coecidencia do Destino Também a Deixa Desolada,sozinha & Sem Caminho Pra Seguir. A partir Da i sua Luta pela Sobrevivencia Começa...
Familiares Morren...
Inimigos Morren.... Ela tem que estar Preparada Pra o Quem Vem a Seguir..
Uma Nova Vida...Uma Nova Etapa Na Vida de Isabella Swan.
Segredos Revelados & um Amor Familiar que foi Separado Por anos. Um Mal Que vive Na Terra E que ela é responsável Por Deter,Mais o Que aconteceria se seu passado a perseguisse Novamente. Por Que Hoje Você Cai, Amanhã Você Derruba.”



Meu sentido aranha detectou outro Caps Lock com defeito. Liguem pra emergência! Os erros aqui são todos repetitivos; então, vou destacar só alguns.


Perdida & Deprimida, Sozinha & sem caminho para seguir, Segredos revelados & um amor familiar: Escritores, não façam isso. Repito o que disse sobre o internetês: não é legal, não é bonito, não vai lhes dar mais leitores. Ainda acrescento: fica parecendo marca de roupa, tipo Abercrombie & Fitch, ou dupla sertaneja aqui destes cantos do país. Alguém se imagina comprando uma calça da Perdida & Deprimida?

Tem que: Na norma culta, ou seja, no português escrito, ao se tratar de obrigações, o correto é escrever o verbo “ter” acompanhado da preposição “de”.

Coecidencia, morren:
Nenhuma dessas palavras existe. O certo é “coincidência” e “morrem”. Aliás, coincidência, se você destrinchar a palavra, é co + incidência, que significa acontecimento. Se “co” quer dizer “conjunto”, tudo resulta em um... Conjunto de acontecimentos. Não quero ver ninguém mais errando “coincidência”, hein?

Como deveria ser: Edward deixou Bella na floresta, sozinha, perdida e deprimida. Bella encontrou a felicidade de novo nos braços de seu melhor amigo, Jacob, que, por coincidência do destino, também a deixa desolada, sozinha e sem caminho para seguir. A partir daí, sua luta pela sobrevivência começa. Familiares morrem. Amigos morrem. Ela tem que estar preparada para o que vem a seguir: uma nova etapa na vida de Isabella Swan. Segredos revelados e um amor familiar que foi separado por anos. Um mal que vive na terra e que ela é responsável por deter, mas o que aconteceria se seu passado a perseguisse novamente? Porque hoje você cai, amanhã você derruba.

Jesus. Agora parece até mais profissional! Viram que mágica uma boa ortografia fez aqui?



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“Bom...Isso Não É Bem Uma Série,É Apenas Uma...Bom,É Uma Série,Só Que Eu Vou Postar A Minha Interpretação Sobre Várias Músicas De Diferentes Vocaloids!”


O parágrafo nem é tão grande assim. O que me fez colocá-lo no modo Hard foi o fato de ele estar INTEIRO com erros. Vamos direto para a correção.

Detalhe, ele nem mesmo é uma sinopse.

Como deveria ser: Bom... Isso não é bem uma série é apenas uma... Bom, é uma série, só que eu vou postar a minha interpretação sobre várias músicas de diferentes Vocaloids!

Agora, sendo sincera com vocês, autores. Todo mundo sabe o que é uma sinopse? Espero que sim. Se não souber, uma explicação ligeira: é um trecho escrito por você falando um pouco sobre a história, ou um trecho da história postado para despertar curiosidade no leitor e fazê-lo ler para descobrir o que é. Sabendo disso, olhem para o texto acima. Não, ele não é uma sinopse.

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"Perfeição,Olhando Aquelas Belas Garotas Podiam Até Dizer Que Não Estavam Muito Longe,De Encontrar A Perfeição!
Cinco Garotos Lindos,Estavam Praticamente Boquiabertos Com Tamanha Beleza Das Novatas,E Eles Tinham De Admitir Estavam Atraidos Por Elas!
Sera Que Elas Também Sentiam Tal Atração!?.
(Bom Não Tenho Muita Criatividade,Pra Sinopse...Vocês Devem Ter Notado,E Também é Minha Primeira Fic. )

         

Os erros aqui são igualmente repetitivos, e TODO o parágrafo está marcado. Gente, não façam isso comigo. E não digam na sinopse que você não sabe fazer sinopse. Nem, que é sua primeira fic. Se forem escrever que é sua primeira, segunda, terceira, quinquagésima fic, coloquem-no nas notas, é melhor. De preferência, não o escrevam.

Como deveria ser: Perfeição. Olhando de longe, aquelas belas garotas podiam até dizer que não estavam muito longe de encontrar a perfeição! Cinco garotos lindos estavam praticamente boquiabertos com tamanha beleza das novatas, e eles tinham de admitir: estavam atraídos por elas! Será que elas também sentiam tal atração?


Como podem ver, terminou essa estafante sessão de tortura correções para o bem do português. Eu costumo dizer que o segredo para uma boa história não é só ortografia e gramática perfeitas, mas também um bom roteiro, criatividade, paciência e trabalho duro. Isso não significa que ficará legal caso vocês escrevam tudo errado. Imaginem suas histórias como uma comida. O sabor da comida é a parte criativa da história: personagens, acontecimentos, sensações, mensagens que você quer passar... A textura da comida é a gramática. Não adianta, por exemplo, ter um bolo delicioso, mas que gruda no céu da boca e te irrita o dia inteiro, ou uma gelatina muito boa com água demais.

Se você tem muita dificuldade com o português e ama escrever, leia as Aulas de Português oferecidas pelo Nyah (Salieri e Letícia dão um show ensinando), peça ajuda a um amigo, peça que um leitor beta corrija sua história (lembrando que ele vai opinar na história também), use um corretor on-line, leia livros (que foram corrigidos e recorrigidos até falar “chega”). Existem muitas maneiras de aprender! Basta escolher a que mais te agrada.


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Gabriela Petusk é quase escritora, quase criativa, quase complicada. Aspira ao cargo de editora ou copydesker em algum lugar do país ou do mundo e garantiu uma vaga no curso de Jornalismo da UFU.
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Por que escrever?

quarta-feira, 20 de março de 2013
Por: Leo Albyno


“Eu devo tudo a escrita. Devo-lhe o fato de estar aqui a falar. O diário mostra isso; mostra que, quanto mais eu escrevia, mais claros se tornavam os meus pensamentos; que quanto mais me expressa, mais capaz era de exprimir aos homens ou aos artistas à minha volta o que sentia ou qual era a minha posição. Foi pela escrita que me ensinei a falar com os outros. Gostaria de afastar de todos; o sentimento de que escrever é algo que umas quantas pessoas talentosas fazem. Não são só as pessoas com dons invulgares que narram a sua vida de uma maneira interessante. Na verdade, não tem nada a ver com o valor literário da obra.”¹ – Anais Nin.

Para Anais Nin, a escrita lhe favoreceu a sair do mutismo e a vencer traumas. Ela passou, então, em suas conferências, a orientar que todas as pessoas escrevam independentemente do conteúdo em questão; e que transponham determinado limite de valores literários.

Escrever é muito mais do que segurar-se em regras. Em verdade, é preferível que o autor tenha total ciência da própria língua, pois isto transmitirá confiabilidade e segurança ao leitor, mas nem sempre se deve basear apenas na gramática, visto que, muito além de somente ortografia, o ato de escrever deixa transparecer a alma de quem escreve.

Para escrever, é necessário que você tenha experiência de vida ou que seja bom de imaginação ou, ainda, que sinta dor no peito ou que simplesmente esteja tão alegre que sinta que vai morrer; você pode relatar um fato, ou relatar a vida do seu vizinho, do seu animal de estimação ou simplesmente pode escrever sobre o vazio. Escrever não requer regras. E escrever mostra-lhe o mundo. Pode ser uma resenha, uma carta, uma frase ou até mesmo uma releitura de um livro que você tenha gostado.

Para Drummond:

“Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginalia, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.”² - Carlos Drummond de Andrade.

Então, escrever por quê? Escrever te possibilita sair do mundo real e relatar o imaginário. Torna-o poeta ou simplesmente mais um escritor de romance clichê. Pode-se escrever com fins comerciais ou pode-se escrever por paixão, mas em ambos os casos o autor deve ter base. Traduzindo: para escrever sobre algo você deve ter, no mínimo, o conhecimento – ou imaginar - sobre o que almeja. Nem sempre significa ter as suas ideias compreendidas, porém, no máximo, a escrita deve, pelo menos, despertar vários pontos de vistas sobre determinado assunto, embora nenhum deles sequer passe perto do que você realmente tenha pensado no momento em que dedilhava as palavras em sua máquina ou escrevia em seu papel.

Escrever é comportar um sentimento de se aventurar no desconhecido; é correr o risco de não ser reconhecido e até ser ignorado. Escrever requer emoção, um pouco de alma ou simplesmente um pouco do vazio. É, sobretudo, o contato com o inesperado e uma saída para o possível. Na escrita você é e não somente “wannabe”³.

Escrever não significa saber sobre os altos enigmas da linguagem, mas, sim, saber passar através de suas palavras os seus sentimentos mais íntimos. É muito mais do que a junção de palavras e a formação de frases: é dar significado ao inexplicável. Escrever é fazer do seu jeito! Então, escreva, pois como disse Cesare Pavese: “É bom escrever, porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar com a multidão.”
                                                                                                                              

Nota:
Wannabe³: Expressão inglesa que é a junção de “wanna” e “be” (querer ser), que significa “querer ser” o que não é.




Materiais consultados: 

Nin, Anais. Por que escrever? Disponível em: <http://www.elba-br.org/elb-publicacoes/pdf/por-que-escrever.pdf >. Acesso em: 16/03/2013.

Andrade, Carlos Drummond de. Escrever é triste in O poder ultra-jovem. Disponível em: <http://www.citador.pt/textos/escrever-e-triste-carlos-drummond-de-andrade>. Acesso em: 18/03/2013.


Leo Albino, beta Reader e supervisor de qualidade, formado em Informática e suas tecnologias, administração e futuro estudante de biomedicina. Escritor amador nas madrugadas, e administrador do perfil no Nyah! <http://fanfiction.com.br/u/273119/>
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Entrevistando Norah Taylor

segunda-feira, 18 de março de 2013

Por: Fernanda Norato


A trilogia “Em Chamas” nos traz uma grande pitada de romance, um pouco de terror e um balde de mistérios. A autora, que atende como Norah Taylor, claramente, foge do romance clichê – apesar de não descartar a ideia do bad boy. Se formos ler essa saga, tudo o que conhecemos acerca dos seres sobrenaturais não serve para nada. Os enigmas colocados na primeira fic, provavelmente, serão desenrolados apenas na segunda: o que te deixa sem saída e te faz ansiar pela leitura da trilogia inteira. 

Sabe aquela fic que você acha perfeita, mas que não é muito conhecida? É o caso da trilogia dessa escritora Norah. Apesar de a história ser totalmente criativa e bem escrita, não encontramos muitos leitores. Encantada com a fic como fiquei, estou aqui divulgando-a. Leiam-na se vocês curtem um enigma por capítulo e histórias totalmente fictícias – ou não, pois quem pode dizer que é totalmente mentira? “Em Chamas”, com o seu enredo fora do normal, com certeza, os encantará. Mas ninguém melhor do que Norah para nos dizer isso. 

Em seu primeiro livro, Scarllet muda-se para um condomínio e tem vizinhos um tanto anormais – digamos mágicos. E se existisse, de fato, a Mãe Natureza? E se ela precisasse de ajudantes? Pior ainda: os ajudantes dela são seus vizinhos. Em “À Prova de Fogo”, mistérios como esse são solucionados. Mas deixarei para vocês acessarem a fic e procurarem mais informações.

Por fim, vamos à entrevista:


Pergunta: Boa tarde, Norah! Bem-vinda ao nosso programa televisivo da Liga... Ops! História errada... Então, de onde surgiu a ideia da trilogia? 

Resposta: Poxa, a ideia veio... Eu estava vendo o trailer de um filme, O Pacto, e o personagem que apareceu se chamava Caleb e depois apareceram mais três caras... E eu comecei a imaginar a história do filme e acabei inventando o livro.


Pergunta: Você pretendia fazer só uma fic ou sempre teve a ideia de fazer as três? 

Resposta: Era só uma... hahaha. E ela não tinha sentido algum, aí eu pensei em serem duas... Até dezembro do ano passado, eram duas. Mas aí eu tive a ideia do terceiro para ficar mais completo, eu nem imaginei que a história sairia; então, é coisa à beça.


Pergunta: De onde vem a inspiração para cada capítulo? 

Resposta: Normalmente, de músicas. Por exemplo, eu só decidi mesmo começar a escrever quando estava ouvindo as músicas do celular. Lá, “Love Drunk” do Boys Like Girls e “Monsoon” do Tokio Hotel vinham direto, e pensei na cena da Scarllet correndo no dia do baile.

Por isso, na primeira fic, tem tanta cisma em cima dessas bandas =P


Pergunta: Quando surgiu seu interesse por leitura? 

Resposta: Mhnn... Não dá pra responder... Eu queria começar a ler Harry Potter, mas tinha preguiça, então peguei um livro menor. Quando eu desisti de novo, eu disse para minha mãe, e ela “pôs a maior pilha” pra eu terminar o livro. Quando eu terminei, não parei mais, aí agora ela me manda parar de ler (o mundo dá voltas hahahaha).

Pergunta: E as personagens? Foram inspiradas em alguém? 

Resposta: Não, nenhuma foi... Tirei tudo da minha cachola. O máximo, talvez, Thadeu e Jessie. Thadeu porque é meio todos os caras que eu conheço, e Jessie é um pouco de uma amiga antiga minha. Mas os outros, não. =p


Pergunta: Qual a essência de cada fic? 

Resposta: De início, eu escrevia meio como forma de passar o tempo. Mas, depois, vendo bem a história que eu estava escrevendo, eu fiquei filosofando (deve ter visto que faço isso à beça; nas fics, tem muito disso). É que, às vezes, por mais bobas que sejam, a gente toma umas atitudes que fazem uma diferença muito grande lá na frente... No caso da Scar, foi uma xícara de açúcar, e a vida dela dá uma super-reviravolta.


Pergunta: Depois da trilogia, pretende escrever mais alguma coisa relacionada a mistério ou seres míticos? 

Resposta: Meu Deus, eu escrevo o tempo todo sobre muita coisa. Mistérios e coisas míticas principalmente, só que nunca termino nada. “À Prova de Fogo” e “Rutilante” foram os primeiros, mas sim, pretendo terminar algum ou todos eles logo.


Pergunta: Agora, a última: ao ler a fic, você cita algumas vezes o fato de a Mãe Natureza não gostar muito de “trabalhar” com o sexo feminino. Existe alguma possibilidade de, algum dia, você escrever uma espécie de continuação da trilogia, só que narrando um romance entre uma transformada e um humano? 

Resposta: Ahn ... Talvez. Vou ser sincera: nunca pensei nessa possibilidade, mas já pensei em trabalhar explorando mais os mitos da fic... Ta aí, gostei da ideia. 


Bom, obrigada, Norah, pela entrevista e por disponibilizar um pouquinho do seu tempo para nós. Espero que continue escrevendo e crescendo nisso. 

Link do perfil de Norah: http://fanfiction.com.br/u/259244/

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Fernanda Norato é beta reader, semi-atriz de teatro e almejante de arquiteta. Moderadora da fan page do Nyah no facebook e administradora de seu tumblr (http://more-happiness-more.tumblr.com/).


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Modos de narrar: 1ª pessoa ou 3ª pessoa?

sexta-feira, 15 de março de 2013

Por: Haruka Lanovishin



Lembramos, antes de tudo, que não existem regras para se escrever fanfictions, existem os padrões das línguas (língua portuguesa, língua inglesa e etc.) e conceitos entre escritores mais experientes (como a estruturação, o desenvolvimento dos personagens e outros). Se escrever é expor o que pensamos e imaginamos, então que façamo-lo do modo como acharmos melhor, mas se esforçar um pouco em prol de quem lê não machuca e nem arranca pedaços, certo?

Pois bem, entremos no assunto de hoje, que é, nada mais nada menos que: escrevo a minha história em 1ª ou em 3ª pessoa?

Essa é um pergunta que muitos de nós nos fazemos ao iniciar um texto narrativo, e podemos afirmar que não há um modo exato, quando usar uma pessoa ou a outra ou quando não usá-la. O correto a se levar em conta é qual das duas pessoas é melhor para a história. Tanto em 1ª pessoa quanto em 3ª pessoa a trama pode fluir normalmente, mas existem suas diferenças, que explicarei mais embaixo.

O primeiro passo quando chegamos nesta etapa – ou seja, onde decidir em qual pessoa a história se desenrolará – é pensar: como eu quero que os fatos ocorram? O quanto do suspense pode ser revelado conforme o desenrolar da história? Como serão os personagens, como eles irão interagir? E, principalmente: como eu quero que seja a narração?

Vamos começar com um exemplo:

"Eu corria desesperadamente, olhava para trás a todo o momento para tentar ver se ele estava muito perto. Podia ouvir o barulho de seus passos rápidos logo atrás de mim e o som de sua respiração afoita pela corrida, mas o que prevalecia era o som das batidas do meu coração disparado. Disparado pelo esforço da corrida, pelo medo, pelo receio de ser pega, pelo desespero…"


A narração em primeira pessoa sempre dará ênfase aos sentimentos do personagem, porque ele é quem conta os fatos. Há drama, há sentimentalismo, há emoções. Uma adolescente apaixonada narrando sua história de amor a encheria de paixão, de rebeldia, principalmente de sentimentos negativos em relação a si mesma e à correspondência do seu amor, pois o texto sofre a influência dos sentimentos do personagem, devido a narração estar sob o seu ponto de vista.

Já a 3ª pessoa narrando seria algo mais "distante":

"Ela corria desesperadamente, olhava para trás a todo o momento para tentar ver se ele estava muito perto. Ela podia ouvir o barulho dos passos rápidos atrás de si e o som da respiração afoita dele pela corrida, mas o que prevalecia era o som das batidas de seu coração disparado de medo, de receio e de desespero."


O narrador não participa da história, ele vê e sabe de tudo. Ele tem uma visão ampla dos fatos. Isso não acontece na narração em primeira pessoa.

Então, como eu sei quando usar um ou quando usar o outro?


Vamos ressaltar que o que você escolher será o que você usará o tempo inteiro na história. Não fique trocando as pessoas do discurso só porque, usando o que você escolheu, não dá para colocar uma cena ou outra. O desafio é encaixar as cenas no enredo dentro da narração escolhida. Ficar trocando a pessoa que narra apenas deixará os leitores confusos, fora que os mais experientes ou irão comentar que é incômodo ou deixarão de ler, e ninguém quer perder leitores por causa de um detalhe tão pequeno, não?



Agora vamos tentar demonstrar mais algumas diferenças entre uma narração e a outra em algumas situações:


Saber o que acontece em outros lugares:

Se narramos em primeira pessoa, não tem como nós sabermos o que o nosso namorado, por exemplo, está fazendo em sua casa quando estamos na nossa. Nosso personagem também não sabe. Não tem como saber o que acontece no Norte estando no Sul, só se alguém contar ao personagem ou ele descobrir de algum modo, mas devemos nos lembrar de que: se a narração está na 1ª pessoa, e é o personagem quem narra, então o narrador não sabe tudo o que acontece.

Já na 3ª pessoa, não, além de o narrador saber tudo o que acontece, ainda pode revelar o que acontece em outros lugares sem que seja necessária a presença do personagem principal.


Comentar o que acontece em outros lugares:

Em primeira pessoa, se o personagem está em sua casa, narrando o que está assistindo na televisão, como é que ele sabe o que acontece no colégio onde estuda naquele exato momento em que ele está em casa? Simples, o personagem não sabe. Saberá quando alguém lhe contar, claro, mas, a menos que ele tenha poderes psíquicos que o fazem saber tudo o que acontece no mundo enquanto está no Havaí, ele não sabe, e ficará sem saber.

Para que ele possa comentar sobre outros lugares, a solução é fazer com que ele descubra de algum modo, e como ele descobrirá é o desafio de se escrever em 1ª pessoa.


Saber o que o outro personagem pensa:

Assim como não somos capazes de saber o que as outras pessoas pensam, nosso personagem também não (só se ele tiver poderes como os X-men, se não, é melhor desistirmos da ideia). Vamos nos lembrar de que o limite para a narração em primeira pessoa é narrar baseado no personagem, no que ele sente, pensa, sabe.

Fazer suposições é diferente de saber o que a pessoa pensa: "Eu acho que ela está falando mal de mim." "Conhecendo-a como a conheço, sei que ela está falando de mim." "Ela definitivamente está falando de mim." O último exemplo passa uma sensação de que o personagem não pode afirmar com toda a certeza que é dela que estão falando, e é essa certeza que a narração em 3ª pessoa tem, mas a narração em 1ª pessoa, não.



É isso, pessoal, há outros exemplos, mas seria necessário muitas páginas para comentar sobre todos. O jeito mais fácil é se perguntar: é viável que essa condição, pensamento, narração, cena e etc. aconteça na narração em 1ª pessoa sem a ajuda de poderes sobrenaturais ou psíquicos? Basta analisar de modo mais realista, tornando seu personagem o mais humanizado possível, afinal, escrever sobre fantasia é legal, mas existem coisas que podem forçar a barra, principalmente se a sua história não for em um mundo de magias e essas coisas sobrenaturais, mágicas ou ninjas.



Páginas de pesquisa:


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Haruka Lanovishin mora ali na esquina da perdida com a instável, procure-a por lá. Cursando administração, se distrai om seu vários blogs e seus quilos de histórias. Não passa de uma garota boba procurando uma resposta para suas dúvidas.
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O que te causa medo?

terça-feira, 12 de março de 2013

Por: Nana Akimoto


A maioria dos sites internet afora diz que “o gênero ficcional do terror ou horror pretende provocar a sensação de medo”. Entendemos, então, que esse gênero tem como objetivo assustar, causar espanto, e está presente em praticamente todos os meios de comunicação. Não é um dos gêneros mais populares, embora tenha ganhado muitos adeptos nos últimos anos, possuindo um público bem específico. E o que antes foi apenas um tema vasto, hoje se subdivide em vertentes para agradar a todos os gostos.

Desde assassinos em série a vampiros sedentos de sangue e bruxas com verrugas, o gênero terror abrange todo um imaginário coletivo que causa pavor nas pessoas. É interessante mencionar que, no passado, era muito mais fácil identificar e diferenciar os gêneros, pois, com o passar do tempo, eles foram se mesclando e hoje existem vários subgêneros para confundir nossa cabeça. O terror atualmente pode vir como característica agregada, que é quando a obra não é de terror, mas tem o visual de uma (os filmes do Tim Burton, por exemplo); como gênero secundário, quando há elementos do terror em segundo plano; e o terror propriamente dito, o gênero, que é o principal destaque da obra. O problema deste último é diferenciá-lo do suspense. Quem nunca pediu indicações de obras de terror e ouviu um “tem essa que é suspense [...]” ou algo parecido?


O suspense me causa ansiedade, mas não a repulsa ou horror que o terror causam. Eu ainda acho que tenha a ver com a intensidade, sei lá, uma coisa que me causa uma impaciência, que me faz esperar as cenas com inquietação eu considero suspense, agora quando me causa espanto, coisas assustadoras, aí já considero terror. Salieri, beta e redatora

Podemos ver claramente que muitos autores preferem seguir pela vertente do gore (foco deliberado na violência gráfica, geralmente ligado a filmes contendo cenas de mutilações, decapitações e muito sangue), mas é importante salientar que terror não é ligado necessariamente a isso: o terror psicológico pouco se utiliza desta técnica e, muitas vezes, é capaz de deixar o receptor muito mais assustado.

Identificar o terror em meios de comunicação que usam imagens (filmes e quadrinhos, por exemplo) é fácil, mas e a na literatura? E nas fanfics? O terror está na maneira como o autor descreve as situações, as emoções dos personagens, as motivações e as consequências de seus atos. A vantagem de poder gerar imagens distintas na mente de cada um dos leitores é o que pode vir a tornar o terror e a inquietação ainda maiores. Não são muitos os que se aventuram nesse gênero, pois trata-se de um processo complexo saciar a sede de medo e horror que os apreciadores têm, mas ainda podemos citar bons exemplos na literatura e no cinema.

Eu particularmente prefiro filmes de terror oriental (mestres no assunto), mas temos também os clássicos “O Bebê de Rosemary” e “O Massacre da Serra Elétrica”, e autores como Stephen King (com o O Iluminado e Carrie) e Edgar Allan Poe. É difícil encontrar autores que se foquem no terror propriamente dito, e não apenas no suspense e no mistério. Nunca encontrei uma fanfic que saciasse minhas necessidades aterradoras, por isso convido vocês, leitores e betas, a sugerirem filmes, livros e fanfics que estejam dentro desse incrível universo.

E tenha cuidado: mantenha as portas e janelas sempre bem fechadas.

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Nana Akimoto é beta reader, cursa o 4º semestre de jornalismo e é criadora dos sites: Vermelho (http://vermelho.expressojapao.com) e Expresso Japão (http://expressojapao.com).
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Não fique bravo com seu Beta


Por: Dominique Writter


Já é difícil receber criticas de nossos queridos leitores; é ainda pior quando a pessoa que te dá a bronca e vem corrigir seus erros é um Beta.

Os Betas tem aquela fama de seres perfeitos, durões e bravos, mas na verdade eles são bem razoáveis. Raramente desrespeitam alguém (caso isso aconteça, não deixe que se repita, procure outra pessoa para lhe ajudar) e apontam todos os seus erros da maneira mais sutil possível. Ele pode achar que o texto enviado por você é uma merda, o pior que ele já leu, mas fará de tudo para comunicar seus erros e dizer como poderá melhorá-los sem faltar com o respeito.

As pessoas ficam bravas com os Beta Readers constantemente, dizem que eles se acham superiores, contam a todos que ele ficou com inveja e que foi grosso, masm na maioria das vezes, foi só uma crítica que as atingiu. Dói colocar o dedo na ferida, cutucar e jogar álcool sobre ela. E é exatamente o que um Beta faz, vai o mais fundo que pode para comentar seu texto da melhor forma possível.

É necessário que haja respeito e muita paciência dos dois lados. Respire fundo antes de responder à crítica do Beta e leia-a com calma, tenha o seu momento de revolta e volte a revisar o texto. Logo surge um pensamento: "Não é que ele(a) tinha razão?"

Tem gente que odeia ser criticado, não suporta a avaliação de um Beta Reader e qualquer coisa se torna motivo para discussão; se você é uma destas pessoas, fica a dica: não procure um Beta ainda. Dê tempo ao tempo, use um corretor para corrigir suas fics, respire fundo e tente compreender as vantagens de ser betado por uma pessoa com mais experiência que você.

Seus leitores provavelmente vão te criticar algum dia, seus professores o farão, então quem dirá os Betas! Lembre-se de que você sempre pode optar por ficar sem acompanhamento, se for seu desejo, comunique ao seu leitor mais fiel que você não consegue aceitar bem os julgamentos dele, agradeça pela ajuda que já lhe foi dada (sempre!) e avise antes de pular fora da relação! Nunca abandone um Beta sem avisar, afinal, ele vai esperar por você e se irritará com o sumiço sem explicação..

Acima de tudo, tente sempre se colocar no lugar da pessoa que faz tudo com tanto carinho (por mais duros que eles possam ser) e dedicação.

Estou de olho em vocês!


Dominique Writter é criadora do blog: http://omanualdobomleitor.blogspot.com.br um dos nossos blogs parceiros, e cedeu gentilmente essa postagem para compartilharmos com vocês.
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Martin Luther Beta

domingo, 3 de março de 2013

Por: Phaerlax

Liga dos Betas: Nós temos ~Sonhos~. Não pude resistir a uma paródia de outro senhor que tinha ~sonhos~. Com todo respeito à nobre alma do Sr. Martin Luther King, eis minha adaptação:

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Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no ideal Nyahzês. 

Eu tenho um sonho de que um dia este site se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença ‒ nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos – de que fics boas são boas e ruins são ruins. 

Eu tenho um sonho de que um dia, nas colinas vermelhas da Originália, os filhos dos descendentes da Fanfiction Police e os filhos dos descendentes das Directioners poderão se sentar juntos à mesa da fraternidade, e então a FP envenenaria o vinho e ficaria tudo sussa. 

 Eu tenho um sonho de que um dia, até mesmo no Estado de Roteiros, um Estado que transpira com o calor das bandinhas, que transpira com o calor das trashs, será transformado em um oásis de lógica e... roteiros.

 Eu tenho um sonho de que minhas quatro pequenas fics vão, um dia, viver em um site onde elas não serão julgadas pela quantidade de putaria, mas pelo conteúdo de seus capítulos. Eu tenho um sonho hoje! 

Eu tenho um sonho de que um dia no AnimeSpirit, com seus staffs malignos, com seu governador passivo-agressivo que tem os lábios gotejando palavras de modinha e regrinhas toscas; nesse justo dia, no AnimeSpirit, fictores e fictoras poderão unir as mãos com narutards e directioners como irmãs e irmãos... como Cain e Abel. Aí o primeiro grupo mandava o segundo se retirar e nunca mais voltar. Eu tenho um sonho hoje! 

 Eu tenho um sonho de que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Seiji será revelada e toda a Data estará junta. 

Essa é nossa esperança. Essa é a fé com que regressarei para a Liga. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do trash uma pedra de esperança; com essa fé nós poderemos transformar as fics cancerígenas cacofônicas e estridentes de nossa comunidade em uma bela sinfonia narrativa, denunciar as que se encontram além da salvação; com essa fé nós poderemos betar juntos, reclamar juntos, ripar juntos, sermos xingados juntos, denunciar juntos (principalmente a Solemn, com sua espada de fogo ceifando falsos-originais) e, quem sabe, nós seremos um dia felizes. Esse será o dia, esse será o dia em que todos os usuários de Nyah poderão teclar com um novo significado. 

“Meu site, doce terra de limpeza, eu te curto.

Terra onde directioners pereceram, terra do orgulho dos betas, 

de qualquer lado da montanha, não ouço a cacofonia do câncer!" 

E se o Nyah é um grande site, isso tem que se tornar verdadeiro. 

Assim não ouvirei a cacofonia das bandinhas no extraordinário topo da montanha de Originália. 

Não sangrarei pelos olhos ao ver POVs sendo ligados e desligados a cada sete segundos e meio. 

Não me depararei com prosas na nação de Poesialândia. 

Não arrancarei meus lindos cabelos ao ver fics sem continuidade. 

Não encontrarei irmãos se pegando por tudo que é canto, e por isso não vomitarei na lixeira. Poderei deixa-la em seu lugar correto, cozinha. 

Mas não é só isso: não ouvirei, de novo, a cacofonia e não patrulharei Originália todos os dias. 

Não ouvirei a cacofonia nas grandes Cidades-Estado de Narútia, Crepúscula e Percynia. 

Não ouvirei a cacofonia de garotinhas reclamando.

Em todas as categorias, não ouvirei a cacofonia. E quando isso acontecer, quando nós abafarmos a cacofonia, quando nós a impedirmos de soar em cada categoria e em cada fandom, em todo gênero e toda classificação, nós poderemos acelerar aquele dia, quando todas as crianças de Seiji, fãs de livros e animes, Yaoi, Hentai e Yuri, Autores e Leitores, poderão unir mãos e teclar nas palavras do velho espiritual beta:

"Limpo afinal, limpo afinal. 

Agradeço aos esforços da Liga ancestral, nós somos limpos afinal."
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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana